A ofensiva política do Sinpro e a obsessão petista contra o BRB

 A aprovação do auxílio de até R$ 6,6 bilhões para reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB) revelou, mais uma vez, o oportunismo de parte da política local.

Derrotado na Câmara Legislativa, o setor mais radical da esquerda brasiliense, instalado dentro do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), recorreu a uma velha estratégia: transformar disputa política em paralisação, usando a greve como instrumento de pressão institucional.

A postura do Sinpro-DF beira o cinismo. O BRB não chegou a uma situação crítica por obra do acaso. A instituição foi atingida por uma administração desastrosa e por suspeitas de fraudes bilionárias investigadas pela Polícia Federal, especialmente na controversa relação com o Banco Master.

O ex-presidente Paulo Henrique Costa e o banqueiro Daniel Vorcaro, ambos presos, são apontados como personagens centrais de um enredo que converteu um patrimônio público essencial em moeda de negócios privados.

Permitir a quebra do banco significaria colocar em risco milhares de empregos, comprometer a segurança financeira de correntistas e provocar um duro golpe na economia do Distrito Federal.

Diante desse cenário, a autorização para buscar recursos junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com aval do Supremo Tribunal Federal, representou uma medida de emergência e responsabilidade fiscal por parte da governadora Celina Leão.

Mesmo diante da gravidade da situação, o Sinpro-DF decidiu convocar paralisações sob o argumento de que haveria um suposto ataque aos serviços públicos.

A greve nas escolas, porém, não nasce de uma pauta ligada à educação, aos salários ou às condições de trabalho. Trata-se de uma movimentação política de caráter eleitoral, usada como reação à derrota de grupos petistas que evitam cobrar, com a mesma intensidade, responsabilização de integrantes do governo Lula mencionados no escândalo envolvendo o Banco Master.

Cobrar investigação rigorosa e punição exemplar contra os responsáveis pelo saque ao patrimônio público é uma obrigação legítima. O que não se pode aceitar é o uso da crise de um banco estatal como combustível para militância partidária, colocando em risco o futuro econômico de Brasília.

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