PIX: O que fazer quando cai dinheiro indevido na conta bancária?

 


Especialista alerta que uso de dinheiro indevido pode gerar responsabilização na esfera civil e criminal

“Achado não é roubado, quem perdeu foi relaxado”, você com certeza já ouviu essa frase, mas não é bem assim. O que não é seu, não se torna seu simplesmente por um engano e a apropriação indevida de algum tipo de bem como no caso recurso financeiro pode gerar penalidades na esfera civil e até mesmo criminal.

O advogado e professor do curso de Direito da faculdade Anhanguera, Eliezer Aguiar da Silva, explica que em caso de recebimento indevido de qualquer recurso o beneficiário deve entrar em contato com a instituição financeira informando sobre o fato para devolver o dinheiro que recebeu para evitar problemas na justiça.

“A regra é clara e vale para erros de bilhões ou de dezenas de reais: se a transferência foi um equívoco, tanto do banco quanto de outro correntista, o valor em questão é intocável. O fato de o titular da conta não ser responsável pela falha não permite que ele se beneficie dela, consciente ou inconscientemente. O recebedor que usufruir de valores recebidos indevidamente, pode responder cível e criminalmente”, pontua.

 O especialista informa que, nos casos de depósitos feitos de forma errada, o titular da conta deve entrar em contato com a instituição financeira para comunicar a operação.  “A fim de evitar qualquer complicação futura, a orientação é que assim que for constatado valor depositado ou recebido no caixa por engano, entre em contato com a instituição bancária responsável pela operação para que o valor seja estornado”, ressalta.

O advogado diz que o Código Civil traz no artigo 884 que “aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários”, pois o recebedor não pode ser favorecido em detrimento ao prejuízo da outra parte. O especialista acrescenta que “o Código Penal também assegura o direito à restituição do bem e ainda penaliza quem inapropriadamente se apoderou de um bem”, pontua.  Eliezer comenta que segundo o artigo 169 do CP detalha pena - detenção, de um mês a um ano ou pagamento multa estabelecida pelo juizado.

Como proceder em caso de não devolução

O docente explica que são duas as opções. A primeira é ingressando com uma ação no Juizado Especial Cível, caso o valor seja compatível com as regras estabelecidas pelo órgão e a segunda é buscando um advogado para representação na justiça comum.

“Apesar de tratar-se de um crime de menor potencial ofensivo ele não é isento de penalidades. A pena máxima não ultrapassa dois anos de prisão, sendo competência do Juizado Especial Criminal o julgamento e a pena a ser aplicada”, explica.

Em caso de transferência indevida, Eliezer Aguiar, alerta que é necessário fazer um boletim de ocorrência. “É importante deixar a situação registrada o mais rápido possível.  Além disso, procure um advogado criminalista para orientação”, afirma. O advogado ressalta que, por ser uma transação sem possibilidade de cancelamento posterior, esse tipo de transferência exige muita atenção. “As pessoas precisam ficar sempre atentas às informações, principalmente o nome de quem vai receber e a instituição bancária, e conferir todos os dados antes de realizar a operação, evitando, desta forma, situações problemáticas”, conclui.

Sobre a Anhanguera 

 

Fundada em 1994, a Anhanguera já transformou a vida de mais de um milhão de alunos, oferecendo educação de qualidade e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação e extensão, presenciais ou a distância. Presente em todos os estados brasileiros, a Anhanguera presta inúmeros serviços à população por meio das Clínicas-Escola na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos. Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Anhanguera oferece formação de qualidade e tem em seu DNA a preocupação em compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais.  Em 2014, a instituição passou a integrar a Kroton. Acesse o site e o blog para mais informações

 

Sobre a Kroton 

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