Pontes de Amor completa 10 anos com centenas de histórias de adoção

 


Desde 2012, quando a Pontes de Amor, Organizações da Sociedade Civil (OSC) que atua em Uberlândia e região em sintonia com a Rede de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, deu início à sua trajetória para ajudar crianças e adolescentes a encontrarem um lar permanente, muitas vidas ganharam novo sentido. Idealizada por Rodrigo Rangel, empresário e advogado, e Sara Vargas, especialista em Terapia Socioconstrutivista e Psicodramática de Famílias e Casais e também bacharel em Direito, a Pontes de Amor nasceu da história do casal. Além de um filho biológico, eles vivenciaram o processo legal de acolhimento e têm três filhas adotivas. Um pleito que durou quatro anos até chegada da primeira filha.

Com muitas histórias de sucesso devido a muito trabalho, a Pontes de Amor tem muito o que comemorar em 10 anos de atuação. Além de apoiar famílias adotivas e pretendentes à adoção legais e seguras, a OSC também prepara e oferece acompanhamento jurídico e psicossocial às famílias adotivas no pré/pós-adoção; favorece e promove a convivência familiar e comunitária, empoderando as famílias ao exercício de seus papéis e relações familiares funcionais e, em sintonia com a Rede de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, desenvolve formações e compartilha tecnologias sociais a nível nacional e internacional.


Nessa jornada de sucesso, a Pontes de Amor atendeu mais de 56 mil pessoas e 500 famílias foram acompanhadas. Concedeu ao longo desses 10 anos, mais de 3.300 treinamentos para profissionais, postulantes, tribunais de Justiça e realizou cerca de 1.400 eventos com foco em treinamento e captação de recursos para cobrir despesas e dar a sustentação aos seus projetos. Somente em 2021, no auge da pandemia, foram realizados 6.280 atendimentos.

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil conta hoje, com mais de 4.100 crianças disponíveis para adoção. Em Uberlândia, existem cerca de 230 pessoas habilitadas (dentre casais e solteiros) e 19 crianças e adolescentes aptos para adoção. Para diminuir esse número, um trabalho de conscientização e apoio é imprescindível. “Precisamos romper preconceitos e lutar para que toda a criança e adolescente viva em família, conscientizando as pessoas sobre as crianças reais. Afinal, a adoção é voltada prioritariamente para o melhor interesse da criança e não do adulto adotante. Na Pontes de Amor as pessoas encontram respaldo, apoio, orientação e serviços valiosos, tudo de forma profissional, ética, especializada e gratuita”, explica Sara.

Avanços

Graças ao trabalho conjunto da Pontes de Amor, Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes e Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (Angaad) pretendentes de qualquer parte do País podem optar pelo curso preparatório para adoção autoinstrucional gratuito em EAD para localidades em que as comarcas não consigam ministrar presencialmente o curso. O curso é uma exigência do Estatuto da Criança e do Adolescente a todos os que estão no processo de habilitação para adoção.

E mais: nesse ano, no qual celebra sua primeira década, a Pontes de Amor também lançou o Criança em Foco, projeto cofinanciado pelo Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente, que visa capacitar pais, mães, professores, profissionais, cuidadores e integrantes da Rede de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente por meio do site www.pontesdeamor.org.br. Esse conteúdo tem o objetivo de ajudar as figuras de referência a cooperar com o público infanto-juvenil para que sejam bem-sucedidos em suas jornadas. “Queremos que tenham mais êxito na convivência e educação destas crianças e adolescentes, cooperando não apenas com a melhoria do comportamento, mas também com o seu desenvolvimento integral, dando o alicerce para que melhor se desenvolvam cognitiva, social e emocionalmente”, ressalta Sara.

Orgulhosa de tudo que foi conquistado, a diretora lembra que nada seria possível sem a ajuda dos mais de 100 voluntários que cooperam nos projetos. "Por isso, estendemos nossos agradecimentos a eles, que doam conhecimento, tempo e seus recursos em prol dessa causa tão nobre. Também somos gratos aos nossos parceiros e a todos que doam recursos para a continuidade de nossos projetos”.

Como ajudar

Uma delas é sendo voluntário. Outra forma é contribuindo financeiramente ou desenvolvendo parcerias em serviços. “Estas ajudas são imprescindíveis para viabilizar os projetos e atendimentos. Atualmente, temos uma parceria com a Algar Telecom onde as pessoas podem doar mensalmente pela conta de telefone. Por fim, mas não menos importante, podem divulgar o nosso trabalho e a espalhar a cultura da adoção”, conclui.  

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