Luiz Fernando de Freitas, especialista em mão e ombro, esclareceu dúvidas sobre a síndrome do túnel do carpo durante entrevista na TV Record que registrou participação inédita dos telespectadores
Acordar durante a madrugada com as mãos dormentes, sentir formigamento nos dedos ou perceber dificuldade para segurar objetos. Sintomas que muitas vezes são ignorados podem indicar a síndrome do túnel do carpo, condição provocada pela compressão de um nervo no punho e que pode estar associada a outros problemas de saúde, como diabetes, artrite reumatoide e alterações da tireoide.
O assunto foi destaque no programa Você com a Mônica Cunha, da TV Record, que recebeu o ortopedista Luiz Fernando de Freitas, especialista em mão e ombro, e o endocrinologista Joel Heitor Filho para esclarecer dúvidas dos telespectadores. A conversa despertou tanto interesse que, segundo a apresentadora, o programa registrou um número recorde de perguntas enviadas pelo público.
Durante a entrevista, Luiz Fernando chamou a atenção para a importância de investigar a saúde do paciente como um todo, já que a dormência e o formigamento nas mãos podem estar relacionados a diferentes condições clínicas.
“Às vezes, o paciente chega com uma queixa e, quando faço o diagnóstico da síndrome do túnel do carpo, precisamos continuar olhando para ele como um todo”, explicou o ortopedista.
A síndrome ocorre quando o nervo mediano, responsável por parte da sensibilidade e dos movimentos da mão, sofre compressão ao passar por uma região estreita do punho, conhecida como túnel do carpo. Entre os principais sintomas estão dormência, formigamento, sensação de queimação e, em casos mais avançados, perda de força.
Segundo Luiz Fernando, não é raro que pacientes descubram outras doenças durante a investigação dos sintomas. O contrário também acontece: pessoas que já fazem acompanhamento para diabetes ou alterações da tireoide podem deixar de mencionar o formigamento nas mãos por não imaginarem que as queixas estejam relacionadas.
Essa necessidade de uma avaliação mais ampla também foi destacada pelo endocrinologista Joel Heitor Filho, que reforçou a importância de ouvir o paciente, compreender suas queixas e considerar diferentes condições de saúde antes de estabelecer um diagnóstico.
Nem toda dor na mão é síndrome do túnel do carpo
As perguntas enviadas ao programa ajudaram a esclarecer situações comuns no dia a dia. Uma das telespectadoras relatou sentir dor persistente em apenas um dedo, o que levou Luiz Fernando a explicar que nem todo desconforto nas mãos tem a mesma origem.
“Quando é síndrome do túnel do carpo, normalmente há alguma alteração de sensibilidade, como formigamento, dormência ou queimação”, explicou.
Outra dúvida frequente foi sobre a relação entre a doença e o trabalho. O ortopedista explicou que movimentos repetitivos podem estar associados ao problema, mas não são necessariamente sua causa principal.
A gravidez também entrou na conversa. Ao responder à dúvida de uma telespectadora, Luiz Fernando explicou que as alterações hormonais da gestação podem favorecer o surgimento da síndrome do túnel do carpo. Segundo o médico, os sintomas costumam desaparecer após esse período, mas há situações em que a compressão do nervo persiste e exige acompanhamento especializado.
Além das causas e dos sintomas, outra preocupação dos telespectadores foi saber se a síndrome tem tratamento e se a cirurgia é sempre necessária.
Luiz Fernando explicou que a escolha da conduta depende da gravidade da compressão do nervo. A eletroneuromiografia pode auxiliar nessa avaliação, permitindo identificar se o comprometimento é leve, moderado ou grave.
“Quando é uma síndrome do túnel do carpo leve, o tratamento é fisioterapia, alongamentos, cuidados com a postura e uma tala noturna. Nessa fase, a fisioterapia pode ajudar, assim como no pós-operatório”, orientou.
Em situações de maior comprometimento do nervo ou quando o tratamento conservador não apresenta o resultado esperado, a cirurgia pode ser indicada.
A participação expressiva dos telespectadores evidenciou quantas dúvidas cercam sintomas frequentemente considerados passageiros. Ao longo da entrevista, Luiz Fernando reforçou a importância de investigar a origem das queixas e considerar a saúde do paciente de maneira integral.
Dormência frequente, formigamento persistente ou perda de força nas mãos merecem avaliação médica. Identificar a causa desses sinais e iniciar o tratamento adequado pode fazer diferença para preservar os movimentos, a autonomia e a qualidade de vida.
Assista à participação dos especialistas no programa Você com a Mônica Cunha:


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