Soluções tecnológicas do Sesi e Senai para a indústria

Robôs desenvolvidos por estudantes, roupas experimentadas virtualmente e equipamentos capazes de identificar riscos à saúde dos trabalhadores. Essas foram algumas das experiências apresentadas pelo Sesi e pelo Senai durante a 3ª Expoind – Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana, realizada de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia. No estande do Sistema Fieg, os visitantes puderam conhecer tecnologias aplicadas à educação, à saúde e à segurança do trabalho, à formação profissional e à inovação empresarial.

O espaço reuniu exibições de robótica, provador virtual com inteligência artificial, scanner e impressão 3D, tecnologias de saúde ocupacional e atividades com realidade virtual. A proposta foi apresentar, na prática, recursos que já integram os serviços oferecidos pelas duas instituições às empresas e à comunidade.Para o diretor interino do Senai e superintendente interino do Sesi, Claudemir Bonatto, a participação na feira permitiu aproximar o público dos serviços disponíveis no Sistema Fieg. “É uma oportunidade de demonstrar todo o potencial que temos em soluções para a indústria, seja na educação, na saúde, seja nos serviços de tecnologia e inovação, por meio da nossa rede de unidades do Senai e do Sesi”, disse.

Entre os destaques que chamaram a atenção dos visitantes, a equipe de robótica Krypton FRC, do Sesi Planalto, de Goiânia, apresentou um robô de aproximadamente 50 quilos, desenvolvido pelos estudantes em apenas 30 dias. O equipamento garantiu ao time uma vaga na etapa nacional da competição, que será realizada em Salvador.

 

 

O gerente de Educação Básica do Sesi, Diego Freire, explicou que a exposição permitiu mostrar ao público uma parcela do trabalho desenvolvido nas escolas da rede, que inclui projetos de educação tecnológica e atividades ligadas à abordagem STEAM – metodologia que integra ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática.

“Além da educação básica, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver iniciativas específicas e representar o Sesi em competições nacionais e internacionais. Trouxemos um pouco dessa experiência para a feira”, explicou.

Outra equipe presente no estande foi a Mach One, que compete nacionalmente na categoria STEM Racing. A modalidade consiste na criação e construção de minicarros inspirados nos veículos de Fórmula 1. Os modelos percorrem uma pista de 25 metros em aproximadamente 1,3 segundo, alcançando 79 km/h.

A participação na Expoind também serviu para que os jovens apresentassem o trabalho a possíveis apoiadores. Segundo Rogério Viana, diretor do Sesi Planalto, as equipes precisam buscar patrocínios, mentores e recursos para viabilizar as disputas. Os estudantes também desenvolvem ações sociais com escolas públicas. “A escola faz a parte dela, mas a iniciativa também envolve o protagonismo dos jovens na busca por patrocínio, na gestão dos recursos e na condução das atividades”, destacou.

 

Tecnologia aplicada à saúde e à segurança

 

No espaço do Sesi Saúde, duas tecnologias mostraram como os recursos digitais podem contribuir para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Uma delas foi a câmera termográfica, utilizada em avaliações ergonômicas para identificar pontos de concentração de calor no corpo durante a execução das tarefas profissionais.

A gerente de Promoção da Saúde do Trabalho do Sesi, Fabrícia de Almeida Sousa, explicou que o dispositivo permite observar regiões submetidas a maior esforço em determinado posto de trabalho. “Se eu instalo a câmera em um posto durante a execução de uma atividade, consigo identificar onde o trabalhador está concentrando mais esforço. Isso pode, no futuro, resultar em uma lesão por esforço repetitivo.”

Exibida em uma televisão, a simulação permitiu que os visitantes visualizassem as imagens geradas pelo recurso e as diferenças de temperatura indicadas por uma escala de cores.

A outra experiência utilizou óculos de realidade virtual para simular situações previstas nas Normas Regulamentadoras (NRs) 33 e 35, relacionadas ao trabalho em espaços confinados e em altura. Por meio do ambiente imersivo, os participantes puderam vivenciar cenários de risco e conhecer procedimentos de segurança sem a necessidade de acessar ambientes reais de treinamento.

 

Inteligência artificial e fabricação digital

 

A indústria da moda também esteve representada no estande por meio do provador virtual desenvolvido pelo Senai Lab Fashion. O sistema utiliza inteligência artificial para aplicar digitalmente peças de um catálogo à imagem do cliente, permitindo visualizar o caimento da roupa no corpo antes da compra.

 

 

Segundo Lucas Costa, estagiário do Lab Fashion, a ferramenta auxilia lojas e confecções a oferecerem uma experiência de compra mais assertiva. “Com o provador virtual, o cliente consegue ter uma noção prática de como determinada peça fica nele e pode experimentar apenas aquelas de que já gostou.”

Outra apresentação trouxe o uso de scanner e impressão 3D, tecnologias empregadas no desenvolvimento de componentes e soluções industriais. No estande, o Centro de Excelência em Metrologia Senai Zeiss, instalado na Faculdade Senai Ítalo Bologna, em Goiânia, expôs equipamentos utilizados em controle de qualidade, manutenção e metrologia.

Segundo o laboratorista João Vitor Rodrigues Araújo, um dos scanners alcança precisão de 8 micrômetros (0,008 milímetro), permitindo digitalizar objetos com dimensões menores que um fio de cabelo. A partir do escaneamento, é possível gerar desenhos para a fabricação de peças, comparar componentes com os projetos originais e identificar divergências dimensionais. A estrutura incluiu ainda uma impressora 3D, utilizada na produção de protótipos.

 

Capacitação em tecnologias digitais

 

A unidade móvel de tecnologias digitais do Senai também compôs o espaço. A estrutura apresentou possibilidades de cursos e treinamentos em áreas como análise de dados, Business Intelligence (BI), prototipagem, design gráfico, modelagem 3D e programação de jogos.

De acordo com o coordenador das Unidades Móveis, Paolo Batista, a proposta é levar capacitação profissional a diferentes públicos, incluindo indústrias e prefeituras. As empresas podem contratar treinamentos para aperfeiçoar equipes em ferramentas digitais, enquanto as administrações municipais têm a opção de oferecer turmas a jovens interessados em ingressar nessas áreas.

“Uma indústria que esteja reformulando sua equipe de análise de dados, por exemplo, pode contratar a unidade para capacitar ou aprofundar os conhecimentos dos profissionais. Já uma prefeitura pode oferecer formações aos jovens do município, desde a iniciação até conteúdos mais avançados”, observou.

Durante a feira, docentes do Senai Jardim Colorado apresentaram jogos desenvolvidos por eles na unidade móvel. Segundo Paolo, cursos de 80 horas conseguem preparar pessoas sem experiência anterior em programação para criar jogos semelhantes aos exibidos no evento.

 

Projeto da Escola Sesi Jardins

 

O estande também apresentou uma maquete digital em 3D da futura Escola Sesi Jardins, em construção na região do Jardins França, às margens da GO-020, em Goiânia. Com aulas previstas para o início de 2028, o Sesi Jardins está sendo construído para ser uma escola de referência. O projeto prevê cinco blocos integrados, mais de 400 ambientes educacionais e capacidade para atender a 1.500 estudantes. A estrutura contará com laboratórios de pesquisa, biblioteca, ginásio de esportes, campo society, quadras e espaços voltados ao uso de tecnologias e atividades práticas de aprendizagem.

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