DÓLAR cai mais uma vez e atinge quase 2% de redução em uma semana

Dólar fecha em R$ 4,66, menor valor em mais de 2 anos; Ibovespa sobe a 121 mil pontos
Moeda norte-americana recuou 1,69% nesta semana, enquanto principal índice da bolsa de valores subiu 2,1%

O dólar caiu 2,02%, cotado a R$ 4,666 nesta sexta-feira (1º), com um recuo semanal de 1,69%, o quinto consecutivo, e atingindo o menor valor desde 5 de março de 2020. Já o Ibovespa subiu 1,31%, fechando em 121.570 pontos, maior valor desde 1º de agosto de 2021. Na semana, o avanço, terceiro seguido, foi de 2,1%.

Foto/Edição: Arquivo Tribuna do Brasil

Durante a sessão, o mercado repercutiu o relatório Payroll de emprego não-agrícola dos Estados Unidos. A geração de vagas veio abaixo do esperado, mas a taxa de desemprego ficou no menor nível em dois anos e os salários seguem subindo.

Os dados fortaleceram apostas em uma alta de 0,5 ponto percentual nos juros pelo Federal Reserve em maio, mas também reduziram temores de uma possível recessão no país. A elevação nessa magnitude já é esperada pelo mercado, afetando pouco os fluxos atuais de investimento.

Com isso, o real manteve um fluxo de investimentos baseado nos juros altos do Brasil, ativos descontados na bolsa de valores e busca por mercados ligados a commodities, cujos preços dispararam com a pandemia e a guerra na Ucrânia.

Ao mesmo tempo, a bolsa foi puxada para cima por ações ligadas a commodities e ao consumo interno, que são beneficiadas pela redução nas curvas de juros futuros (DIs) conforme o mercado converge para a projeção do Banco Central de taxa Selic de 12,75% em 2022, e não 13%.

A nova rodada de negociações entre Ucrânia e Rússia, com o governo russo afirmando que viu avanço nas conversas, reduziu a aversão a riscos dos investidores, beneficiando o real e o Ibovespa.

No Brasil, os investidores monitoraram o início da greve de servidores do Banco Central e o possível impacto do movimento, em especial a possibilidade de um reajuste de 5% para os servidores públicos, o que representaria mais gastos pelo governo e eleva temores de um descontrole fiscal, um cenário que favoreceria o dólar.

Na quinta-feira (31), o dólar caiu 0,47%, encerrando a R$ 4,762, no menor valor desde 12 de março de 2020. No trimestre, a queda foi de 14,55%, a maior desde 2009. Já o Ibovespa recuou 0,22%, aos 119.999,23 pontos, enquanto que, no trimestre, a alta foi de 14,5%, a maior desde 2020.

Petróleo

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia no dia 24 de fevereiro, os mercados de petróleo mostram a maior volatilidade em dois anos, com os preços da commodity chegando a bater níveis vistos pela última vez em 2008.

A commodity tem oscilado na faixa dos US$ 100 e US$ 110 nos últimos dias. Por um lado, o mercado espera uma demanda menor devido a novos lockdowns na China e à perspectiva de um ciclo de alta de juros maior nos Estados Unidos, o que desaceleraria a economia do país.

Ao mesmo tempo, qualquer novidade sobre a guerra influencia os preços, alimentando ou reduzindo temores de problemas na oferta e afetando a cotação.

Porém, se comparado com anos anteriores, o petróleo segue em valores elevados e subiu mais de 30% no primeiro trimestre, devido ao descompasso entre oferta e demanda da commodity, com os principais produtores, reunidos na Opep+, ainda não retomando os níveis de produção pré-pandemia. O quadro foi intensificado com as tensões na Europa.

Commodities

A disparada nas commodities com o conflito no Leste Europeu favorece o mercado brasileiro, e seus efeitos têm ajudado a superar a aversão a riscos com a guerra na Ucrânia, o que beneficia o real até o momento.

O ciclo está ligado, em parte, à alta nos preços do petróleo e do minério de ferro devido à elevada demanda em meio à retomada econômica. O processo de alta de juros nos Estados Unidos também alimenta essa migração, com a saída da renda variável norte-americana.

Outro fator por trás desse movimento são as expectativas de mais medidas pró-crescimento na China que estão aumentando as esperanças de uma recuperação na demanda por metais, o que levou a altas nos preços, reforçadas com a crise na Ucrânia.

Porém, intervenções do governo chinês no mercado e um novo surto de Covid-19 no país com lockdowns ainda geram pressões de queda, em um sobe e desce na cotação, que continua em níveis elevados.

Guerra na Ucrânia

Com a guerra na Ucrânia completando um mês, as forças ucranianas têm tentado recuperar território dos russos nos últimos dias, de acordo com um alto funcionário da defesa dos Estados Unidos — que os descreveu como "capazes e dispostos" a fazê-lo.

Rússia e Ucrânia realizaram uma nova rodada de negociações nesta sexta-feira. O presidente ucraniano sinalizou que o país aceitaria um status de neutralidade, uma exigência russa, mas sem concessões territoriais, e a Rússia falou em avanços nas conversas.

Apesar de a Rússia ter prometido reduzir os ataques na Ucrânia, bombardeios voltaram a ser registrados em Chernihiv, no norte, segundo afirmou o prefeito local Vladyslav Atroshenko.

Do ponto de vista econômico, as sanções de maior impacto econômico para a Rússia estão ligadas à expulsão de bancos russos do Swift, um meio global de processamento de pagamentos.

*Com informações da Reuters

FONTECNN BRASIL EDIÇÃO: REDAÇÃO GRUPO M4

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