Edição de Milão-Cortina tem início oficial às 16h (de Brasília) desta sexta-feira (6/2). Dos 14 representantes do país na Itália, sete são apoiados pelo Bolsa Atleta do Governo do Brasil. A ginasta Rebeca Andrade é um dos destaques mundiais na cerimônia de abertura

Na Itália, o Brasil competirá com a maior delegação já enviada para uma edição dos Jogos de Inverno e, desta vez, com chances inéditas de subir ao pódio. Dos 14 atletas brasileiros (a equipe tem ainda um atleta reserva), sete são integrantes do Bolsa Atleta do Governo do Brasil e outros dois já foram apoiados em editais anteriores. Fotos: COB/Divulgação
Com a participação de cerca de 2.900 atletas de 92 países, sendo 14 deles do Brasil, os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina começam oficialmente nesta sexta-feira (6/2), com a realização das duas cerimônias de abertura em locais simbólicos da Itália: a partir das 16h (horário de Brasília), no Estádio San Siro, em Milão, e na cidade de Cortina. As provas serão disputadas até 22 de fevereiro.
Maior medalhista olímpica brasileira (nos Jogos Olimpícos “tradicionais”), a ginasta Rebeca Andrade conduzirá a bandeira olímpica ao lado de outras sete personalidades igualmente convidadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela organização dos Jogos. Os porta-bandeiras da delegação nacional nos desfiles de abertura serão Nicole Silveira, quarta colocada no último Mundial de skeleton e principal referência da modalidade no país, e Lucas Pinheiro, destaque do esqui alpino mundial.
Na Itália, o Brasil competirá com a maior delegação já enviada para uma edição dos Jogos de Inverno e, desta vez, com chances inéditas de subir ao pódio. Dos 14 atletas brasileiros (a equipe tem ainda um atleta reserva, totalizando 15 esportistas), sete são integrantes do Bolsa Atleta do Governo do Brasil e outros dois já foram apoiados em editais anteriores.
Dos 14 atletas competindo, nove já receberam o Bolsa Atleta (dos quais sete seguem bolsistas). 90% dos atletas que participaram dos Jogos Olímpicos de Paris (2024) recebiam o apoio. Nos Jogos Paralímpicos (de Paris), o alcance foi de 100%. Agora, a gente chega a Milão, nos Jogos de Inverno, com uma grande quantidade de apoiados pelo programa, que é referência para o mundo. Não podemos levar neve para o Brasil, mas temos a garantia de que o Bolsa Atleta pode nos ajudar a levar medalhas ao nosso país"
André Fufuca
Ministro do Esporte
Atualmente, são bolsistas, além de Nicole Silveira, Augustinho Teixeira, do snowboard; Eduarda Ribera e Manex Silva, do esqui cross country; e Edson Bindilatti, Gustavo Ferreira e Rafael Souza, todos do bobsled. Também representantes do bobsled, Davidson de Souza e Luis Bacca, já foram apoiados pelo programa. O total de investimentos direto nos atletas por parte do Governo do Brasil ao longo de suas carreiras supera R$ 1,6 milhão. O destaque entre os bolsistas é Nicole Silveira, que recebe benefícios na categoria Pódio, a mais alta do programa.
“Dos 14 atletas competindo, nove já receberam o Bolsa Atleta (dos quais sete seguem bolsistas). 90% dos atletas que participaram dos Jogos Olímpicos de Paris (2024) recebiam o apoio. Nos Jogos Paralímpicos (de Paris), o alcance foi de 100%. Agora, a gente chega a Milão, nos Jogos de Inverno, com uma grande quantidade de apoiados pelo programa, que é referência para o mundo. Não podemos levar neve para o Brasil, mas temos a garantia de que o Bolsa Atleta pode nos ajudar a levar medalhas ao nosso país”, afirmou o ministro do Esporte, André Fufuca, que está em Milão para representar o Governo do Brasil na abertura dos Jogos.
CASA BRASIL – Nesta quinta-feira (5/2), a Casa Brasil, ponto de encontro de torcedores, autoridades e atletas durante os 17 dias dos Jogos, foi aberta em Milão. O local, que representa um pedaço do Brasil na competição, celebra o esporte, a música, a arte e a cultura brasileiras em meio à disputa por medalhas. “É uma casa para que o torcedor brasileiro na Itália possa torcer pelo Brasil. E para que os italianos possam conhecer nossa cultura, e, principalmente, para que o Brasil mostre sua grandeza de espírito, de alma e de coração para todo o mundo”, afirmou o ministro Fufuca.
