Hutrin se adapta durante a pandemia e oferece à população saúde pública de excelência

 


Hospital público humanizou o atendimento com musicoterapia e visitas domiciliares

O sistema de saúde público em Goiás salvou milhares de vidas nestes nove meses de pandemia. Preparado, o Estado abriu sete hospitais de campanha e adaptou outros quatro para atender os casos mais graves. Só no Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin), 8.135 pessoas passaram por atendimento no Pronto Socorro Covid-19, entre junho e novembro deste ano. Foram mais de 35 mil atendimentos no Pronto Socorro Geral (janeiro a novembro).

A unidade de saúde, administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento – IMED, foi adaptada entre maio e junho para auxiliar no combate à pandemia do Covid-19. O hospital passou a ter uma ala isolada, com leitos de enfermaria destinados ao tratamento de pacientes diagnosticados ou com suspeita de contaminação pelo vírus e inaugurou uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com oito leitos.

Para manter a descontaminação, o Hutrin passou por processos de desinfecção com pulverização eletrostática. Na maternidade, as mães receberam kits de higiene pessoal. Neste período de pandemia, a unidade desenvolveu também um sofisticado sistema de triagem, capacitou uma equipe multidisciplinar para atender os pacientes internados na UTI, realizou visitas às casas das pessoas para fazer o diagnóstico precoce, proporcionou testes de Covid-19 e EPIs a todos os profissionais.

Benfeitorias também foram necessárias para dar mais conforto a pacientes e familiares. A estrutura do prédio passou por reforma com pintura interna e externa, além da plotagem dos espaços para deixar o hospital mais moderno e acolhedor. Placas de sinalizações internas e externas foram atualizadas, os leitos obstétricos foram reformados e um tanque de oxigênio foi instalado.

“Oferecemos à população a melhor medicina possível, treinamos as equipes de saúde para que respeitassem ao mesmo tempo o sofrimento dos familiares e estivessem totalmente capacitadas para atender os pacientes com excelência”, diz Getro de Oliveira Pádua, diretor do Hutrin.

Humanização da saúde

Mesmo com todos os cuidados, em alguns momentos do ano, a pressão sobre o sistema de saúde levou autoridades do Estado a fazerem apelos à sociedade. A frase do ano foi “fique em casa” e as palavras de ordem no Hutrin para toda a equipe de saúde foram: resiliência, solidariedade e resistência.

 

Desta forma, o hospital conseguiu oferecer à população da região de Trindade atendimento de excelência e saúde humanizada. Foram dezenas de telefonemas entre pacientes isolados e seus familiares, intermediados pela equipe de enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos.

 

Na enfermaria, os pacientes com sintomas do coronavírus puderam também acompanhar um dos projetos de maior sucesso do IMED, o “Amor Cantado – Acolhimento Musical”. As músicas acalentaram e trouxeram esperança. Outro projeto importante foi o “Celebrando a Vida”, criado pelos colaboradores, com o objetivo de levar alegria e conforto aos pacientes aniversariantes.

Engajamento e capacitação

O hospital também entrou em importantes campanhas nacionais de conscientização, como o Outubro Rosa (câncer de mama), o Novembro Azul (câncer de próstata) e Dezembro Laranja e Vermelho, destacando a necessidade do diagnóstico precoce câncer de pele e o combate ao preconceito contra os portadores do vírus HIV.

A capacitação dos colaboradores também foi uma preocupação constante da equipe de gestão do IMED. Em 2020, o Hutrin promoveu treinamentos e palestras, como a parceria feita o Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas de São Paulo. A equipe de fisioterapeutas participou de um curso de capacitação sobre “Ventilação mecânica em fibrose pulmonar e doenças restritivas”, com o objetivo de aprender as melhores e mais eficazes formas de tratamento para pacientes com doenças restritivas em suporte ventilatório invasivo. 

“Temos um compromisso permanente com a saúde da população de Goiás. Novos desafios estarão por vir em 2021, mas estamos totalmente preparados”, diz Pádua.

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