Derrota no Senado expõe fissuras e Lula busca responsáveis por rejeição de Messias

 Planalto aponta articulação política e traições internas após revés histórico na indicação ao STF

Horas após a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados iniciaram um mapeamento de votos no Senado para identificar dissidências. Em reunião no Palácio da Alvorada, interlocutores apontaram traições dentro de partidos da base, como MDB e PSD, além de atribuírem a articulação ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.

Nos bastidores, integrantes do governo também citam a atuação de Rodrigo Pacheco e do ministro Alexandre de Moraes em um suposto movimento para barrar a indicação. A leitura é de que a escolha de Messias contrariou interesses políticos e jurídicos, especialmente após ele sinalizar apoio à criação de um código de ética no Supremo, tema sensível dentro da Corte.

O resultado da votação — 34 votos favoráveis e 42 contrários — marcou a primeira rejeição de um indicado ao STF desde 1894. Entre os nomes sob suspeita de voto contrário estão os senadores Renan Calheiros e Renan Filho, ambos do MDB. A derrota também representa um revés direto para a articulação política do governo no Congresso, especialmente para o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.

Apesar do impacto, Lula adotou tom cauteloso e evitou reações imediatas, defendendo decisões com “cabeça fria”. Nos bastidores, no entanto, já se discutem possíveis retaliações políticas e rearranjos no governo. A expectativa é que, após o feriado, o Planalto avance na identificação dos responsáveis pelo revés e defina os próximos passos diante da crise, apontou a Folha.

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