HONRA – Dona de seis medalhas olímpicas, duas delas de ouro, Rebeca Andrade se consolida neste Jogos Olímpicos de Inverno como um dos maiores nomes do esporte mundial. Para ela, ter sido escolhida uma das oito personalidades de reconhecimento internacional para conduzir a Bandeira Olímpica no Estádio Olímpico San Siro durante a cerimônia de abertura é um momento único. “É uma honra e um orgulho enormes receber este convite do COI. É um privilégio participar deste movimento, estar ao lado de atletas do mundo todo, carregar a Bandeira Olímpica e representar o Brasil mais uma vez em um momento tão especial para todos os atletas e amantes do esporte”, celebrou.

PERSONALIDADES – Ao lado de Rebeca, em Milão, vão desfilar Tadatoshi Akiba (Japão), ex-prefeito de Hiroshima com compromisso global com o desarmamento nuclear; Maryam Bukar Hassan (Nigéria), artista e Defensora Global da Paz da ONU; Nicolò Govoni (Itália), escritor e ativista; Filippo Grandi (Itália), vice-presidente da Fundação Olímpica para Refugiados; Eliud Kipchoge (Quênia), pentacampeão olímpico em provas de longa distância no atletismo; Cindy Ngamba, primeira atleta da Equipe Olímpica de Refugiados a conquistar uma medalha olímpica; e Pita Taufatofua (Tonga), atleta pioneiro. Já em Cortina estarão Franco Nones, primeiro campeão olímpico italiano da história do esqui cross-country; e Martina Valcepina, multimedalhista olímpica na patinação de velocidade em pista curta.
ARTISTAS INTERNACIONAIS – A cerimônia de abertura no estádio San Siro será marcada por apresentações de grandes estrelas internacionais, incluindo a cinco vezes vencedora do Grammy Mariah Carey, a vencedora do Globo de Ouro Laura Pausini e o renomado tenor italiano Andrea Bocelli.
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PORTA-BANDEIRAS – Nos desfiles de abertura, Nicole Silveira será a porta-bandeira do Brasil em Cortina, local onde irá competir a partir do dia 13. “Foi emocionante receber o convite. É um orgulho enorme e uma honra levar a bandeira do Brasil nesse palco grandioso, especialmente nos esportes de inverno, em que o nosso país vem crescendo. Esse momento representa muito da trajetória que estou construindo ao longo dos anos. E, claro, ocupo esse lugar com responsabilidade, porque hoje o Brasil é um país respeitado no cenário esportivo. Isso mostra ao mundo que é possível lutar para chegar ao topo”.
Já em Milão, caberá a Lucas Pinheiro a honra de conduzir a bandeira brasileira no desfile de abertura no Estádio Olímpico San Siro. “Mal posso esperar para representar nossas cores e carregar nossa bandeira. É uma honra imensa. O Brasil não está aqui para participar. Está aqui para fazer a diferença”, afirmou Lucas.
PARTICIPAÇÕES DO BRASIL – Na Itália, o Brasil disputa os Jogos de Inverno, seguindo uma tradição iniciada em Albertville, em 1992. Desde então, o país esteve nas edições de Lillehammer-1994, Nagano-1998, Salt Lake City-2002, Turim-2006, Vancouver-2010, Sochi-2014, PyeongChang-2018 e Pequim-2022. Até aqui, os melhores resultados do país foram o 9º lugar de Isabel Clark em Turim, no snowboard; e o 13º lugar de Nicole Silveira, no skeleton, em Pequim. Antes de Milão-Cortina, 40 atletas brasileiros, sendo 27 homens e 13 mulheres, representaram o Brasil na competição, em nove modalidades.
CONHEÇA OS ATLETAS QUE REPRESENTARÃO O BRASIL
Nicole Silveira – Skeleton
Gaúcha de Rio Grande, começou a ser apoiada pelo Bolsa Atleta em 2018. Foi morar no Canadá aos sete anos. Passou por diversas modalidades, como ginástica, balé, futebol, vôlei e fisiculturismo, até chegar aos esportes de gelo. Quando trabalhava em uma loja de suplementos em Calgary, soube por um amigo que a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo estava realizando testes para o bobsled. Foi selecionada e chegou a tentar a classificação para PyeongChang 2018, mas logo migrou para o skeleton. Enfermeira por formação, é uma das principais atletas do circuito, 4ª colocada no Mundial de Skeleton, em 2025, e com três medalhas de bronze em etapas da Copa do Mundo.
