Em meio a especulações nos bastidores e ataques entre grupos políticos e veículos digitais, Governo do DF sustenta confiança no secretário e busca preservar continuidade da gestão
As especulações sobre uma eventual saída do secretário de Comunicação do Distrito Federal, Weligton Moraes, conhecido nos bastidores políticos como Baiano, foram rebatidas por integrantes do Governo do Distrito Federal. Segundo interlocutores do Palácio do Buriti, Moraes permanece no núcleo estratégico da administração da governadora Celina Leão e segue com a confiança do comando do Executivo local.
A movimentação ocorre em meio a uma disputa de narrativas envolvendo sites, blogs de notícias, agentes políticos e denúncias sobre a distribuição de publicidade institucional no Distrito Federal. Nos últimos dias, publicações do portal Vero Notícias passaram a associar a permanência do secretário a questionamentos sobre contratos de mídia digital e à atuação de veículos classificados como comunicação alternativa.
Dentro do governo, porém, a avaliação é de que não houve qualquer decisão oficial sobre substituição no comando da Secretaria de Comunicação. Aliados da governadora afirmam que as versões sobre uma possível troca na pasta fazem parte de um ambiente de pressão política e de embates nos bastidores, intensificados pelo calendário eleitoral e pela disputa por influência na comunicação institucional do GDF.
De acordo com pessoas próximas ao Palácio do Buriti, Celina Leão tem reiterado que a montagem de sua equipe é uma prerrogativa exclusiva da chefe do Executivo. A leitura entre auxiliares é de que a manutenção de Weligton Moraes reforça a autonomia da governadora na condução administrativa e política do governo.
Moraes é descrito por integrantes da gestão como um quadro com experiência política, trânsito entre diferentes setores e conhecimento do cenário local. Para aliados, sua permanência tem como objetivo preservar a continuidade da comunicação oficial, especialmente em um momento em que o governo busca ampliar a divulgação de obras, programas sociais, investimentos e ações administrativas.
Também nos bastidores, surgiram versões sobre supostas interferências externas na permanência do secretário. O diretor-geral da Record Brasília, Luciano Ribeiro, negou qualquer participação da emissora em decisões administrativas do GDF. Segundo ele, não houve pedido relacionado à permanência de Weligton Moraes na Secretaria de Comunicação nem interferência da Record na composição do governo Celina Leão.
A emissora sustenta que não participa de decisões internas do Executivo local e que eventuais informações em sentido contrário não correspondem à realidade dos fatos. A manifestação busca conter rumores de que grupos empresariais ou veículos de comunicação teriam atuado para influenciar a estrutura da Secom.
Paralelamente, o governo tem avaliado ajustes na área de comunicação institucional, com o objetivo de reforçar a interlocução com a imprensa, lideranças políticas, administrações regionais e a população do Distrito Federal. A expectativa de integrantes da administração é ampliar a capacidade de resposta do GDF e melhorar a divulgação das ações oficiais.
As denúncias envolvendo blogs, portais e repasses de publicidade oficial seguem como pano de fundo da crise. Reportagens recentes levantaram suspeitas sobre dados de audiência apresentados por veículos digitais para acesso a verbas públicas de comunicação. O tema, no entanto, ainda depende de apuração oficial, manifestação dos citados e eventual análise por órgãos de controle.
No Palácio do Buriti, a orientação é evitar que a disputa entre veículos digitais e grupos políticos contamine a rotina administrativa. Auxiliares da governadora afirmam que o governo pretende manter o foco na gestão e tratar eventuais questionamentos sobre contratos, critérios de mídia e métricas de audiência pelos canais institucionais competentes.
A permanência de Weligton Moraes, nesse contexto, é interpretada por aliados como um gesto político de Celina Leão diante das pressões externas. A governadora, segundo interlocutores, não pretende tomar decisões administrativas com base em especulações ou ataques de bastidor.
Enquanto a disputa pública avança, o GDF busca sustentar a versão de que a Secretaria de Comunicação continuará operando normalmente, com prioridade para a divulgação institucional e para a defesa das ações de governo. Nos bastidores, contudo, a tensão entre veículos digitais, empresários, jornalistas e grupos políticos indica que o debate sobre publicidade oficial no Distrito Federal ainda deve produzir novos desdobramentos.

.gif)