Com apoio da Fecomércio-DF, Brasília Design Week celebra o artesanato e a sustentabilidade

Fotos: Eduardo Tadeu

Com o apoio da Fecomércio-DF, por meio de sua Câmara de Economia Criativa, a 2ª edição do Brasília Design Week (BDW) foi inaugurada na noite desta quarta-feira (3) durante um evento convidados, no Museu Nacional da República. Além de diversas obras e peças de artistas renomados, o evento contou com a exposição Jalapoeira Apurada, em parceria com o arquiteto Marcelo Rosenbaum. Já o encerramento da noite foi marcado pelo desfile das peças da coleção Piracema, criada pelo estilista manauara Maurício Duarte e produzida por artesãs de Manaus e São Paulo, com artigos naturais.

Além do presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, participaram do primeiro dia do BDW autoridades como a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a ministra dos Povos Originários, Sônia Guajajara, a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman, o deputado distrital Max Maciel,  o subsecretário de Cultura e Economia Criativa, Felipe Ramón, entre outros.

“O título de Cidade Criativa do Design nos incentivou a criar a primeira câmara de economia criativa entre todas as Fecomércios do Brasil. Hoje, temos um time incrível de especialistas sempre atentos e prontos para propor políticas públicas adequadas para o crescimento desse setor”, afirmou José Aparecido Freire, presidente do Sistema Fecomércio-DF.

A idealizadora do projeto, Caetana Franarin, falou sobre a importância do design para Brasília. “A repercussão da primeira edição superou todas as nossas expectativas. Assim, nós compreendemos que não se tratava apenas de uma semana, mas de um movimento. O Movimento Brasília Cidade Design agrega todas as possibilidades criativas que o design apresenta. Abraça a inovação e a sustentabilidade, expande as conexões entre o Plano Piloto e o seu entorno, e fortalece a vocação de Brasília como polo de negócios e de turismo”, afirmou.

A iniciativa nasceu com o objetivo de incentivar e impulsionar talentos a partir da percepção do design como ferramenta de transformação social e econômica. O plano de inserir a capital federal no calendário internacional do design foi colocado em prática a partir do reconhecimento da cidade como referência mundial em arquitetura moderna, uma vez que, em 2017, Brasília passou a integrar a Rede de Cidades Criativas da Unesco.

A maior concentração de atividades vai acontecer nesta semana, entre os dias 4 e 11 de julho, principalmente no Museu Nacional e no Plenário de Brasília. Haverá integração de aprendizado de técnicas de lambe-lambe, design de sinalização e embalagens, restauração de móveis modernos, grafites, entre outros. Entretanto, a programação segue com exposições, oficinas, feiras e workshops até o fim do mês em diferentes pontos do DF.

Estímulo à Economia Criativa

O presidente Aparecido citou importantes números da pesquisa Panorama da Economia Criativa, realizada pela Universidade Católica de Brasília (UCB) em parceria com a Fecomércio-DF, a Secretaria de Turismo (Setur/DF), identificou mais de 130 mil agentes criativos distribuídos em todas as RA’s do DF, produzindo e desenvolvendo móveis, moda, tecnologia, música, arte, publicidade e games. 

A partir disso, collabs entre designers e artesãos foram formadas para desenvolver as peças expostas no Museu, com o foco no intercâmbio de técnicas de linguagens. “Acho que criaram um espaço muito legal com a ideia de juntar o design e o artesanato. Porque o designer pensa no projeto, mas são os artesãos que materializam, de fato”, relatou Priscila Azevedo, designer de moda e proprietária da escola de costura Vestida de Sonhos, na 713 Norte.

O tema do BDW 2024 é a promoção do design circular, ou seja, com foco estratégico na produção de produtos ambientalmente sustentáveis, desde os métodos e insumos escolhidos na fabricação, até as possibilidades de reciclagem pós-uso. Esse modo de fazer design inaugura um novo modelo de convivência, consumo responsável, interação e inteligência relacional.

Marcelo Rosenbaum, responsável pela exposição no anexo do Museu Nacional, destacou o bioma do Cerrado e a importância do trabalho artesão na produção das peças, com destaque para as mulheres. “O saber fazer Capim Dourado, que é um patrimônio brasileiro, é o saber fazer das mulheres quilombolas do Jalapão, do Cerrado, a caixa d'água do Brasil. Então, estar com essa exposição aqui falando do trabalho dessas mulheres, da força desse trabalho e da necessidade da preservação do nosso bioma, é um grande privilégio”, concluiu.

Neste ano, alguns dos designers que participaram da exposição foram: a artista plástica Patricia Bagniewski, a estilista Sandra Lima, a designer de mobiliário Raquel Chaves e o designer de moda Alisson Abreu. Além de profissionais já atuantes no ramo, estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB), da unidade de Samambaia, também fizeram parte do movimento. 

Emerson Tormann

Técnico Industrial em Elétrica e Eletrônica com especialização em Tecnologia da Informação e Comunicação. Editor chefe na Atualidade Política Comunicação e Marketing Digital Ltda. Jornalista e Diagramador - DRT 10580/DF. Sites: https://etormann.tk e https://atualidadepolitica.com.br

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