Lucas Pinheiro Braathen- Esqui Alpino
Filho de mãe brasileira e pai norueguês, o esquiador nasceu em Oslo (Noruega) e defendeu o país nórdico até a temporada 2022/2023. Em 2024, solicitou a transferência de nacionalidade para o país materno e desde então acumula recordes para o Brasil: subiu nove vezes ao pódio da Copa do Mundo de Ski Alpino, duas vezes na terceira colocação, cinco na segunda colocação e foi campeão em Levi (Finlândia).
Christian Oliveira - Esqui Alpino
Filho de mãe brasileira, Christian Oliveira nasceu no Rio de Janeiro, mas se mudou para a Noruega, país do pai, antes de completar um ano. Antes de solicitar a transferência de nacionalidade esportiva para o Brasil, iniciou a carreira no Ski Alpino competindo pela equipe norueguesa e integrou o time de Ski Alpino da Universidade de Denver (Estados Unidos). Passou a defender o Brasil na temporada 2025/26 e foi top-10 em seis torneios.
Giovanni Ongaro - Esqui Alpino
Assim como Lucas Pinheiro, o esquiador Giovanni Ongaro também é filho de mãe brasileira e passou a defender o Brasil na temporada 2024/2025. Antes, competia pela Itália, seu país natal. Acumula múltiplos top-10 em provas júnior, com pódios e pontuações expressivas nas disciplinas Slalom e Giant Slalom.
Alice Padilha - Esqui Alpino
Principal revelação brasileira no Ski Alpino feminino nos últimos anos, Alice Padilha garantiu no início de 2025 a vaga para o Brasil na disputa da disciplina Slalom nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina. Nascida no Rio de Janeiro, começou a esquiar aos seis anos em uma pequena montanha de ski no estado de Nova Iorque. Aos 14 anos, mudou-se para Killington, em Vermont, onde estudou em uma academia especializada em ski alpino. Após se graduar no high school aos 18 anos, ela passou a morar na Áustria, onde atualmente treina para as competições.
Eduarda Ribera - Esqui Cross-Country
Duda foi apoiada pelo Bolsa Atleta pela primeira vez em 2019. Representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude Lausanne 2020 e, dois anos depois, disputou os Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022, após Bruna Moura, que estava classificada, sofrer um acidente automobilístico. Atualmente com 21 anos, é a principal atleta de Ski Cross-Country residente no Brasil, acumulando vitórias nas provas do Circuito Brasileiro de Rollerski, organizado pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve, além de representar o Brasil em diversas competições internacionais.
Bruna Moura - Esqui Cross-Country
A brasileira faz sua estreia em Jogos Olímpicos em Milão-Cortina 2026, após um triste acidente que a tirou da disputa em Pequim 2022. A trajetória de Bruna no ski cross-country teve início por influência da amiga e referência do esporte, Jaqueline Mourão. Na época, elas praticavam ciclismo mountain bike, mas Bruna precisou parar de competir devido a problemas de saúde. Foi então apresentada à modalidade de inverno, que se tornou o seu esporte. No ciclo olímpico para Milão-Cortina 2026, teve participação contínua em provas de ski cross-country na Europa.
Manex Silva - Esqui Cross-Country
Nascido no Acre e apoiado pelo Bolsa Atleta desde 2021, Manex se mudou jovem com a família para a Europa, onde teve o primeiro contato com os esportes de neve. Aos 17 anos, representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude Lausanne 2020, sendo um dos brasileiros mais jovens no evento. Dois anos depois, competiu nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022. Em fevereiro de 2025, estabeleceu o índice olímpico no Mundial de Ski Cross-Country de Trondheim, na Noruega, e garantiu a primeira vaga brasileira para os Jogos de Inverno Milão-Cortina.
