Com recorde de inscritos, o processo
seletivo do parque tecnológico define as novas empresas que integram a Jornada
SUPERA.
O SUPERA Parque de Inovação e Tecnologia anunciou o resultado
final do seu Processo Seletivo de Incubação 2026. Doze novos projetos foram
selecionados para ingressar no Programa de Desenvolvimento de Negócios da
instituição este ano. O grupo de aprovados reflete a diversidade do ecossistema
local, reunindo inovações voltadas aos setores de saúde, inteligência
artificial, biotecnologia, agronegócio e soluções corporativas.
Milton Barros, coordenador de Desenvolvimento de Negócios do SUPERA Parque, ressalta que o programa avalia prioritariamente o quanto pode contribuir para o crescimento de cada negócio, independentemente do nível de maturidade em que as startups estejam. Ele explica que, por se tratar de uma incubadora, existe a expectativa de que os projetos demandam acompanhamento, mas o primordial é mapear as ferramentas internas disponíveis para apoiar cada caso.
“Temos aprovados na fase de ideação, ou seja, aqueles projetos que ainda precisam da criação de um modelo de negócio e, até mesmo, de definição final da proposta, mas temos também aprovados com uma solução já desenhada e com os primeiros clientes”, comenta Barros. O coordenador detalha que o processo de incubação para essas duas empresas citadas segue ritmos diferentes, pois as necessidades são distintas. “O processo seletivo serviu para garantir que a Incubadora pudesse dispor de recursos a ponto de contribuir com a evolução de ambos. Nosso programa de desenvolvimento de negócios, o - Jornada SUPERA - é o motor para que qualquer startup que chegue com um projeto aqui, possa por meio de um acompanhamento personalizado e uma trilha de capacitação com sequência lógica de validação, obter mais assertividade ao se lançar no mercado”, completa.
Para além das startups aprovadas, o processo seletivo ganha relevância pelo seu modelo de relacionamento com os candidatos desclassificados - aqueles que não avançaram no edital recebem suporte individualizado para evoluírem em seus negócios. Todos os projetos não selecionados são convidados a participar de mentorias individuais de feedback, nas quais recebem orientações sobre os principais pontos de melhoria identificados durante a avaliação.
Barros defende que essa prática de acolhimento é vital tanto para a transparência do processo quanto para a robustez do mercado local. Ele aponta que o SUPERA, como instituição de fomento, cumpre o seu dever de prestar contas a respeito do desempenho individual dos inscritos de forma humanizada.
“Quando um projeto não é selecionado, ele não só entende o porquê, mas é direcionado a evoluir justamente nos aspectos em que notamos fragilidade”, afirma Milton Barros. O gestor salienta que a consequência direta dessa abordagem é capacitar o empreendedor para reajustar seus objetivos com atendimento personalizado e construir um projeto significativamente mais forte. “Assim, além de darmos direcionamento para as startups, conseguimos mais resultados e projetos melhores a cada processo seletivo”, conclui.
Processo seletivo
O caminho até a aprovação foi composto por fases bem
definidas: na primeira etapa, eliminatória, as propostas submetidas passaram
por análise inicial do modelo de negócio, grau de inovação, tecnologia
desenvolvida e potencial de mercado. Em seguida, os classificados avançaram
para entrevistas de negócios, que aprofundaram o entendimento sobre os desafios
e necessidades de cada equipe. Paralelamente, entrevistas comportamentais
avaliaram competências empreendedoras, perfil da equipe e alinhamento com os valores
do ecossistema. O processo seguiu com a avaliação do Comitê Técnico-Científico,
culminando com a apresentação de um pitch para uma banca avaliadora composta
por empreendedores graduados pelos próprios programas do parque.
Sobre o SUPERA Parque
O SUPERA Parque, fruto de um convênio entre a Prefeitura
Municipal de Ribeirão Preto e a Universidade de São Paulo, possui ao todo 94
empresas instaladas, sendo 59 delas na SUPERA Incubadora de Empresas de Base
Tecnológica e 35 empreendimentos distribuídos entre centros empresariais e
loteamento. O Parque Tecnológico está em expansão com a urbanização de novos
lotes para instalação de empresas e a construção do Health to Business Center,
prédio fruto de parceria com a FINEP e que contará com laboratórios compartilhados,
espaços corporativos e auditório.
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