Trombofilia exige atenção para evitar complicações graves



 

Condição aumenta o risco de formação de coágulos e pode causar trombose, embolia pulmonar, AVC e complicações na gravidez


A trombofilia é uma condição que aumenta da tendência  no ser humano a formar coágulos  ou trombos  nas veias e artérias em decorrência de fatores predisponentes genéticos ou adquiridos. Embora muitas pessoas só descubram o problema após um episódio de trombose, a doença pode estar associada a complicações potencialmente graves, incluindo embolia pulmonar, acidente vascular cerebral (AVC), infarto e intercorrências durante a gestação.


Segundo o Dr. Herik Oliveira, cirurgião vascular, a trombofilia pode ter origem genética ou ser adquirida ao longo da vida. “Trombofilia é uma condição caracterizada pelo aumento da tendência à formação de trombos ou coágulos no interior dos vasos sanguíneos, tanto nas veias quanto nas artérias. Ela pode ocorrer por fatores hereditários ou adquiridos e está associada a eventos como trombose venosa, trombose arterial, embolia pulmonar e complicações na gravidez, incluindo abortos de repetição e parto prematuro”, explica.


As trombofilias hereditárias estão relacionadas a alterações genéticas que afetam proteínas responsáveis pelo equilíbrio da coagulação sanguínea. Entre os exemplos estão deficiências das proteínas C e S,  antitrombina e mutações genéticas como fator V Leiden , e gene da protrombina que favorecem a formação de coágulos.


Já as formas adquiridas podem surgir em diferentes momentos da vida e estão associadas a fatores hormonais, doenças inflamatórias, tabagismo e até alguns tratamentos médicos. “A gravidez, o uso de anticoncepcionais, a terapia de reposição hormonal, doenças autoimunes como lúpus e artrite reumatoide, além do câncer e de tratamentos como quimioterapia e radioterapia, podem aumentar o risco de eventos trombóticos”, afirma o especialista.


De acordo com o médico, a síndrome antifosfolípide também merece destaque por ser uma importante causa de trombofilia adquirida. “Trata-se de uma doença autoimune em que o organismo produz anticorpos que interferem na coagulação, aumentando o risco de trombose tanto nas veias quanto nas artérias”, explica.


Os sintomas podem variar conforme o local afetado pelo coágulo. Dor intensa e inchaço de início súbito nos braços ou pernas estão entre os sinais mais comuns. “Também podem surgir veias dilatadas e dolorosas, alterações na cor da pele, sensação de formigamento, dormência e perda de força muscular”, destaca o Dr. Herik Oliveira.


Em situações mais graves, os sinais podem indicar emergências médicas. “Falta de ar, dor no peito e tosse com sangue podem estar relacionados à embolia pulmonar. Já dificuldade para falar, perda de força em um lado do corpo e alterações neurológicas podem indicar um AVC. Em alguns casos, dor no peito associada a náuseas e tontura também pode sinalizar um infarto agudo do miocárdio”, alerta.


Durante a gestação, a trombofilia também pode provocar complicações importantes. “A condição pode estar associada a abortos recorrentes, alterações no crescimento fetal, parto prematuro e complicações como pré-eclâmpsia e eclâmpsia”, afirma.


Por isso, o especialista reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento médico, especialmente para pessoas com histórico familiar de trombose, perdas gestacionais recorrentes ou episódios prévios de formação de coágulos. O reconhecimento precoce dos fatores de risco e dos sinais de alerta é fundamental para prevenir complicações e garantir um tratamento adequado.

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