Pat Burgener - Snowboard Halfpipe
O snowboarder Pat Burgener nasceu na Suíça e defendeu o país europeu até 2025, quando optou pela transferência de nacionalidade para o Brasil, país onde a mãe libanesa foi refugiada e morou por mais de 10 anos. Em sua primeira temporada defendendo o país, conquistou resultados históricos para o país. Em Secret Garden (China), se tornou o primeiro brasileiro a avançar à final de uma etapa de Copa do Mundo de Snowboard Halfpipe, e em Calgary (Canadá), levou o Brasil pela primeira vez ao pódio da Copa do Mundo. Defendendo a Suíça, conquistou duas medalhas de bronze em mundiais, em 2017, na Espanha; e em 2019, nos Estados Unidos. Ele também disputou as duas últimas edições dos Jogos Olímpicos de Inverno, alcançando a quinta colocação em PyeongChang 2018 e finalizando a disputa no 11º lugar em Pequim 2022.
Augustinho Teixeira - Snowboard Halfpipe
Nascido em Ushuaia (Argentina), Augustinho Teixeira foi apoiado pelo Bolsa Atleta pela primeira vez em 2019. Começou a praticar esportes de neve desde jovem. Sua família se mudou para o Canadá, onde teve acesso a ambientes adequados de treinamento e competições de snowboard halfpipe. No ciclo para Milão-Cortina, alcançou resultados expressivos no cenário internacional. No início de 2025, foi campeão da European Cup, em Kitzsteinhorn (Áustria) e obteve a 18ª posição no Mundial de Engadin (Suíça).
Edson Bindilatti - Bobsled
Baiano de Camamu, começou a ser apoiado pelo Bolsa Atleta em 2007. Entrou no esporte através do atletismo, com bons resultados no decatlo. Foi nove vezes campeão brasileiro, além de ter conquistado o título sul-americano e ibero-americano. Mas foi no bobsled que entrou para a história. Pioneiro na modalidade, é recordista de participações olímpicas. Com Milão-Cortina, serão seis no total: Salt Lake City 2002, Turim 2006, Vancouver 2010, Sochi 2014, PyeongChang 2018 e Pequim 2022. É tricampeão da Copa América.
Davidson de Souza – Bobsled
Nascido em São Paulo, disputou cinco etapas da Copa do Mundo: uma pelo Brasil e quatro pelo Canadá. Disputou um Mundial pelo Canadá: 13° no 4-man (2023). Recrutado em 2013 para a equipe Brasileira, foi reserva em Sochi 2014. Obteve cidadania canadense e chegou a competir por trenós canadenses entre 2022 e 2023. É estreante como titular nos Jogos Olímpicos de Inverno.
Rafael Souza – Bobsled
Natural do Rio de Janeiro, foi apoiado pela primeira vez pelo Bolsa Atleta em 2016. Competiu em cinco etapas de Copas do Mundo e seu melhor desempenho foi um 12° no 4-man (2016). Tem como melhor desempenho em Jogos Olímpicos o 20° lugar no 4-man (2022), na primeira vez em que a equipe ficou entre os 20 melhores e avançou à quarta descida. É integrante da equipe de bobsled desde 2015, quando tinha 19 anos e foi recrutado após a seletiva. Competiu nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, em PyeongChang, e em Pequim, em 2022.
Luis Bacca – Bobsled
Nascido em São Carlos (SP), Luis Bacca é o integrante mais recente da equipe, tendo sido recrutado em 2021. Ficou em 4º lugar no Pan-Americano 4-man de bobsled (2026) e tem dois top 5 em etapas 2-man da Copa América de Bobsled (2025/26).
Gustavo Ferreira – Bobsled
Natural de Marília (SP), é apoiado pelo Bolsa Atleta desde 2022. É o segundo piloto da equipe e será o substituto de Edson Bindilatti na próxima temporada. Tem no currículo duas medalhas de bronze na Série Mundial juvenil de Monobob (2019). Foi 13º no monobob dos Jogos Olímpicos da Juventude Lausanne 2020, ficou em 4º lugar no Pan-Americano 4-man de Bobsled (2026) e tem dois top 5 em etapas 2-man da Copa América de Bobsled (2025/26).

Programação da Caravana em Ouro Preto teve, pela manhã, ato institucional aberto ao público convidado, incluindo atingidos. Já à tarde, houve oficina técnica restrita a gestores e trabalhadores da assistência social. Foto: MDS
O Governo do Brasil está dando um passo importante para o Novo Acordo do Rio Doce em relação à assistência social. É o que o secretário nacional de Assistência Social, André Quintão, defendeu nesta terça-feira (3.02) durante o primeiro Encontro Regional do Programa de Fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (ProFort-SUAS) no Rio Doce. O evento foi sediado em Ouro Preto, no interior mineiro.
