Um novo depoimento no caso envolvendo o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), contradiz parte das acusações apresentadas contra o magistrado


Foto: Marcelo Oliveira.
A manifestação é de uma ex-aprendiz que trabalhou no gabinete de Buzzi e que, segundo uma das denunciantes, também teria sido alvo de supostos comentários inadequados por parte do ministro.
A jovem, que teve o nome preservado, negou ter sofrido importunação sexual ou qualquer tipo de constrangimento por parte de Buzzi. Ela também contestou a versão de que teria deixado o trabalho em razão de supostas investidas do magistrado.
As acusações contra o ministro vieram à tona em janeiro, após uma jovem de 18 anos afirmar que teria sido assediada durante um período de férias em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Posteriormente, uma funcionária da Corte apresentou outra denúncia, mencionando ainda uma suposta terceira vítima — justamente a ex-aprendiz que agora nega ter sido importunada.
A defesa de Marco Buzzi também anexou ao processo um laudo médico apontando que o ministro teria diagnóstico de disfunção erétil de origem multifatorial, além de histórico de hipertensão e diabetes, com uso contínuo de medicação. Segundo a defesa, o documento afastaria a hipótese de comportamento sexual exacerbado.
Para o cientista político Paulo Melo, o caso precisa ser analisado com cautela diante das novas informações apresentadas nos autos. “Na minha avaliação, o que Marco Buzzi passou tem características de uma armação. Quando uma pessoa apontada como suposta vítima nega a versão apresentada por terceiros, é preciso redobrar o cuidado antes de condenar alguém pela opinião pública”, afirmou.
Buzzi foi afastado em fevereiro após a repercussão do caso. Ao ser procurado pela reportagem, o ministro afirmou estar “remando um pouquinho a cada dia”.
Em nota, a defesa de Marco Buzzi lamentou o vazamento de informações sigilosas do processo, afirmando que a exposição atinge aspectos pessoais das partes envolvidas. A defesa também declarou que, desde o início, adotou postura respeitosa e evitou comentar publicamente documentos, laudos ou informações relacionadas às denunciantes.
O caso segue sob apuração.
A jovem, que teve o nome preservado, negou ter sofrido importunação sexual ou qualquer tipo de constrangimento por parte de Buzzi. Ela também contestou a versão de que teria deixado o trabalho em razão de supostas investidas do magistrado.
As acusações contra o ministro vieram à tona em janeiro, após uma jovem de 18 anos afirmar que teria sido assediada durante um período de férias em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Posteriormente, uma funcionária da Corte apresentou outra denúncia, mencionando ainda uma suposta terceira vítima — justamente a ex-aprendiz que agora nega ter sido importunada.
A defesa de Marco Buzzi também anexou ao processo um laudo médico apontando que o ministro teria diagnóstico de disfunção erétil de origem multifatorial, além de histórico de hipertensão e diabetes, com uso contínuo de medicação. Segundo a defesa, o documento afastaria a hipótese de comportamento sexual exacerbado.
Para o cientista político Paulo Melo, o caso precisa ser analisado com cautela diante das novas informações apresentadas nos autos. “Na minha avaliação, o que Marco Buzzi passou tem características de uma armação. Quando uma pessoa apontada como suposta vítima nega a versão apresentada por terceiros, é preciso redobrar o cuidado antes de condenar alguém pela opinião pública”, afirmou.
Buzzi foi afastado em fevereiro após a repercussão do caso. Ao ser procurado pela reportagem, o ministro afirmou estar “remando um pouquinho a cada dia”.
Em nota, a defesa de Marco Buzzi lamentou o vazamento de informações sigilosas do processo, afirmando que a exposição atinge aspectos pessoais das partes envolvidas. A defesa também declarou que, desde o início, adotou postura respeitosa e evitou comentar publicamente documentos, laudos ou informações relacionadas às denunciantes.
O caso segue sob apuração.
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