Estudo revela que crianças nascidas em famílias pobres de Curitiba têm mais chances de chegar ao grupo mais rico

Além de oferecer as maiores oportunidades de ascensão, Curitiba também apresenta um dos menores riscos de permanência na pobreza.
Edição Scriptum com Prefeitura de Curitiba
Curitiba é a capital com maior índice de mobilidade social no Brasil. A constatação é do Atlas da Mobilidade Social Brasil, lançado na semana passada pelo Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). O estudo revela que uma criança nascida na capital paranaense, em uma família situada entre a metade mais pobre da população, tem 17,13% de probabilidade de alcançar o grupo dos 25% mais ricos quando adulta, o maior percentual entre todas as capitais do País.
A média nacional desse indicador é de 10,82%. Isso significa que a chance de ascensão até o quarto superior da distribuição de renda é 58% maior que a média brasileira. O resultado coloca Curitiba à frente de Cuiabá (MT), 16,63%, Goiânia (GO), 16,38% e Florianópolis (SC), 16,19%, enquanto
Para o prefeito da capital paranaense, Eduardo Pimentel (PSD), as políticas sociais e de incentivo ao emprego e renda adotadas pelas gestões do PSD à frente da Prefeitura beneficiam a mobilidade social na cidade. “Em Curitiba, nós investimos nas pessoas, na educação, na qualificação profissional, no empreendedorismo e facilitando a geração de empregos. O poder público trabalha para que mais curitibanos possam oferecer condições dignas para suas famílias”, disse Pimentel.
Além de oferecer as maiores oportunidades de ascensão, Curitiba também apresenta um dos menores riscos de permanência na pobreza. Apenas 39,74% das crianças nascidas em famílias de baixa renda permanecem, quando adultas, entre os 50% mais pobres da população. Trata-se do menor percentual entre todas as capitais brasileiras, bem abaixo da média nacional, de 66,56%.
Justiça social
Outro destaque é a baixa probabilidade de permanência na pobreza mais intensa. Em Curitiba, apenas 9,40% permanecem entre os 25% mais pobres e 1,90% continuam entre os 10% mais pobres na vida adulta. Esses índices estão entre os menores do Brasil e representam menos da metade da média nacional, de 38,77% e 17,04%, respectivamente.
Os dados também mostram elevada mobilidade intergeracional. Em Curitiba, 70,91% das crianças conseguem atingir, na vida adulta, uma posição de renda pelo menos dez percentis superior à de seus pais. O índice supera a média brasileira, de 64,13%, e é um dos mais elevados entre as capitais.
Outro indicador que reforça esse desempenho é o percentil médio de renda alcançado, que chega a 54,74 em Curitiba. O resultado é um dos maiores do país e mostra que, em média, crianças oriundas da metade mais pobre da distribuição de renda conseguem atingir uma posição acima da mediana nacional quando adultas.
Na área da educação, o Atlas estima que 55,07% dessas crianças concluem o ensino médio, acima da média brasileira (49,94%). Já a probabilidade de conclusão do ensino superior é de 1,73%, próxima da média nacional de 1,94%.
Destaques de Curitiba entre as capitais
- 1º lugar em probabilidade de alcançar os 25% mais ricos (17,13%);
- 1º lugar na menor probabilidade de permanecer entre os 50% mais pobres (39,74%);
- Entre as menores probabilidades de permanecer entre os 25% mais pobres (9,40%);
- Entre as menores probabilidades de permanecer entre os 10% mais pobres (1,90%);
- Um dos maiores índices de mobilidade intergeracional, com 70,91% das crianças superando a posição relativa de renda dos pais;
- Percentil médio de renda de 54,74, um dos mais altos entre as capitais brasileiras.
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