Saúde em destaque: conheça as principais ações do GDF na área

O caminho para melhorar o atendimento na saúde é fortalecer a rede pública com servidores concursados, construção de novos equipamentos e reformas das unidades já existentes. Por isso, o governador Ibaneis Rocha (MDB) já investiu mais de R$ 3 bilhões na construção de UPAs, UBSs, e ampliação de unidades. Entre efetivos e temporários, Ibaneis nomeou mais de 30 mil servidores em sua gestão na área da saúde, mesmo tendo enfrentado uma pandemia de covid-19, o que reforça seu carinho e comprometimento com a área. E não vai parar por aí. Veja o que foi destaque nesta semana na saúde pública do Distrito Federal

Mais 134 médicos para fortalecer a saúde pública

Nomeação de 134 médicos para fortalecer a saúde públicaProfissionais de várias especialidades vão reforçar unidades e a produtividade das cirurgias. Para janeiro, mais 500 serão convocados

O governador Ibaneis Rocha autorizou a nomeação de 134 médicos para reforçar o atendimento à população. A publicação será feita no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Além destes, em janeiro de 2023 serão nomeados mais 500 profissionais da carreira médica, técnicos e outros profissionais da saúde.

As contratações ocorrem pela vacância dos postos de trabalho, ou seja, há recurso no orçamento e não há ferimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Tanto a nomeação quanto o chamamento de mais médicos no próximo ano foram comemorados pelo governador Ibaneis Rocha. - Foto: Renato Alves. 

“Os médicos e médicas nomeados vão ser importantes para que a população não perca na ponta o atendimento. No momento, estamos fazendo o chamamento nos casos de vacância e, no próximo ano, faremos a convocação de centenas de médicos aprovados em concursos e também novos certames”, explica o governador Ibaneis Rocha

As nomeações podem refletir diretamente na produtividade das cirurgias. Isso porque 35 dos nomeados são médicos anestesiologistas, que vão reforçar, por exemplo, os centros cirúrgicos de Taguatinga, Gama e Ceilândia.

Além dos 134 médicos que terão os nomes publicados no DODF, outros mais de 500 profissionais serão nomeados em janeiro de 2023 | Foto: Breno Esaki.

A secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, pontuou que os novos profissionais chegam para ocupar postos importantes e com defasagem na rede pública. “Foi autorizada a contratação imediata desses médicos em especialidades onde temos um déficit e isso com certeza vai se retratar em um maior cuidado com a população, a exemplo da cirurgia geral, anestesiologia, psiquiatria, emergencista, clínico, pediatra, neonatologistas e nefrologistas”, detalha.

Lucilene Florêncio é a experiência do dia-a-dia na saúde do DF .- Foto: Renato Alves

Há também a previsão de concursos para o próximo ano nos cargos de técnico em enfermagem e agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (AVAs) e Comunitário de Saúde (ACSs). “Temos duas bancas para serem homologadas. Esses concursos são uma determinação do nosso chefe do Executivo para que se tenha celeridade nesses concursos para as contratações serem feitas em 2023”, acrescenta Lucilene Florêncio.

“São uma grande conquista para os servidores essas nomeações, pois assim reduzimos parte do déficit de pessoal e conseguimos melhorar o atendimento na ponta para a população”, acrescenta o subsecretário de Gestão de Pessoas da Secretaria de Saúde, Evillásio Sousa Ramos.

Confira as especialidades e o número de profissionais em cada área:
– Anestesiologistas (35)
– Cirurgia geral (14)
– Clínica médica (20)
– Médico da família e comunidade (10)
– Ginecologia (5)
– Emergencistas (11)
– Neonatologistas (19)
– Psiquiatras (10)
– Pediatras (5)
– Nefrologistas (5)
Total: 134


Multirão de cirurgia do GDF
A partir deste domingo (13), crianças até treze anos que aguardam cirurgias de hérnia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão seus procedimentos realizados em hospitais particulares do Distrito Federal. A novidade faz parte dos contratos assinados pela Secretaria de Saúde (SES) para atender 3.233 pacientes ao longo de 120 dias, uma iniciativa que já beneficiou mais de mil pessoas. O investimento total é de R$ 19,7 milhões.

“Estamos acompanhando diariamente junto ao complexo regulador e as contratadas o ritmo das cirurgias. A partir deste sábado (12), os serviços serão estendidos também aos procedimentos pediátricos”comentou Lucilene Florêncio, secretária de Saúde do GDF.

