Pessoas próximas a Marco Buzzi dizem confiar na inocência do ministro e aguardam avanço das investigações

A defesa e pessoas próximas ao ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmam que os fatos ainda serão esclarecidos no curso das investigações e sustentam que o magistrado não cometeu os atos que lhe são atribuídos

Foto: Renato Oliveira..

Buzzi está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro, após acusação de assédio sexual envolvendo uma jovem de 18 anos, caso que passou a ser apurado no STJ, no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro nega a acusação.

Nos bastidores, pessoas que convivem com Buzzi afirmam acreditar que a apuração irá demonstrar a inconsistência das acusações. A avaliação entre aliados é de que o caso precisa ser analisado com cautela, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência.

“Conheço o ministro Marco Buzzi há muitos anos e tenho plena confiança em sua conduta. Acredito que, com serenidade e respeito ao processo, os fatos vão mostrar que ele não tem relação com a acusação feita”, afirmou uma pessoa próxima ao magistrado.

Outro interlocutor ouvido pela reportagem declarou que o ministro tem enfrentado o episódio com discrição e confiança nas instituições. “Ele sempre defendeu que tudo seja apurado de forma rigorosa. Quem conhece sua trajetória sabe que é preciso aguardar as provas antes de qualquer julgamento definitivo”, disse.

A defesa do ministro também sustenta que a instrução processual deverá evidenciar sua inocência. Em nota, os advogados afirmaram que as acusações são unilaterais e precisam ser corroboradas por provas consistentes, “em respeito ao devido processo legal e à busca da verdade dos fatos”.

O caso ganhou novo capítulo após a divulgação de que o STJ cortou verbas indenizatórias e adicionais pagos ao ministro enquanto ele permanece afastado. Segundo informações, a remuneração líquida de Buzzi, que havia superado R$ 100 mil nos meses anteriores, passou a cerca de R$ 35 mil no contracheque referente a abril.

O corte ocorreu em razão de normas do Conselho Nacional de Justiça que restringem o pagamento de adicionais a magistrados afastados. Em nota, o STJ afirmou que os vencimentos de seus magistrados seguem decisões do Supremo Tribunal Federal, resolução conjunta do CNJ e do CNMP e a jurisprudência do Conselho Nacional de Justiça.

Enquanto as investigações seguem em andamento, aliados do ministro afirmam esperar que a conclusão do caso restabeleça sua imagem pública. “Há uma diferença enorme entre acusação e prova. A confiança é de que, ao final, a verdade será demonstrada”, declarou uma fonte ligada ao magistrado.

Buzzi segue afastado das atividades jurisdicionais enquanto os procedimentos avançam nos órgãos competentes.

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