Debate sobre perdas acumuladas do funcionalismo ganha força enquanto cenário eleitoral começa a se desenhar no estado
FOTO: LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDOO governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, surge como pré-candidato ao Senado Federal em um momento de intensa pressão política e social relacionada à recomposição salarial do funcionalismo público estadual. O tema, que se arrasta há mais de uma década, voltou ao centro do debate e tem mobilizado sindicatos, associações de classe e parlamentares.
O cenário eleitoral também contribui para ampliar a visibilidade do governador. Com a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro não disputar a reeleição e se dedicar a um projeto nacional, o caminho para a candidatura de Cláudio Castro ao Senado passa a ser visto como mais viável por aliados e analistas políticos.
Apesar da movimentação política, o governador enfrenta críticas recorrentes pela condução da política salarial do estado, especialmente em relação aos servidores do Poder Executivo. Entidades representativas apontam que as perdas inflacionárias acumuladas desde dois mil e quatorze chegam a quarenta e nove vírgula cinquenta e um por cento, percentual que tem sido citado em debates públicos e audiências no Legislativo.
Entre os parlamentares que tratam do tema está o Deputado Federal Sargento Portugal, ligado ao grupo #NATADASPRAÇAS, que tem defendido a necessidade de uma resposta mais efetiva do Executivo estadual. Segundo ele, embora a defasagem salarial não tenha se originado exclusivamente no atual governo, a responsabilidade pela condução do estado recai sobre quem ocupa o Palácio Guanabara.
“A recomposição não é um problema criado agora, mas quem assume o governo herda tanto os avanços quanto as pendências. O servidor público não pode continuar arcando sozinho com essa perda histórica”, afirmou o deputado em declarações recentes.
Dados oficiais indicam que a última reposição inflacionária concedida ao funcionalismo foi de cinco vírgula noventa por cento, aplicada em dois mil e vinte e três, conforme legislação estadual sancionada no início daquele ano. Antes disso, estava prevista a aplicação de um reajuste de treze vírgula zero cinco por cento, a ser pago em parcelas, conforme lei aprovada em dois mil e vinte e um, mas que acabou não sendo integralmente cumprida.
Para o advogado Fábio Tobias, presidente do Instituto Lutando por Preservação de Vidas, a ausência de uma política contínua de recomposição salarial contribuiu para ampliar o desgaste entre o governo e os servidores, transformando o tema em um passivo político relevante às vésperas de um novo ciclo eleitoral.
Nos bastidores do governo, a expectativa é de que, ainda no início do ano e antes do período de restrições impostas pela legislação eleitoral, o Executivo estadual anuncie algum índice de reajuste inflacionário. Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial sobre valores ou alcance da medida.
Enquanto isso, a discussão sobre salários e a pré-candidatura de Cláudio Castro ao Senado seguem interligadas no debate público, reforçando a influência das pautas administrativas no desenho do cenário político do Rio de Janeiro para os próximos anos.
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