Na semana do primeiro turno das eleições, o Brasil vive dias decisivos. A escolha dos representantes exige reflexão e responsabilidade cívica de cada cidadão. Não basta apenas comparecer às urnas; a sociedade civil organizada tem a missão de trazer ao centro do debate propostas voltadas para o desenvolvimento econômico e social de Goiás e de todo o País.
É nesse momento que precisamos ampliar a capacidade de ouvir, compreender diferentes pontos de vista e discutir os desafios que estarão diante dos futuros governantes. Um debate saudável, respeitoso e democrático fortalece nossas instituições e ajuda a construir decisões públicas mais conectadas às necessidades da sociedade.
Com o propósito de qualificar esse diálogo, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) realiza desde maio a série de encontros Brasil em Movimento. Trouxemos à Casa da Indústria analistas de destaque na leitura do cenário nacional, como Caio Coppolla, Felipe Nunes (Quaest), Murilo Hidalgo (Paraná Pesquisas) e André Roman (AtlasIntel). No dia 6 de outubro, o ciclo terá continuidade com a participação do ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, reforçando uma iniciativa permanente para estimular a reflexão e o debate sobre temas que impactam o desenvolvimento, independentemente do calendário eleitoral.
Nesse mesmo espírito propositivo, entregamos aos candidatos ao Governo de Goiás um conjunto de diretrizes do setor produtivo para o quadriênio 2027-2030. O documento sintetiza soluções práticas em cinco eixos centrais: infraestrutura e segurança energética; simplificação do licenciamento ambiental e hídrico; estratégia fiscal para a transição tributária; combate à sonegação e à concorrência desleal; e modernização fabril conectada à formação técnica profissional.
Ao apresentar essas contribuições, a indústria goiana cumpre seu papel de participar do debate público com propostas concretas. São questões que ultrapassam os limites das fábricas. Infraestrutura adequada, energia confiável, menos burocracia, segurança jurídica, inovação e trabalhadores qualificados significam empresas competitivas, novos investimentos, oportunidades de trabalho, renda circulando e melhores perspectivas para as famílias.
Reafirmamos sempre a nossa premissa central: não há indústria forte sem ambiente de negócios favorável. Quando estimulamos o debate com base em dados técnicos, pavimentamos o caminho para a atração de investimentos, geração de empregos qualificados e construção de políticas públicas eficientes.
A participação da sociedade, porém, não termina quando as urnas são fechadas. Acompanhar os compromissos assumidos, cobrar resultados e manter abertos os canais de diálogo também fazem parte do exercício da cidadania.
O Brasil que queremos não nasce pronto das urnas. Ele começa nelas, mas é construído todos os dias, com participação, respeito às diferenças, transparência e compromisso com a democracia. É assim que transformamos escolhas individuais em um projeto coletivo de futuro.
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