Rafa Brites revela diagnóstico de lipedema e desabafa: “Parece que minha perna pesa 100 kg”

 

Apresentadora diz que convive há anos com dores, hematomas e sensação constante de peso nas pernas; doença vascular crônica afeta principalmente mulheres


Rafa Brites revelou que foi diagnosticada com lipedema, doença vascular crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nos membros inferiores. A apresentadora compartilhou o diagnóstico nas redes sociais e relatou que convive há anos com dores, sensação de peso nas pernas e hematomas frequentes, mesmo sem estar acima do peso.


Segundo Rafa, a confirmação médica foi inesperada, já que a condição costuma ser associada ao excesso de peso. Após entender melhor o diagnóstico, ela passou a relacionar os sintomas aos roxos que surgem de forma espontânea. “Acordo toda marcada, vivo com roxas que não sei de onde são e sinto muita dor. Parece que a minha perna pesa 100 quilos”, relata. Ela afirma que o tratamento exige mudanças importantes na rotina.


De acordo com o cirurgião vascular Herik Oliveira, o lipedema é uma doença inflamatória crônica que atinge quase exclusivamente mulheres. “O lipedema é uma doença caracterizada por uma inflamação crônica, onde você tem um acúmulo desproporcional de gordura na região dos glúteos, coxas e pernas. Atinge quase exclusivamente as mulheres, principalmente a partir da terceira década de vida”, explica.


O especialista detalha que a gordura se distribui de forma simétrica e não atinge os pés, característica que ajuda a diferenciar o lipedema de outras doenças circulatórias. “Essa gordura vai acumular de forma simétrica, bilateral e poupa os pés. O paciente pode apresentar dor, aumento da sensibilidade ao toque, inchaço nos membros inferiores e surgimento de manchas roxas, hematomas e equimoses de forma espontânea”, afirma.


O médico ressalta que a doença tem origem multifatorial e envolve fatores genéticos, hormonais e alimentares. “Ela tem uma causa multifatorial. Você tem fatores genéticos, histórico familiar positivo, fatores hormonais e fatores alimentares, principalmente alimentos inflamatórios, que podem agravar a doença”, esclarece.


Segundo o especialista, o diagnóstico é clínico, baseado nos sinais e sintomas, mas pode ser complementado por exames. “Em alguns casos, o médico pode usar exames como o DEXA, que é a densitometria de corpo total, para avaliar a distribuição de gordura corporal, e o ecodoppler venoso, para avaliar o sistema venoso dos membros inferiores”, afirma.


O especialista explica que o tratamento é, na maioria dos casos, clínico e multidisciplinar. “Na maioria dos casos, o tratamento envolve nutricionista, educador físico, fisioterapeuta, endocrinologista e cirurgião vascular. Em alguns casos, pode ser necessário tratamento cirúrgico, sempre realizado pelo cirurgião plástico”, diz.


Por fim, o médico reforça que o lipedema não tem cura, mas pode ser controlado. “É uma doença crônica, não tem cura, mas tem controle. Com o tratamento adequado, é possível reduzir dor, inchaço, volume, melhorar o aspecto da pele, a mobilidade e elevar a autoestima do paciente”, conclui.


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