Nos últimos dias, o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) transformou suas redes sociais em um verdadeiro muro de lamentações.
Condenado mais uma vez pelo Tribunal de Justiça do DF, de forma unânime, por corrupção praticada entre 2006 e 2009, Arruda recebeu uma multa de R$ 1 milhão e deve ressarcir R$ 257 mil aos cofres públicos.
Ele deveria aceitar essa situação, já que o choro, como ele mesmo diz, dói menos.
No entanto, o inelegível prefere se colocar como vítima: acusa a Justiça de parcialidade e perseguição, e chega a insinuar que a pesquisa do Correio Braziliense, que coloca Celina Leão (PP) em posição vantajosa, foi “comprada” pelo GDF.
O que é mais preocupante não é apenas a insistência de Arruda em se vitimizar, mas a omissão das instituições e da própria classe política diante dessa encenação constante.
A cada nova condenação, esperava-se que a realidade jurídica prevalecesse. Contudo, o que se observa é o oposto: o réu reaparece confiante e na maior cara lisa em eventos e alimenta o estelionato eleitoral, tratando os tribunais como um mero detalhe inconveniente.
Essa farsa de Arruda tem um custo elevado. Milhares de eleitores são induzidos a acreditar em uma possibilidade que a lei proíbe.
A conta não pesa no bolso do inelegível, mas sim no bolso do contribuinte, que financia partidos e campanhas com recursos públicos para sustentar estruturas políticas corruptas, podres e decadentes.

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