![]() |
| Processo garante segurança e qualidade do alimento destinado aos recém-nascidos (Foto: Divulgação) |
Banco de Leite do Hospital Anchieta atende recém-nascidos de risco e reforça importância da doação para bebês de baixo peso
Poucos mililitros de leite humano podem representar uma diferença decisiva na recuperação de recém-nascidos internados em UTIs neonatais. No Dia Mundial da Doação de Leite Humano, celebrado em 19 de maio, a pediatra, neonatologista e responsável técnica pelo Banco de Leite do Hospital Anchieta, Mariana Palhares Temer, reforça a importância da doação no atendimento de prematuros e bebês de baixo peso que dependem do alimento nos primeiros dias de vida.
“Muitas vezes, poucos mililitros de leite humano podem fazer diferença na recuperação desses pacientes. O leite materno reduz o risco de infecções, enterocolite necrosante, sepse e outras complicações graves da prematuridade”, explica.
Além da proteção imunológica, o leite humano também contribui para o desenvolvimento neurológico, melhora a tolerância alimentar e favorece o ganho de peso dos recém-nascidos. Para prematuros e bebês de baixo peso, o alimento funciona como um importante aliado na recuperação e no desenvolvimento durante a internação.
Apoio
às mães e atendimento especializado
O Banco de Leite do Hospital Anchieta faz parte da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH) e atua como representante da medicina suplementar do Distrito Federal. O serviço funciona como Centro de Lactação e presta atendimento a mães de prematuros internados em unidades neonatais, além de acolhimento e suporte para mulheres que apresentam dúvidas ou dificuldades durante a amamentação.
O atendimento é individualizado, humanizado e realizado por equipe multidisciplinar formada por pediatra, fonoaudiólogo, técnicos em enfermagem, enfermeiro e nutricionista. A unidade segue orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Dentro do banco de leite, as mães recebem orientações sobre extração, armazenamento e higiene durante o processo de doação. Após a coleta, o leite passa por etapas rigorosas de seleção, pasteurização e controle microbiológico antes de ser liberado para os recém-nascidos internados.
“Todo o leite doado passa por um controle de qualidade rigoroso. É um trabalho que envolve acolhimento, orientação e segurança em todas as etapas, desde a coleta até a distribuição aos bebês que precisam”, destaca a médica.
Toda
doação importa
Podem se tornar doadoras mulheres saudáveis que estejam amamentando e produzam leite além da necessidade do próprio bebê. Não existe quantidade mínima para contribuir e, em muitos casos, poucos mililitros já ajudam prematuros extremos, que recebem volumes muito pequenos de dieta nos primeiros dias de vida.
A demanda costuma ser constante, especialmente para atender recém-nascidos prematuros internados em UTIs neonatais. Por isso, campanhas de conscientização são consideradas fundamentais para ampliar esse gesto de solidariedade.
“Eu
gostaria de dizer que a doação de leite humano é um gesto de amor que salva
vidas. Muitas vezes, o excedente que parece pequeno para uma mãe pode
representar esperança e recuperação para um bebê internado”, conclui Mariana
Palhares Temer.
.jpeg)
.gif)