A entrada de Zé Humberto na administração pública começou com um convite do então governador Joaquim Roriz

Já conhecido no setor empresarial, Zé Humberto relata que recebeu uma ligação para encontrar Roriz em Águas Claras. Durante a conversa, segundo recorda, o governador apresentou o comando de Taguatinga como uma forma de retribuir à cidade as oportunidades recebidas ao longo da vida.
“Você precisa ajudar, devolver para as pessoas o que você já fez. Eu vou colocar você como administrador de Taguatinga”, teria dito Roriz, segundo o relato de Zé Humberto.
A declaração é uma lembrança relatada pelo próprio entrevistado, e não uma fala contemporânea registrada diretamente de Roriz.
Depois de conversar com a família e com os sócios, Zé Humberto aceitou.
Na entrevista, ele afirma que encontrou uma realidade muito diferente daquela conhecida no setor empresarial. A estrutura pública exigia cumprimento de procedimentos administrativos, articulação entre órgãos e decisões submetidas a regras que não existiam na empresa privada.
Mesmo assim, Taguatinga se tornou o laboratório político e administrativo que definiria etapas posteriores de sua carreira.
Foi nesse período que, segundo Zé Humberto, aprendeu uma de suas principais lições sobre gestão pública: a administração regional não poderia depender exclusivamente das soluções encaminhadas pelo centro do governo.
A alternativa seria aproximar empresários, representantes culturais e moradores das decisões sobre a própria cidade.

Foto: Pedro Santos.
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