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| Março Azul-Marinho alerta para prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal (Foto: Freepik) |
Oncologista destaca sinais de alerta, fatores de risco e a importância dos exames para o diagnóstico precoce
O câncer colorretal, que acomete o intestino grosso e o reto, deve atingir mais de 53 mil pessoas no Brasil em 2026, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Diante desse cenário, a campanha Março Azul reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, fundamentais para reduzir a mortalidade pela doença. Para o coordenador regional da oncologia do Hospital Anchieta, Caio Neves, a informação é uma das principais aliadas no enfrentamento da doença. “O câncer de intestino é um dos mais comuns, mas também um dos mais preveníveis. Quando conseguimos identificar e tratar lesões iniciais, as chances de cura podem ultrapassar 90%”, destaca. Esse tipo de tumor geralmente se desenvolve a partir de pólipos, que são lesões inicialmente benignas e podem evoluir ao longo do tempo, o que torna a detecção precoce dessas alterações essencial. Embora seja mais comum a partir dos 50 anos, especialistas têm observado um aumento de casos em pessoas mais jovens, o que reforça a necessidade de atenção aos sintomas e de avaliação médica, especialmente em quem tem histórico familiar, Sinais
de alerta Entre os principais fatores de risco estão histórico familiar, alimentação inadequada — especialmente rica em carnes processadas e pobre em fibras — sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e doenças inflamatórias intestinais. Os
sinais de alerta incluem sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor
abdominal persistente, perda de peso sem causa aparente, anemia e sensação de
evacuação incompleta. No entanto, em muitos casos, a doença pode evoluir de
forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Importância
dos exames Por isso, os exames de rastreamento são fundamentais. A recomendação geral é iniciar a investigação a partir dos 45 anos, podendo ser antecipada em pessoas com maior risco. A pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia estão entre os principais exames, sendo esta última considerada o padrão-ouro por permitir a visualização completa do intestino e a retirada de pólipos durante o próprio procedimento. “A colonoscopia é um exame seguro, realizado com sedação e, na maioria das vezes, indolor. Além de diagnosticar, ela tem um papel importante na prevenção, pois possibilita a retirada de lesões antes que se tornem câncer”, explica o oncologista. Além dos exames, a adoção de hábitos saudáveis também é fundamental na prevenção. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, evitar o tabagismo e moderar o consumo de álcool são atitudes que ajudam a reduzir o risco da doença. O
câncer de intestino pode ser prevenido e, quando diagnosticado precocemente,
apresenta altas chances de cura — um cenário que depende, sobretudo, da
informação, da atenção aos sinais do corpo e da realização dos exames no
momento adequado. |

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