Até 5 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas, o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) ainda é visto como possível candidato ao Senado.
Mesmo tendo anunciado no último dia 8 que deixaria a corrida pela Câmara Alta, aliados aguardam uma eventual mudança de posição. A expectativa é que seu nome possa ser confirmado durante a convenção do MDB, prevista para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.
Para parte dos apoiadores, a desistência pode ser uma movimentação estratégica, já que política e comunicação caminham juntas nesse tipo de cenário.
Em 2018, Ibaneis entrou na disputa pelo Palácio do Buriti sem grande notoriedade fora da advocacia. Entre os 12 concorrentes, superou nomes experientes, como Alberto Fraga, Eliana Pedrosa e candidatos do PT.
No segundo turno, venceu Rodrigo Rollemberg (PSB), cuja administração recebeu muitas críticas. Em 2022, estabeleceu um marco ao conquistar a reeleição ainda no primeiro turno — algo inédito na política do Distrito Federal, nem mesmo alcançado por Roriz.
Apesar de crises, entre elas os atos de 8 de janeiro, Ibaneis encerrou o mandato com liderança política consolidada e alta aprovação. Em março, deixou o cargo durante a crise do BRB para concorrer ao Senado, mas surpreendeu o eleitorado ao desistir da candidatura.
Com os 832.633 votos obtidos em 2022 e um histórico de vitórias eleitorais, aliados questionam se ele realmente abrirá mão dessa força política. A resposta, por enquanto, parece estar apenas nas mãos do próprio Ibaneis.
Enquanto isso, a maior parte do MDB segue apoiando a reeleição da vice-governadora Celina Leão (PP), que lidera as pesquisas. Nos bastidores, porém, permanece a expectativa de que Ibaneis encerre seu período de afastamento até 5 de agosto e declare: “Sou, sim, candidato!”
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