A cerca de oito meses do início da
campanha de 2026, integrantes do PT demonstram preocupação com o
desempenho do partido no Distrito Federal, onde a popularidade do
presidente Lula continua baixa e a sigla está afastada do comando local
há mais de uma década, após sucessivas crises políticas.
A gestão de Agnelo Queiroz terminou marcada por escândalos e pela investigação sobre o custo do Estádio Mané Garrincha, episódio que ainda é associado pela oposição ao desgaste petista na capital.
Diante da dificuldade em recuperar apoio no DF, o governo federal autorizou uma atuação mais direta sob coordenação do ministro Guilherme Boulos.
O movimento estaria baseado em duas frentes:
A primeira consiste em ampliar ações do programa “governo na rua”, com
foco em comunidades periféricas, numa tentativa de aproximar o Planalto
das regiões de maior vulnerabilidade social. Entre as promessas
divulgadas, destaca-se a intenção de ampliar a oferta de moradias
populares no Distrito Federal, o que aliados do governo defendem como
política social, enquanto críticos acusam de estratégia eleitoral.
A segunda frente, segundo adversários de Boulos, envolveria métodos de mobilização territorial que eles afirmam lembrar modelos já utilizados em São Paulo. Essas acusações incluem a circulação de fotos do ministro ao lado de figuras controversas, usadas por opositores para sugerir supostas proximidades — alegações que ele nega.
Ainda conforme setores da oposição,
grupos seriam estimulados a atuar em regiões como Ceilândia, Sol
Nascente, Pôr do Sol, Santa Luzia e Estrutural para hostilizar
candidatos rivais.
Os principais alvos seriam a governadora Celina Leão, que tenta a
reeleição, e o ex-governador Ibaneis Rocha, pré-candidato ao Senado.
Relatos sobre essas movimentações teriam chegado à Secretaria de Segurança Pública do DF no início da semana passada, levando à adoção de um estado de atenção reforçado.
Um plano de segurança está sendo estruturado para assegurar que autoridades e pré-candidatos exerçam suas atividades políticas sem riscos de intimidação ou violência.
A medida busca evitar a intensificação de conflitos políticos e preservar a ordem pública na capital até o processo eleitoral de 2026.
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