Entre poesia e canções abre temporada das Sextas Musicais com homenagem às mulheres

Com retorno do público presencial, a cantora Sandra Duailibe leva ao palco do CTJ Hall, no dia 4, às 20h, espetáculo com repertório de autores consagrados da MPB. Show terá a participação da poetisa Maria Maia

Foto: Juliana Santos.

Na abertura da temporada 2022 das Sextas Musicais, a cantora Sandra Duailibe, uma das estrelas da nossa MPB, leva ao palco do CTJ Hall – Casa Thomas Jefferson o espetáculo Entre poesia e canções em homenagem às mulheres. No dia 4 de março, às 20h, ela interpretará canções e composições de Fátima Guedes, Dorival Caymmi, Tom Jobim, entre outros, acompanhada da poetisa Maria Maia, que recitará alguns de seus versos inspirados no feminino.

A apresentação marca o retorno do público presencial ao CTJ Hall, na Casa Thomas Jefferson da 706/906 Sul – verifique o protocolo Covid-19 para comparecimento. Mas a transmissão ao vivo pelo YouTube do centro binacional, que tem o apoio da Embaixada dos EUA na realização de seus eventos culturais, será mantida em todos espetáculos. Dessa forma, esse patrimônio de belas apresentações musicais permanecerá disponível online.

Para enriquecer ainda mais a noite, o espetáculo terá a presença de luxo da guitarrista Marlene Souza Lima, que, em 2021, recebeu o Prêmio Mulher Negra, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do DF. Farlley Derze, ao piano, parceiro de muitas jornadas musicais de Sandra Duailibe, a acompanhará nesta noite especial. No palco, um cenário cheio de arte e flores.

O repertório de Entre poesia e canções:

Boa noite, amor (José Maria de Abreu e Francisco Matoso)
Lua Brasileira (Fátima Guedes)
Lígia (Tom Jobim)
Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
Ela é carioca (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
Bolerar (Cassia Portugal, Marcia Forte e Sandra Duailibe)
Madalena (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza)
Requebrado (Ângela Brandão)
A vizinha do lado (Dorival Caymmi)
Mulheres do Brasil (Joyce)
Mulher Brasileira (Benito de Paula)

Sobre o Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, foi designado pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independentemente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas. Atualmente, a data é comemorada em mais de 100 países com o objetivo de manter a conscientização da importância dessas conquistas e das que ainda precisam ser alcançadas.

Sobre os artistas

Sandra Duailibe, cantora, aos 6 anos ingressou no Conservatório Carlos Gomes, em Belém, onde estudou até os 15 anos. Foi dentista, empresária do turismo e, em 2005, abraçou o canto como vida e profissão. Elegante, com timbre de voz singular e interpretações emocionantes, é considerada uma das estrelas da nossa MPB.

Sandra gravou 6 CDs e 1 DVD – Celebrizar –, disponíveis em todas as plataformas digitais. Fez inúmeros shows no Brasil e no exterior. Destaque ao show com a Orquestra Filarmônica de Brasília, em comemoração aos 50 anos da nossa Capital.

Sucesso de público e crítica, cantou para grande público no mesmo palco que Milton Nascimento. Em 2014, ganhou o Prêmio Grão de Música, que é um espaço de valorização e promoção da música brasileira de todas as regiões do país, especialmente de artistas que a representam. Participou do XXXI Festival Internacional de Música do Pará, cantando com a Banda Sinfônica no Theatro da Paz, em junho de 2018, e, em setembro, participou, em show, das comemorações dos 80 anos de Roberto Menescal no CCBB Brasília.

Nesse mesmo ano, foi finalista no Prêmio Profissionais da Música e recebeu Moção de Louvor da Câmara Legislativa do DF. Em 2019, iniciou seu trabalho como entrevistadora, lançando o programa Plurarte, no YouTube. Por lá, passaram mais de 100 artistas, entre eles Clodo Ferreira, Cristina Serra, Camila Pitanga, Danilo Caymmi. Em seu canal no youtube.com/sandraduailibe, festejou o aniversário da capital federal publicando o podcast Brasília: 60 anos de música.

Comemora, feliz, o reconhecimento recebido pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal ao ser uma das artistas condecoradas com o Prêmio FAC Brasília 60 anos.

Maria Maia, poeta da palavra e da imagem, socióloga, antropóloga, mestre em Comunicação Social pela UnB, veio do Acre para Brasília em 1975. Cineasta, realizou 64 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Trabalhou 20 anos como roteirista e diretora de filmes na TV Senado, dirigindo, entre outros: Machado de Assis (1999); JK, um cometa no céu do Brasil (2002); Portinari, Poeta da Cor (2004); Lévi-Strauss, Saudades do Brasil (2006); Chico Mendes Vive (2008); Zé Lins, Engenho e Arte (2009); O Cinema Segundo Vladimir Carvalho (2010); Abdias, Raça e Luta (2012); Darcy, Um Brasileiro (2013); Prestes, o Cavaleiro da Esperança (2014) e Diretas Já, o Grito das Ruas (2014).

Também produziu filmes independentes como o curta Inferno e paixão e o longa 3 Refeições, um registro documental sobre a fome, guiado por meio das figuras de Antônio Conselheiro e do ex-presidente Lula. Seu último filme, SÔNIA e LYGIA, sobre as irmãs multiartistas Sonia Lins e Lygia Clark, finalizado em 2020, está em processo de lançamento.

