Governadora afirma estar tranquila após sete candidatos pedirem apuração sobre supostos pagamentos a uma empresa de sua família
A candidata à reeleição ao governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), criticou a iniciativa de sete adversários que apresentaram ao Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) uma representação para investigar supostos pagamentos destinados a uma empresa de sua família.
Celina classificou a movimentação como “baixa” e chamou o grupo de “Bonde do Arruda”, em referência ao candidato José Roberto Arruda (PSD).
“Esse é o Bonde do Arruda, um cara que foi condenado, que está inelegível. Outro candidato era advogado dele. Com o PT [no governo], foi um atraso…”, afirmou.
A governadora declarou estar tranquila em relação ao pedido de investigação. Segundo ela, a tentativa dos adversários de apontar irregularidades em sua gestão seria um sinal de que o governo está “no caminho certo”.
“Quando todos se juntam querendo criar uma ilegalidade em algo que não é ilegal, eu fico muito tranquila”, disse.
Celina também afirmou ter prestado as informações necessárias e declarado à Receita Federal os rendimentos relacionados ao caso citado na representação.
“Eu acho que eles partem para um debate muito baixo, atacam a família das pessoas, e isso eu acho que a população do DF não vai tolerar”, acrescentou.
As declarações foram dadas nesta terça-feira (8/9), durante compromissos oficiais em Santa Maria, no Distrito Federal. Na região, a governadora assinou ordens de serviço para a realização de obras e visitou empreendimentos em andamento.
Sete candidatos apresentam representação
Na manhã desta terça-feira, sete candidatos ao governo do Distrito Federal foram à sede do MPDFT para protocolar uma representação solicitando a apuração de supostos repasses feitos a uma empresa pertencente ao marido e à filha de Celina.
De acordo com a denúncia apresentada pelo grupo, uma empresa que mantém contrato com o Executivo local teria transferido valores para a companhia da família da governadora entre maio de 2025 e junho de 2026.
Participaram da iniciativa Leandro Grass (PT), José Roberto Arruda (PSD), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB), Kiko Caputo (Novo), Elisson Ferreira (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB).
.gif)
.gif)