Cobrapol se manifesta após delegada ser flagrada rasgando cartaz de campanha contra assédio moral no Piauí

Confederação classifica ato como desrespeito institucional e defende apuração rigorosa pelo Ministério Público e órgãos de controle

              Presidente do Sinpol-PI, Isaac Vilarinho, segurando cartaz rasgado | Foto: Reprodução


A Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) divulgou nesta quarta-feira, 26, uma nota de repúdio após a delegada Maria Robianne Nunes Belém ser flagrada rasgando um cartaz de campanha contra o assédio moral instalado na Delegacia de Feminicídio e Homicídios de Teresina (DFHT). O episódio, registrado em vídeo, deve ser analisado pela Corregedoria da Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público.

Segundo o sindicato local, o cartaz destruído pela delegada fazia parte de uma ação institucional que buscava orientar servidores sobre práticas abusivas e canais de denúncia. A atitude, considerada ofensiva pelos policiais que assistiram à cena, repercutiu entre entidades representativas da categoria.

Na manifestação divulgada publicamente, a Cobrapol afirma que o gesto configura “um desrespeito simbólico e institucional aos policiais civis” e lembra que a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (Lei 14.735/2023) estabelece a proteção da dignidade humana e o dever de respeito entre servidores. A entidade ressaltou que a delegada, como qualquer gestor público, está sujeita às normas funcionais previstas na legislação.

A confederação destacou ainda que “destruir material institucional que visa garantir o respeito aos direitos funcionais atenta contra o espírito profissional e os valores da Instituição Polícia Civil”, reforçando que campanhas de prevenção ao assédio moral são parte essencial do ambiente de trabalho seguro previsto para a categoria.

A Cobrapol declarou apoio aos policiais civis do Piauí que se sentiram intimidados pelo episódio e afirmou que acompanha os desdobramentos administrativos e jurídicos já acionados pelo sindicato local. “A integridade institucional depende do respeito mútuo; destruir um símbolo de luta contra o assédio moral é um retrocesso à dignidade funcional”, diz a nota.

A entidade conclui a manifestação afirmando que “assédio moral é crime, fere a Lei Orgânica, viola direitos fundamentais e não será tolerado”, defendendo que o caso seja investigado com rigor pelas autoridades competentes.

Confira a íntegra da Nota de Repúdio aqui.

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