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| Foto: Magnific |
Cirurgiã vascular explica os cuidados durante períodos prolongados sentada e quais sinais exigem atendimento médico
Passar
várias horas na mesma posição pode favorecer a formação de coágulos nas pernas.
O cuidado ganha importância em viagens prolongadas, especialmente acima de
quatro horas, quando medidas simples, como caminhar periodicamente e movimentar
pés e tornozelos, ajudam a manter a circulação.
No
Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, celebrado em 16 de setembro, a
cirurgiã vascular do Hospital Encore, em Aparecida de Goiânia, Larissa
Maldonado, chama atenção para os cuidados durante períodos prolongados de
imobilidade.
“Ficar
várias horas praticamente imóvel reduz a ação da musculatura da panturrilha,
que auxilia o retorno do sangue. Em viagens prolongadas, é importante caminhar
periodicamente, movimentar pés e tornozelos e manter uma hidratação adequada”, recomenda.
A
trombose ocorre quando um coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo e
dificulta ou impede a circulação. Na trombose venosa profunda (TVP), geralmente
ele se forma nas veias profundas das pernas e pode se desprender e chegar aos
pulmões, provocando uma embolia pulmonar.
Sinais
exigem atenção
Inchaço
geralmente em uma das pernas, dor ou sensação de peso, aumento da temperatura
local e alteração na coloração da pele estão entre os principais sinais.
Algumas tromboses, porém, podem apresentar poucos sintomas.
A
especialista chama atenção ainda para manifestações que podem indicar embolia
pulmonar. Falta de ar súbita, dor no peito, aceleração dos batimentos, desmaio
ou tosse com sangue exigem atendimento de emergência imediato.
Entre
os grupos mais vulneráveis estão pessoas que já tiveram trombose ou possuem
histórico familiar, pacientes com câncer, pessoas submetidas recentemente a
cirurgias ou internações, gestantes e mulheres no período pós-parto. Obesidade,
algumas trombofilias e o avanço da idade também podem aumentar a possibilidade
de ocorrência.
Anticoncepcionais
e prevenção
Os
anticoncepcionais combinados que contêm estrogênio podem elevar o risco de
trombose venosa, mas isso não significa que todas as mulheres que utilizam
esses medicamentos desenvolverão o problema. A atenção deve ser maior quando
existem outros fatores, como histórico pessoal ou familiar, obesidade,
tabagismo, imobilização ou cirurgia recente.
A
prevenção passa pela prática de atividade física, controle do peso, abandono do
tabagismo e redução dos períodos de imobilidade. Em viagens longas, pessoas com
maior predisposição podem precisar de medidas adicionais, que devem ser
avaliadas individualmente.
“Pessoas
com risco elevado podem se beneficiar de meias de compressão e, em situações
específicas, de profilaxia medicamentosa. Anticoagulantes não devem ser
utilizados por conta própria para viajar”, reforça Larissa Maldonado.
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