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| Foto: Magnific |
Cardiologista explica por que pessoas com
o mesmo resultado de exame podem receber condutas diferentes
O tratamento do colesterol alto deixou de
ser baseado apenas no resultado do exame. Hoje, a decisão leva em consideração
o risco cardiovascular, o histórico de saúde e outros fatores que influenciam a
probabilidade de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
O tema ganha destaque em 8 de agosto,
quando é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol. De
acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), quatro em cada dez
adultos brasileiros convivem com níveis elevados de colesterol, reforçando a
importância do diagnóstico e do acompanhamento médico.
Para o cardiologista intervencionista da
Rede Medical, Bernardo Kremer, definir o tratamento exige uma avaliação
individualizada que vai muito além do resultado do exame.
“O colesterol é apenas uma parte da
avaliação. Antes de definir o tratamento, analisamos o risco cardiovascular, o
histórico clínico e a presença de outras doenças. É esse conjunto de
informações que orienta a conduta mais adequada para cada paciente”, explica.
O mesmo exame pode exigir condutas
diferentes
Uma pessoa jovem, sem outros fatores de
risco, pode conseguir controlar os níveis de colesterol com mudanças na
alimentação, prática regular de atividade física e manutenção do peso adequado.
Já pacientes com doença cardiovascular
estabelecida, diabetes, doença renal crônica, hipercolesterolemia familiar ou
risco cardiovascular elevado geralmente necessitam de tratamento medicamentoso
desde o diagnóstico.
Em alguns casos, pode ser necessária a
associação de diferentes medicamentos para atingir as metas recomendadas.
Mudanças de hábitos continuam sendo
fundamentais
Mesmo quando há necessidade de
medicamentos, alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do
tabagismo e controle da pressão arterial e do diabetes continuam sendo parte
essencial do tratamento.
"Nosso objetivo não é apenas reduzir
um número no exame. O que buscamos é prevenir infartos, AVCs e oferecer mais
qualidade e expectativa de vida aos pacientes", ressalta o especialista.
Exames fazem parte da prevenção
Como o colesterol elevado normalmente não
provoca sintomas, os exames laboratoriais continuam sendo a principal forma de
identificar alterações antes que elas provoquem complicações.
As diretrizes recomendam que todos os
adultos façam pelo menos uma avaliação do perfil lipídico a partir dos 20 anos.
A frequência dos exames varia conforme os fatores de risco e o histórico de
cada paciente.
Em crianças e adolescentes, a investigação
também pode ser indicada, principalmente quando há histórico familiar de
colesterol elevado ou de doenças cardiovasculares precoces.
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