Política

Opinião: A vida recomeça

Não deixe seu sonho no passado. Nada volta, mas felizmente a vida pode recomeçar


Por Francisco Maia

Esse recomeço ensina a progredir, passo a passo, com temores e coragem, por caminhos muitas vezes desconhecidos.

Assim, indivíduos, classes produtivas, quem compra e os que vendem, iniciam uma nova experiência na retomada da normalidade, depois dos horrores da pandemia.

O comércio, serviços e as pequenas empresas, com o auxílio da Fecomércio-DF e apoiado pelo Sebrae do Distrito Federal, vão ter um novo armamento para as batalhas de restruturação dos negócios.

Uma plataforma digital, “Em Frente com a Gente”, que reunirá todos os instrumentos de consultoria, formação profissional e incentivos oferecidos pelo Sesc, Senac e Sebrae, estarão reunidos em um único aplicativo. Serão, como promete o subtítulo do projeto, “soluções para o seu negócio não ficar para trás”.

A tecnologia passou a ser vital para a adaptação aos novos tempos. Foram as facilidades digitais que permitiram às pessoas comer, vestir, comprar alimentos e cultivar amigos e afetos. Nos países onde Covid-19 bateu com impiedade, como no Brasil, as ligações de voz e vídeo no WhatsApp, Facebook, Messenger e Instagram tiveram um aumento que já passa de 50%.

Isoladamente, todos mudaram seus comportamentos. Em uma pesquisa do Ibope Inteligência ao Facebook IQ, os números revelam que 30 %, quase um terço das pessoas do Brasil, já fazem mais compras on-line desde o início da pandemia. Tudo aquilo que foi planejado e gestado antes da pandemia, é quase inútil para o recomeço. Está realmente ocorrendo uma súbita mudança no feitio dos negócios.

Na tragédia do Titanic, os botes salva-vidas demonstraram que eram mais indispensáveis que o transatlântico que naufragava.

Por isso, nesse instante da vida dos empreendimentos, a plataforma digital que a Fecomércio DF oferece é crucial para promover a vida, a nova vida das empresas.

As entidades que fazem parceria nessa plataforma irão estabelecer ações de aperfeiçoamento empresarial voltadas à sobrevivência. Vão disponibilizar novos conteúdos em mídias diversas, formação de grupos de debates sobre assuntos relevantes e além disso, oferecer ações motivacionais, atendimentos à saúde física e mental, tanto para os empresários com para os colaboradores.

Haverá um cronograma de trabalho que enumera temas fundamentais para o fortalecimento das atividades econômicas, o acolhimento dos empregados e a criação de mecanismos que permitam o reestabelecimento dos negócios.

Para essa retomada são definidas três premissas iniciais. Cada um terá quer definir claramente seu desejo; compreender bem seu papel na empresa; e reconstruir seus empreendimentos e atitudes com o propósito de garantir a saúde da coletividade.

A Trilha do Aprendizado, nome dos degraus de aprendizagem no projeto, tem 8 temas que abrangem desde a liderança em tempos de incertezas, passando pelas novas posturas ante os clientes e indo até às orientações do Sesc para qualidade de vida e bem-estar.

Muito provavelmente, nesse agosto, os empresários de Brasília irão conhecer de perto essa plataforma.
Os pequenos mercados e lojinhas de bairro já vivem enormes dificuldades, mas neles pode estar a solução do futuro. Comprar da pequena empresa é uma ótima saída para pulverizar a economia e manter empregos. Segundo pesquisa do Sebrae, o varejo brasileiro é dominado pelos pequenos negcios. São 13 milhões de empresas de pequeno porte, que empregam 21,5 milhões de pessoas e injetam na economia, só em salários, mais de R$ 611 bilhões anuais.

No universo dos pequenos, três setores receberão grande impacto: varejo, bares e restaurante assim como o turismo. No varejo, a adaptação às vendas pela internet já é vital.

Empreendedores na alimentação, como bares e restaurantes, precisam com urgência entrar na sintonia comercial com as vendas a delivery, enquanto o turismo urge flexibilizar os pacotes de viagens, com alterações de datas e até de destinos. Esses três seguimentos, segundo a Confederação Nacional do Comércio e Bens de Serviço – CNC, revela um prejuízo, em todo o país, de quase R$ 12 bilhões desde o começo da pandemia.

Nesse novo mundo que surgiu de repente, as bússolas do sucesso se voltam para a união da tecnologia com o aprendizado. A mudança do modelo de ensino tradicional é perceptível no aumento dos estudos em grupo e do uso de professores-tutores como motivadores do processo de desenvolvimento.

Dois gênios da palavra sem som e do universo sem palavras, se auto definiram com incrível talento.

No dia em que se conheceram, Chaplin puxou Einstein pelo braço e disse: “Eles nos aplaudem por razões diferentes. A mim porque entendem tudo o que faço, sem que use palavras e a você, por mais palavras que diga não entendem nada daquilo que diz”. São exatamente esses dois imortais que também deixam um bom recado para os novos tempos de pós -pandemia.

“A cada segundo ainda é tempo de mudar tudo para sempre”, ensinou Charles Chaplin; e “a mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original”, profetizou Albert Einstein.

*Francisco Maia é presidente a Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio).

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