A proposta foi validada durante assembleia geral de acionistas realizada na manhã desta quarta-feira (22/4).
Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram, nesta quarta-feira (22/4), o plano de ampliação do capital social. Com a decisão, a instituição passa a ter autorização para levantar até R$ 8,8 bilhões.
Durante a reunião, também foi concedida permissão ao Conselho de Administração para adotar todas as medidas necessárias à execução do aumento de capital.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, informou que será iniciado um cronograma com o objetivo de concluir a integralização do capital até o dia 29 de maio.
A estratégia do banco envolve a elevação de capital por meio de recursos buscados em um empréstimo solicitado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a um consórcio de instituições financeiras, no montante de R$ 6,6 bilhões.
“Estamos em negociação com o FGC sobre o crédito solicitado, de R$ 6,6 bilhões. Contratamos assessores que mantêm contato diário com o fundo para garantir o cumprimento do prazo”, afirmou Souza.
O BRB atravessa um momento delicado após registrar prejuízo bilionário em operações relacionadas ao Banco Master. Além do reforço de capital, a instituição também busca melhorar sua liquidez. Para isso, estruturou dois acordos para a venda de ativos considerados saudáveis do Master, avaliados em R$ 21,9 bilhões.
De acordo com o presidente, a venda de parte desses ativos, que despertaram interesse do mercado, deve gerar cerca de R$ 1,9 bilhão. O restante será transferido para um fundo administrado pela Quadra Capital, com retorno imediato de R$ 4 bilhões, além de uma parcela adicional de R$ 11 bilhões condicionada ao desempenho dessa carteira.
No fundo sob gestão da Quadra Capital, os ativos estão organizados em quatro segmentos:
- carteira de atacado, voltada a grandes empresas;
- varejo, com destaque para o Credcesta;
- Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI);
- fundos nacionais e internacionais.
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