“É um projeto fantástico. Nós estamos com uma demanda reprimida grande, e isso pode causar limitações para a criança e riscos a sua integridade”, opina a cirurgiã-pediátrica Edione Magda Neri, responsável pela organização dos procedimentos a serem realizados no Hospital São Francisco. A médica esclarece que o público infantil também será atendido no Hospital Brasília Água Claras.

Até quinta-feira (10), foram 1.032 pacientes atendidos. “Estamos acompanhando diariamente junto ao complexo regulador e as contratadas o ritmo das cirurgias. A partir deste sábado (12), os serviços serão estendidos também aos procedimentos pediátricos”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.

A parceria entre a SES e os hospitais particulares prevê atender 3.233 pacientes ao longo de 120 dias | Foto: Tony Winston.

O mutirão foi iniciado em 22 de setembro e envolve procedimentos de hernioplastia (hérnia), colecistectomia (retirada da vesícula biliar) e histerectomia (remoção do útero). As cirurgias têm ocorrido diariamente, inclusive nos fins de semana, nos hospitais Águas Claras (16 procedimentos realizados), Anchieta (97), Daher (211), Hospital das Clínicas (211), HOME (168), São Francisco (199) e São Mateus (130).

Cada atendimento na rede privada inclui a intervenção cirúrgica, internação e consultas pré e pós-operatórias. Os hospitais recebem de acordo com o número de procedimentos realizados.

Fila organizada
O secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Luciano Agrizzi, destaca o rápido atendimento aos pacientes e que a medida tem consequências positivas também para a rede pública. “São mil pacientes a menos com patologias, mil pacientes a menos buscando unidades de saúde. Isso otimiza recursos para o atendimento de outros cidadãos”, friza.

Todos os pacientes beneficiados iniciaram seus atendimentos na rede pública, onde fizeram exames, receberam o diagnóstico e foram encaminhados para a fila de cirurgia. De acordo com a diretora de Regulação da Atenção Ambulatorial e Hospitalar da Secretaria de Saúde, Maria Aurilene Pedroza, o fluxo rápido de atendimento já permitiu reduzir o tempo de espera. “Todos os pacientes que estavam aptos já foram encaminhados para as cirurgias”, informa.

Enquanto isso, as unidades da rede pública atuam para atender novos pacientes e já encaminhá-los para a lista de espera. “Os hospitais estão fazendo uma força-tarefa de consultas, então temos recebido novos nomes e enviado diariamente às unidades que farão as cirurgias”, conta a servidora.

Após a assinatura dos contratos, a Secretaria de Saúde fez um treinamento com os funcionários dos hospitais contratados sobre a utilização dos sistemas digitais de fluxo de pacientes. Isso permite o acesso ao histórico médico e aos exames realizados na rede pública. A pasta também faz o controle de tudo o que foi realizado, conforme estabelecido no edital.

Atendimento
De acordo com o planejamento da Secretaria de Saúde, enquanto os hospitais privados atendem a esses três tipos de cirurgias, os 11 hospitais da rede pública mantêm o ritmo de aproximadamente mil cirurgias mensais, entre as de emergência, judicializadas, as de maior complexidade e os casos de câncer. O objetivo é reduzir a fila de espera formada durante o período mais grave da covid-19, quando as cirurgias eletivas foram suspensas.

Enquanto isso, iniciativas como o novo contrato regular de manutenção vai permitir a melhoria das condições de atendimento, como no caso da UTI do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que já iniciou o processo de reforma. O foco é ampliar a produção cirúrgica da própria rede pública.


Novembro Roxo conscientiza sobre cuidados e prevenção da prematuridade
No Brasil, 340 mil bebês nascem prematuros todo ano, número que equivale a pelo menos 930 nascimentos por dia, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Para conscientizar a população sobre os cuidados e a prevenção da prematuridade, o tema da campanha Novembro Roxo deste ano é: Garanta o contato pele a pele com os pais desde o momento do nascimento.

“A prematuridade é uma questão de saúde pública e pode oferecer alguns riscos à saúde do recém-nascido. Por isso, exige uma série de cuidados multidisciplinares”, explica Priscila Naves Domingues, referência técnica distrital (RTD) colaboradora de neonatologia.