Maia teve seus filmes exibidos em mostras e festivais no Brasil, em Londres, Paris, Capbreton, Milão, Atenas, Buenos Aires e Los Angeles. No centenário de nascimento de Juscelino Kubitschek, ganhou a Medalha JK, do Ministério da Cultura, pelo filme JK, um Cometa no Céu do Brasil.

Escritora, publicou poemas em antologias, jornais e revistas e também os livros Desejante, 2018 e Quase toda poesia, 2019, este último apoiado pelo FAC-DF. Em 2020, republicou o ensaio Villa-Lobos pelo mundo toca a alma. Em 2020, recebeu, da Câmara Legislativa do DF, a Moção de Louvor, por ser uma importante personagem da História, da Cultura e da Educação do Distrito Federal. Maria Maia é também fotógrafa, artista plástica e mestre em Tai Chi e Qi Gong.

Marlene Souza Lima, em 2021, recebeu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do DF o Prêmio Mulher Negra. Marlene é guitarrista, violonista, compositora e arranjadora. Tem 35 anos de carreira, com repertório que mescla temas de compositores consagrados da Bossa nova e do jazz, bem como alguns temas autorais, de Jobim a Toninho Horta, de Wes Montgomery a John Scofield.

Marlene é conhecida como a guitarrista feminina do jazz, com longa formação, experiência musical e artística. Nasceu no Rio de Janeiro. Na infância, chegou a Brasília com o pai saxofonista e a irmã, sua primeira professora de violão. Na década de 1980, iniciou seus estudos musicais na Escola de Música de Brasília, onde estudou com renomados mestres da música, além de ter recebido mentoria dos mestres Curinga, Franco Carmo e Pincelão.

Nos anos 1990, Marlene se mudou para os EUA, onde aperfeiçoou seus estudos de inglês e cumpriu intensa agenda de colaborações e apresentações na Califórnia. Empreendedora, de volta ao Brasil, montou a Usina de Sons, onde ministra aulas de música e guitarra. A sua longa carreira de colaborações e apresentações solo, nos palcos e estúdios, a conduziu a formar um trio com o qual, em 2011, lançou o seu primeiro álbum intitulado My Way, CD instrumental que apresenta uma forte base no jazz dos consagrados como John Scofield, Pat Metheny, James Moody, Charlie Parker, George Benson, Miles Davis, Wes Montgomery, mas ainda repleto de referências em ritmos do choro, frevo, samba, da balada e Bossa nova.

Marlene é um ícone que representa o enorme potencial da música instrumental brasileira sempre dedicada ao aprimoramento e pesquisa de seus instrumentos, uma instrumentista detentora de técnica apurada que impressiona o público exigente e a crítica especializada. A sua sensibilidade surpreendente consegue se fazer notar em todos os diferentes estilos musicais que interpreta: samba, frevo, baião e jazz, nos quais registra a sua marca pessoal.

Em 2016, gravou, com sua banda, seu primeiro DVD ao vivo, Marlene Souza Lima & Grupo. Em 2017/2018, integrou a banda L.O Musical na realização de turnê brasileira. Marlene, por sua excelência como musicista e artista, influencia e serve de referência a músicos de Brasília e do Brasil. Atualmente, cumpre intensa agenda de colaborações, gravações em estúdio, compondo e ensinando música.

Farlley Derze, pianista, possui vasta e diversificada formação acadêmica, artística e musical associada ao seu talento nato, à sua sensibilidade e paixão pela música. Farlley é graduado em Piano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; pós-graduado em Música Brasileira, História da Arte e Teoria Literária; Mestre em Educação Musical; Doutor em Arquitetura e Urbanismo; Pós-doutorado em Estética, Semiótica e Hermenêutica.

Farlley possui cinco discos autorais e 12 livros publicados na Amazon. Atuou e colaborou com Claudinha Telles, Elza Soares, Joana, Jorge Benjor, Lucinha Lins, Elymar Santos, Razão Brasileira, Jorge Aragão, Robertinho de Recife, Rio Jazz Orquestra, Brasília Popular Orquestra e Super Rádio Brasília FM. Realizou turnês no exterior como solista e em colaborações com Sandra Duailibe, Antenor Bogéa, Maria Rita Stumpf, Razão Brasileira.

Sobre as Sextas Musicais

As Sextas Musicais são um tradicional evento de Brasília. Desde 1987, a Casa Thomas Jefferson, entidade sem fins lucrativos, realiza esses concertos gratuitos e com classificação indicativa livre, mantendo-se fiel à missão de conectar e transformar vidas através de gerações por meio de experiências singulares.

Desde 2020, com a pandemia do novo coronavírus, a Casa Thomas Jefferson adaptou as apresentações para o formato on live streaming. Com produção requintada, qualidade de captação e transmissão de som e imagem, as Sextas Musicais demonstram o compromisso e o respeito do centro binacional com os artistas profissionais da música que dedicam suas vidas ao estudo e à performance musical e ao público.

SERVIÇO

Sextas Musicais 2022 – on live streaming

Entre poesia e canções

Sandra Duailibe, voz, Maria Maia, poemas

Marlene Souza Lima, guitarra; Farlley Derze, piano

Local: CTJ Hall – Casa Thomas Jefferson

Quando: 4 de março

Horário: 20h

Onde assistir: presencialmente no CTJ Hall - Casa Thomas Jefferson, na 706/906 Sul, ou no YouTube da Casa Thomas Jefferson

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