Primeira secretária da Diversidade do Ceará, Mitchelle Meira disputa vaga na Câmara Federal com indicação de Luizianne

Especialista em Direitos Humanos, candidata a Deputada Federal de Luizianne Lins pela Rede foi a primeira coordenadora nacional da política LGBT no Governo Federal e acumula experiência na formulação de políticas públicas municipais, estaduais e nacionais

Mitchelle Benevides Meira (Rede), ex-secretária da Diversidade do Ceará, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 após uma trajetória dedicada à construção de políticas públicas para a população LGBTI+. Em 2023, ela assumiu a recém-criada Secretaria da Diversidade do Ceará (Sediv), na gestão Elmano, primeira pasta estadual do País criada diretamente para essa população. 

Gestora Pública e especialista em Direitos Humanos, Mitchelle também foi a primeira coordenadora nacional da política LGBT no Governo Federal, durante o segundo mandato do presidente Lula, e coordenou a política LGBT de Fortaleza na gestão da então prefeita Luizianne Lins. 

Da militância à gestão pública
A trajetória de Mitchelle nas políticas públicas começou após anos de atuação nos movimentos sociais. Militante das lutas feminista e LGBTI+, integra coletivos como a Marcha Mundial das Mulheres e a Articulação Brasileira de Lésbicas. 

Na gestão pública, passou pelas esferas municipal, federal e estadual. Em Fortaleza, atuou na política LGBT durante a administração de Luizianne. Depois, no Governo Federal, assumiu a primeira coordenação nacional dedicada à política LGBT.

Mitchelle também foi assessora parlamentar de Luizianne Lins, secretária estadual LGBT do PT no Ceará e presidenta do Conselho Estadual de Combate à Discriminação LGBT.

Estruturação da Secretaria da Diversidade

Criada no início da gestão de Elmano de Freitas, a Secretaria da Diversidade passou a articular políticas estaduais voltadas à população LGBTI+ a partir de três eixos: promoção dos direitos humanos, cidadania e proteção, envolvendo áreas como segurança pública, educação, trabalho e assistência social. 

Entre as iniciativas desenvolvidas no período está o Painel Dinâmico de Monitoramento da Violência LGBTFóbica, construído em articulação com a área da segurança pública. 

No período de 2023 a 2025, os assassinatos de pessoas LGBTQIAPN+ no Ceará apresentaram redução superior a 43%, segundo dados divulgados pela Secretaria.

Até dezembro de 2024, o Centro Estadual de Referência LGBT Thina Rodrigues havia atendido 1.580 pessoas, das quais 1.106 eram pessoas trans. A Secretaria também realizou oito Conferências Regionais LGBTI nas macrorregiões do Ceará, reunindo mais de 800 participantes.

Rumo a Câmara Federal
Em 2026, Mitchelle deixou a gestão estadual e disputa uma vaga de deputada federal pela Rede Sustentabilidade com o número 1800. Sua plataforma reúne temas relacionados aos direitos das mulheres e da população LGBTI+, juventude, direitos humanos e enfrentamento às desigualdades.

A candidata busca levar para o Legislativo Federal a experiência acumulada na militância, na participação social e na execução de políticas públicas nas três esferas de governo. Além de marcar um novo momento para a relação política de longa data com Luizianne Lins, candidata ao Senado também pela Rede.

MITCHELLE MEIRA 
Deputada Estadual 1800 
Rede Sustentabilidade 
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