SRU capaO Serviço de Relacionamento com o Usuário (SRU) da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) apresentou os resultados do curso de Mediação de Conflitos realizado em 2025.
A formação, estruturada em seis módulos entre maio e novembro, contou com a participação de servidores da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), Secretaria de Desenvolvimento Social do DF (SEDES), Secretaria de Saúde do DF (SESDF) e da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do DF (SEJUS), com o objetivo de preparar profissionais para atuar em processos de mediação, conciliação e diálogo setorial.
Para a coordenadora do SRU e mediadora Samira Iasbeck, a efetividade do serviço de mediação, especialmente na Administração Pública, está diretamente relacionada à qualidade da capacitação, que exige fundamentação teórica, experimentação e prática. Durante a apresentação dos resultados do estágio supervisionado, Samira emocionou-se ao relatar o comprometimento dos estagiários que representaram a Agência em processos de mediação no último ano. "Depois de tantos anos, me reencantar com a mediação foi muito bom. Ver a rapidez que vocês vivenciaram isso e trouxeram os aprendizados no momento da mediação mostra o quanto vocês abraçaram essa metodologia. O normal seria que isso levasse mais tempo, foi um fato que me surpreendeu e me emocionou: ver o nascimento de vocês como mediadores", afirmou.
A metodologia do curso foi destacada como um diferencial, permitindo que em pouco tempo os estagiários já conseguissem atuar sozinhos. Mateus Gameleira Rodrigues, da SEJUS, ressaltou a estruturação do conteúdo: "Achei o curso muito bem estruturado, até as pausas foram muito bem acertadas para conseguirmos maturar e internalizar todas as questões. Acredito que o próprio curso foi um processo de mediação — a Samira não é uma instrutora que trazia todas as respostas, ela nos instigava a observar, pensar e estar presente".
A prática supervisionada, módulo que continua em 20 de março, foi apontada como etapa decisiva para consolidar o aprendizado em casos reais. "É muito importante ter um arcabouço teórico, mas você tem que experenciar para entender com profundidade. A Samira traz um olhar diferenciado, são conversas, orientações e estratégias que fazem toda a diferença", observou Mateus. Ele lembrou sua primeira mediação: "Para mim foi muito interessante essa tomada de consciência, quando você assume o lugar de fala do mediador. Internalizei uma frase que a Samira falou — ser mediador é estar preparado para o grande inesperado que é o outro". E ressaltou: "Ver as transformações das relações acontecendo na minha frente foi muito rico, esse foi o grande presente que a mediação me deu".
Caio de Melo e Silva, psicólogo e monitor voluntário do curso, compartilhou sua experiência no estágio: "Eu comecei um pouco desesperançado, mas fui gratamente surpreendido por pessoas que saíram claramente transformadas a partir do processo de mediação. Os conflitos mostram camadas que parecem superficiais, mas todos nós temos esse anseio de nos relacionarmos bem, sermos respeitados". Para ele, "o estágio na Adasa reforça essa esperança de que é possível criar momentos e ambientes onde podemos nos entender de maneira pacífica".
Thaís Leão Morais, da OAB, destacou o papel da supervisão no desenvolvimento das competências do mediador: "Quando a Samira falou que faria um estágio supervisionado, fiquei receosa, achando que seria avaliada e criticada, mas vi que não. A supervisão nada mais é que um planejamento, uma construção que se inicia bem antes da própria reunião de mediação. É muito bom, após a mediação, ver os pontos de acertos e o que podemos melhorar ao conversarmos sobre o caso".
A mediadora Marcela Boechat, da Secretaria de Educação, que também atuou como monitora do curso, relatou que o convite trouxe a oportunidade de vivenciar "o planejamento, os bastidores", descrevendo o processo como "um grande aprendizado" e "uma honra", com impactos pessoais e profissionais muito enriquecedores.
Samira explicou que a Adasa desenvolveu um procedimento de mediação mais célere, específico para conflitos na área de regulação. "Criamos um procedimento mais célere, conseguimos encurtar etapas e transformar algumas", afirmou. A metodologia foi reconhecida por instituições renomadas como a Casa de Mediação da OAB/RS. Os resultados são expressivos: em 2024, o SRU registrou 25 processos finalizados com acordo; em 2025, foram 30.
"O propósito da mediação só é alcançado quando há um esforço institucional para a promoção da legitimidade, da credibilidade e da confiança no processo e no mediador", explicou Samira ao agradecer o apoio que a Diretoria Colegiada da Adasa tem dado ao setor. Ela também destacou as conquistas realizadas pelo SRU — inclusive a oportunidade do estágio —, que só foram possíveis porque os diretores acreditam e investem na mediação de conflitos e em soluções baseadas no diálogo.
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