A Caravana ProFort-SUAS, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), marca a fase de execução do Anexo 7 do Novo Acordo do Rio Doce e reuniu gestores, trabalhadores do Sistema Único da Assistência Social (SUAS), lideranças da sociedade civil e movimentos sociais de 11 municípios da região, impactados pelo rompimento da barragem de Fundão. São eles: Barra Longa, Mariana, Ouro Preto, Ponte Nova, Raul Soares, Rio Casca, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado, Sem Peixe, São José do Goiabal e Dionísio.
“É um trabalho coletivo que busca uma reparação integral para aqueles que tanto sofreram com a tragédia criminosa da Barragem de Fundão, em Mariana”, afirmou. “Lançamos, no ano passado, o ProFort-SUAS com o objetivo de fortalecimento da assistência social nos 49 municípios da bacia. A primeira parcela anual de R$ 25 milhões já foi repassada e, agora, estamos apoiando tecnicamente para que o recurso chegue aos atingidos e atingidas e diminua as vulnerabilidades”, completou o secretário.
ASSISTÊNCIA COMO PILAR – Com um investimento previsto de R$ 640 milhões ao longo dos próximos 20 anos, a iniciativa reconhece a assistência social como pilar na reparação histórica e no atendimento às populações em situação de vulnerabilidade na bacia do Rio Doce e no litoral norte capixaba. “São os atingidos que devem ser os maiores beneficiados das ações de reparação”, frisou André Quintão.
O ProFort-SUAS Rio Doce funciona como o braço operacional do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), oferecendo uma resposta estruturada e de longo prazo à tragédia ocorrida em 2015. Segundo André Quintão, o foco agora é a operacionalização técnica e o fortalecimento institucional.
ARTICULAÇÃO EFICIENTE – O prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo Santos, que esteve presente no evento realizado no Centro de Convenções da cidade, enfatizou a eficiência da nova articulação que visa atender a população. “Estamos vendo resultados práticos, objetivos e os recursos chegando para assistência social nos locais atingidos, as populações que esperavam esse apoio há dez anos. Nós sofremos muito com isso. E agora com o Governo Federal apoiando os municípios e tendo destinado esses recursos para assistência social, estamos vendo o governo fazer aquilo que a iniciativa privada não soube fazer”, declarou.
Para os municípios que sofreram o impacto direto da lama, como Mariana e Barra Longa, a chegada do recurso é vital para a expansão dos serviços sociais. Juliano Barbosa, secretário de Desenvolvimento Social e Cidadania em Mariana, destacou que o montante viabilizará novas equipes volantes. “O recurso vem em uma ótima hora. Enquanto assistência, a gente tem uma visão de que o valor que chega é fantástico e vai construir para o futuro. O valor estabelecido no acordo ainda não satisfaz todas as necessidades e problemas da população marianense, mas a assistência vem vencendo a falta de orçamento através dessa construção junto ao MDS”, pontuou.
OLHAR ATENTO – Já o prefeito de Barra Longa, Elson Aparecido de Oliveira, reforçou a urgência de um olhar atento para a cidade que foi a primeira a ser devastada pelo rejeito. “Barra Longa foi onde acumulou todo o mar de lama e, até hoje, partes da cidade continuam fechadas, como a nossa igreja matriz e os hotéis antigos. Barra Longa não pode ficar de fora dessas mesas de discussões, porque foi a única cidade que realmente a lama entrou em toda a sede. Achei muito bacana o dinheiro vir especificamente por secretaria, precisando dessa política de assistência”, concluiu.
PROGRAMAÇÃO – A programação da Caravana em Ouro Preto foi dividida em dois períodos. Na parte da manhã, foi realizado o ato institucional aberto ao público convidado, incluindo atingidos, Assessoria Técnica Independente (ATIs) e movimentos sociais. O foco foi o diálogo sobre a implementação do Anexo 7 do Novo Acordo e os desafios da reparação.
Na parte da tarde, foi realizada uma oficina técnica restrita a gestores e trabalhadores da assistência social, com foco no planejamento operacional e fortalecimento institucional das secretarias municipais.
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