A RTD enfatiza que somente o acompanhamento pré-natal pode prevenir, diagnosticar e tratar precocemente doenças, a fim de manter a integridade das condições de saúde da mãe e do bebê, além de planejar o nascimento e os cuidados que o bebê poderá necessitar ao nascer.

De janeiro a outubro deste ano, ocorreram 4.971 partos de prematuros em todo o Distrito Federal | Fotos: Tony Winston.

“É importante dizer que a sobrevida dos prematuros depende das condições de pré-natal e nascimento, e das complicações que eles podem apresentar após o nascimento. O parto prematuro pode acontecer devido a diversas causas, as mais comuns estão relacionadas com a saúde da gestante, como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e infecções maternas”, informa Priscila.
“A prematuridade é uma questão de saúde pública e pode oferecer alguns riscos à saúde do recém-nascido. Por isso, exige uma série de cuidados multidisciplinares”Priscila Naves Domingues, referência técnica distrital (RTD) colaboradora de neonatologia

O bebê é considerado prematuro quando nasce antes das 37 semanas de gestação. De acordo com a médica, os cuidados aos prematuros devem ocorrer não só durante o período neonatal, quando normalmente o bebês precisam ficar internados para que possam receber o suporte necessário, mas também ao longo de toda a infância, uma vez que apresentam particularidades sobre o crescimento, desenvolvimento e possíveis comorbidades relacionadas à prematuridade.

A campanha Novembro Roxo tem 17 de novembro como o Dia Mundial da Prematuridade. Segundo dados da Gerência de Informação e Análise de Situação de Saúde, vinculada à Diretoria de Vigilância Epidemiológica, de janeiro a outubro deste ano, ocorreram 4.971 partos de prematuros em todo o Distrito Federal. Em 2021, ao longo de todo o ano, foram 6.330 partos prematuros. E em 2020, um total de 6.469.

Campanha
O tema da campanha Novembro Roxo deste ano é ‘Garanta o contato pele a pele com os pais desde o momento do nascimento’

A pediatra e coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do DF, Miriam Santos, destaca que este mês é dedicado para focar nas ações de prevenção, discutir melhorias do pré-natal e do parto a fim de diminuir a prematuridade. Entretanto, quando a prematuridade ocorre, a criança e a família precisam ser acolhidas nas suas necessidades.

“Este ano, o foco da campanha Novembro Roxo é o contato pele a pele, um recurso de baixo custo, mas com grande efetividade na recuperação do bebê prematuro. E o melhor alimento para este bebê é o leite materno”, lembra.

Entretanto, às vezes, algumas mães precisam de ajuda para alimentar seus filhos. Por isso, a pediatra faz um apelo: “Se você está amamentando, seja uma doadora e ajude uma mãe de prematuro. Dê a ela a oportunidade de ir para casa com seu bebê nos braços, salve vidas”.

Para se tornar doadora de leite humano, basta ligar para o telefone 160, opção 4, ou acessar o site Amamenta Brasília e se inscrever. Depois disso, as equipes do Banco de Leite Humano entrarão em contato para agendar a visita do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

Atendimento
Todas as gestantes devem iniciar o pré-natal assim que descobrem a gravidez, na unidade básica de saúde de referência. Para saber qual é a sua UBS, basta clicar aqui. Gestações de alto risco são encaminhadas para acompanhamento pré-natal no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).


População recebe orientações de combate ao diabetes 
Nesta quarta-feira (9) quem se consultou no Hospital Regional do Gama (HRG) ou passou pela Praça do Relógio, em Taguatinga, teve a oportunidade de participar de uma ação de saúde focada na prevenção e tratamento do diabetes, que tem o dia 14 de novembro como dia mundial de combate à doença.

As pessoas puderam aferir a pressão, receber orientação sobre a doença e hábitos de vida saudável, além de medição de glicemia. “O simples ato de aferir a pressão arterial e medir a glicemia, além de receber orientações de como ter uma alimentação mais saudável pode prevenir o diabetes, que é uma doença silenciosa e que pode contribuir para infartos, acidente vascular cerebral (AVC) e invalidez por conta de amputações de membros”, explica o diretor do HRG, Uadson Barreto.

