Aprenda a planejar os gastos com a vida escolar dos filhos

Com o fim das férias e o retorno das aulas, os pais se esforçam para matricular os filhos nas melhores escolas e investem em material escolar, uniforme, transporte. Tudo para garantir o futuro dos filhos. O que muitos não sabem é que um planejamento pode fazer diferença com esses gastos


Foto: Facebook.

É claro que despesas com educação dos filhos, por mais básico que seja seu nível, por si só já é um grande desafio.

“Com a economia ainda em recuperação, variação dos juros e menor disponibilidade de empregos, o investimento pode pesar no orçamento. Por isso, o planejamento é fundamental. Uma dica é juntar uma reserva para gastos com educação o quanto antes, definindo uma quantia que será poupada a cada mês”, disse o diretor estratégico da Matriz Capital, Ricardo Aragon.


Ricardo Aragon é diretor estratégico da Matriz Capital.

O valor dos investimentos em educação traz a vantagem de os pais contarem com os rendimentos sobre rendimentos, ou seja, além de adicionar dinheiro mensalmente, a reserva cresce por meio dos juros.

Com cálculos simples, você consegue estimar quantos anos são necessários para seu filho terminar a educação básica e o ensino superior. Da educação infantil ao ensino médio, são cerca de 17 anos de estudos. Soma-se a isso cerca de 4 anos do ensino superior, dependendo do curso escolhido.

É importante levar em conta também algumas variáveis em seus investimentos em educação, como aulas de idiomas, atividades esportivas, intercâmbios na graduação, cursos profissionalizantes, entre outras.

Existem também outros gastos relacionados ao investimento em educação dos filhos, como materiais didáticos, transporte, alimentação etc.

Além disso, mesmo que seu filho ingresse em uma universidade pública no futuro, ainda poderá haver gastos com aluguel, viagens, entre outros, caso ele estude em outra cidade.

“Esses gastos precisam ser equilibrados com as despesas da família. Assim, é preciso fazer um levantamento de toda a renda familiar e das contas mensais”, explicou Aragon.

Segundo ele, recomenda-se que os gastos por mês com educação não ultrapassem 15% da renda familiar. Por exemplo, um casal com uma receita de R$ 5 mil não deve gastar mais de R$ 750 mensais para pagar escola, cursos, transporte escolar etc.

Não há como poupar se o seu salário mal dá para arcar com as despesas atuais. Por isso, é importante organizar suas finanças antes de prosseguir. Isso pode ser feito de forma simples um uma planilha ou caderno.

Liste todas as suas despesas mensais e todas as fontes de receitas. Após somar todos os gastos e vencimentos, você saberá se está gastando mais do que ganha. Se isso estiver acontecendo, você terá dois caminhos: cortar despesas ou encontrar uma forma extra de ganhar dinheiro.

MENSALIDADES E MATRÍCULAS
Em vez de pagar mensalidades, você pode informar-se sobre um possível desconto caso pague a anuidade em uma única parcela. Se você já estiver poupando há algum tempo, com certeza terá esse montante.

TRANSPORTE ESCOLAR
Avalie a necessidade de contratar o transporte escolar para o seu filho. Isso vai depender de diversos fatores, como o valor do seu tempo e a distância até a escola.

Por exemplo, se você é autônomo e ganha por hora, dispensar tempo para levar seu filho à escola pode sair mais caro do que pagar um transporte. Tudo isso também entra na conta dos investimentos em educação.

MATERIAL ESCOLAR
A dica primária aqui é pesquisar. Materiais vendidos no atacado são bem mais baratos. Assim, você pode se juntar a outros pais e comprar esses itens em grande quantidade. Por exemplo, um apontador de R$ 1 no varejo pode custar R$ 0,10 no atacado. Essa dica é infalível!

É claro que toda criança e todo jovem gosta de material cheirando a novo para iniciar o ano escolar. Mas a verdade é que muitos materiais podem ser reaproveitados: canetas, estojos, mochilas, lancheiras etc.

Livros didáticos também podem ser reutilizados, de forma a gerenciar melhor os recursos dos seus investimentos em educação. Compre-os de segunda mão.

“Inclusive, conversar com a criança e com o adolescente sobre como economizar nas compras de materiais faz parte da educação financeira infantil. Envolvê-los no planejamento familiar vai ajudá-los a usar seus recursos de modo responsável e consciente na fase adulta”, finalizou o diretor estratégico.

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