O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, e integrantes da diretoria da Federação participaram, em Brasília, da entrega da Agenda dos Presidenciáveis 2026 aos pré-candidatos à Presidência da República.
Promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o encontro reuniu Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também foram convidados, mas não compareceram devido a incompatibilidades de agenda. A previsão é que ambos recebam o documento posteriormente.
A Agenda dos Presidenciáveis reúne recomendações de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. As propostas foram formuladas a partir de debates com empresários, dirigentes sindicais e representantes do setor em diferentes regiões do País.
A cerimônia foi aberta pelo segundo vice-presidente da CNC, Luiz Carlos Bohn, que representou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Aparecido, que também é vice-presidente da CNC, destacou a importância de apresentar antecipadamente as demandas do setor aos pré-candidatos. “Somos o setor que mais emprega no Brasil e precisamos de segurança jurídica e políticas estruturantes para crescer”, afirmou.

O documento está organizado em sete eixos estratégicos, concebidos para subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes e alinhadas às necessidades do setor produtivo. As propostas estão fundamentadas em três princípios considerados permanentes pelo Sistema CNC-Sesc-Senac: segurança jurídica, democracia e livre mercado.
Segundo a CNC, esses pilares são indispensáveis para a construção de um ambiente favorável aos investimentos, ao fortalecimento das empresas e à geração sustentável de emprego e renda.
A Agenda também destaca a necessidade de o Brasil avançar em reformas estruturantes. A Confederação defende a consolidação de um sistema tributário mais simples, justo e transparente, capaz de estimular investimentos, elevar a produtividade e incentivar a formalização das empresas.
O documento ressalta ainda a importância da reforma administrativa, do equilíbrio fiscal, da redução dos juros e da diminuição da carga tributária como medidas necessárias para ampliar a competitividade da economia brasileira.
No cenário internacional, a CNC recomenda que o País amplie sua presença em mercados estratégicos e valorize diferenciais competitivos como a diversidade da matriz energética, a disponibilidade de recursos naturais, a dimensão do mercado consumidor e o potencial turístico.

Caiado defende reformas e segurança jurídica
Ronaldo
Caiado foi o primeiro pré-candidato a discursar para a plateia, formada
por empresários, dirigentes sindicais e profissionais da imprensa. Em
sua exposição, defendeu reformas estruturantes, segurança jurídica e
medidas destinadas a elevar a competitividade da economia brasileira.
No início do discurso, Caiado destacou a relação mantida com o Sistema Comércio durante sua gestão no Governo de Goiás. Segundo ele, a parceria com a Fecomércio-GO foi determinante para a implementação de iniciativas nas áreas de turismo, cultura, eventos e qualificação profissional.
O pré-candidato afirmou que o Brasil precisa aproveitar melhor seu potencial econômico e natural. Em sua avaliação, embora o País reúna vantagens competitivas, ainda perde espaço devido à burocracia, à insegurança jurídica e às dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo.
“O Brasil precisa enfrentar seus problemas com diagnóstico e soluções. Não podemos continuar perdendo competitividade enquanto temos todas as condições para liderar em tecnologia, energia e produção”, afirmou.

Zema propõe redução do Custo Brasil
Na
sequência, Romeu Zema defendeu a redução do Custo Brasil e a
implementação de reformas estruturais. Ao iniciar sua participação,
falou sobre sua origem no comércio e sua experiência no varejo,
relacionando sua trajetória aos desafios enfrentados pelos empresários
brasileiros. “Venho de uma família de comerciantes e é onde eu me sinto
em casa. Foi no comércio que eu nasci, cresci e aprendi a trabalhar”,
afirmou.
Zema também abordou sua experiência à frente do Governo de Minas Gerais. Segundo ele, o Estado enfrentava desequilíbrio fiscal, atrasos salariais e perda de credibilidade quando assumiu a administração. O pré-candidato afirmou que sua gestão priorizou eficiência administrativa, responsabilidade na aplicação dos recursos públicos, redução de despesas, diminuição de cargos, ampliação das concessões de infraestrutura e atração de investimentos privados. De acordo com Zema, essas medidas contribuíram para a geração de empregos e para a retomada da atividade econômica no Estado.
Para o Brasil, o pré-candidato apresentou três eixos de atuação. O primeiro, denominado choque moral e ético, estaria direcionado ao fortalecimento das instituições e da segurança jurídica. O segundo, chamado de choque fiscal e administrativo, envolveria a redução dos gastos públicos e o aumento da eficiência do Estado. O terceiro seria voltado à segurança pública e ao enfrentamento do crime organizado.
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