Sem Disfarces! A Faceta Esquerdista do Deputado Bolsonarista Thiago Manzoni

 O que parecia ser uma postura parlamentar alinhada ao bolsonarismo revelou-se, no momento decisivo, uma realidade completamente distinta. O deputado distrital Thiago Manzoni (PL) deixou de lado a fachada e, sem qualquer vergonha, assumiu o papel clássico da esquerda que, até então, dizia combater.

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A verdadeira face de Manzoni ficou evidente durante as discussões na Câmara Legislativa do Distrito Federal, na tarde desta terça-feira (03), quando foi debatida a proposta do Governo do Distrito Federal (GDF) de alienar nove imóveis públicos como garantia para o Fundo Garantidor de Créditos, com o objetivo de fortalecer o BRB.

Diante da pressão de centenas de funcionários do Banco de Brasília (BRB), que solicitavam o voto de Manzoni para evitar a liquidação iminente da instituição, o autodenominado bolsonarista preferiu virar as costas.

E foi exatamente ao lado de petistas e pesolistas, como se sempre tivesse pertencido àquele grupo, que ele disse "não". A esquerda o saudou calorosamente, e alguns até brincaram: "não sabíamos que você sempre foi Lula, desde pequeno."

A proposta não era uma medida improvisada ou arriscada, mas sim uma ação técnica e formal, prevista nas diretrizes de responsabilidade fiscal para garantir a estabilidade do BRB.

O objetivo era fortalecer o patrimônio de um banco público essencial para o Distrito Federal, preservando mais de 6 mil empregos diretos, além de aposentados e pensionistas que dependem da solidez da instituição.

Manzoni foi um dos dez distritais que tentaram barrar a aprovação da proposta, colocando o banco em risco. Porém, a maioria venceu, e a Casa decidiu pela responsabilidade fiscal, enquanto uma minoria optou por um espetáculo político vazio.

Quem usa esse tipo de discurso como palanque ignora, ou finge ignorar, as consequências reais de sua retórica.

Mas Manzoni preferiu a encenação. Subiu à tribuna, com um ar de quem lidera uma cruzada moral, e afirmou: "meu voto é NÃO".

Ele não ofereceu nenhuma alternativa viável, nem trouxe novos argumentos. Apenas repetiu palavras de ordem, posando como um defensor da moralidade, enquanto os servidores do BRB, presentes nas galerias, o vaiavam.

Para quem acompanha a política local sem ingenuidade, essa cena não é nenhuma surpresa. Existem conservadores de verdade e conservadores de conveniência.

Alguns, mesmo ocupando cargos em estruturas que criticam, preferem morder a mão que os alimenta e cuspir no prato que comem. Chamam isso de coerência, mas o eleitor pode enxergar de outra forma: como uma traição.

No plenário, Manzoni se uniu à ala mais radical da esquerda. Foi aplaudido por petistas, mas vaiado pelos trabalhadores do banco.

Ele pode afirmar com clareza que seu voto foi "não", mas, na prática, votou contra a estabilidade de uma instituição essencial para o Distrito Federal e, ao mesmo tempo, forneceu argumentos aos adversários do campo conservador, que o atacam, assim como a Bolsonaro (seu líder), com o pejorativo "capitão capiroto".

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