A população pôde aferir a pressão, receber orientação sobre o diabetes e hábitos de vida saudável, além de medição de glicemia | Fotos: Sandro Araújo

De acordo com o médico, o diagnóstico precoce do diabetes, em exames regulares de rotina, é a melhor maneira de tratar a doença e evitar complicações como descompensação das taxas, problemas de visão, feridas e até uma evolução para o pé diabético. “Por isso, ações assim são tão importantes, pois já diagnosticamos pessoas com diabetes e que desconheciam a existência da doença e encaminhamos para o tratamento”, afirma.

Quem participava da ação no HRG podia comer uma fruta e experimentar um pedaço de bolo de banana saudável, sem açúcar. A receita foi entregue para quem quisesse fazer em casa. Muitos pacientes gostaram da abordagem da equipe para tratar sobre a doença.

Maria do Carmo Garcia diz: “Essa ação é excelente para conscientizar as pessoas sobre uma doença tão silenciosa”

Maria do Carmo Garcia, 65 anos, é pré-diabética e está realizando exames para verificar a necessidade de tomar medicamentos. “Essa ação é excelente para conscientizar as pessoas sobre uma doença tão silenciosa. Eu nem desconfiava que pudesse estar pré-diabética”, conta.

De acordo com a enfermeira coordenadora do Ambulatório de Pé Diabético e Endocrinologia da Policlínica do Gama, Keyla Maria Barbosa, muitos pacientes não colaboram com o tratamento. “Isso é muito complicado. Temos alguns com pé diabético que não vão fazer os curativos nas datas certas ou não cuidam das feridas, outros não tomam os medicamentos”, revela.

Ação em Taguatinga
A ação na Praça do Relógio teve a participação de residentes do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), internos da Universidade Católica de Brasília e os servidores que atuam na unidade do HRT. No local, 90 pessoas foram testadas e orientadas.

O ambulatório de Endocrinologia do HRT realiza o atendimento dos pacientes com situação mais complexa. O encaminhamento é feito pelo Sistema de Regulação (SISREG) de vagas. No entanto, todas as unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal fazem o acompanhamento diário com grupos de trabalho para orientação e cuidado. Nesses locais, dependendo do diagnóstico médico, o programa nacional de assistência ao diabético tem medicamentos específicos, e é garantida toda a assistência na UBS para entrega dos insumos – tiras reagentes, lancetas, agulhas para canetas ou seringas.

A médica Patrícia Souza, Referência Técnica de Assistência de endocrinologia do HRT, ressalta a ação extramuros da unidade que é realizada anualmente na segunda semana de novembro. “Este é um momento de mostrar que a saúde vai além do consultório, mesmo que seja o ambulatório do hospital. Realizamos as ações articuladas e aproveitamos ainda para capacitar o olhar do residente fora do consultório”, afirma.

No balanço final, das 90 pessoas, algumas apresentaram alteração nos exames e foram orientadas a procurar a UBS de referência. “Nós reforçamos que busquem a unidade básica de saúde para exames de rotina. Se você sente sonolência, às vezes uma fome descontrolada ou até mesmo está engordando ou emagrecendo sem motivo, busque a UBS para orientação”, ressalta a médica.

Novembro Azul

Novembro também é azul para lembrar a importância de combater o diabetes. No próximo dia 14, é celebrado o dia de conscientização global contra essa doença que é uma das que mais matam no Brasil. Foram 214 mil mortes de pessoas entre 20 e 79 anos em 2021, com foco no diabetes mellitus. A data mundial vem alertar sobre a doença que no Brasil, já acomete 9,14% da população com mais de 18 anos.


Cerca de 60 mil adolescentes não tomaram 2ª dose da vacina contra covid
No Distrito Federal, cerca de 60 mil adolescentes – com idade entre 12 e 17 anos – tomaram somente a primeira dose da vacina contra a covid-19. Segundo a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, esse dado é preocupante. “Esse calendário vacinal não está completo. Isso significa dizer que eles não estão imunoprevenidos e que podem ser suscetíveis a adquirir o vírus”, explica. “Quando se tem vírus circulando e uma população com uma baixa cobertura, permitimos que haja mutação e o surgimento de novas cepas, de novas variantes”, complementa.

“Vamos conseguir diminuir a circulação porque nós vamos ter a população prevenida, protegida, imunizada”, comentou Lucilene Florêncio, secretária de Saúde do DF.

Até segunda-feira (7), 86,2% da população acima dos 3 anos de idade já havia recebido a primeira dose. A cobertura também está acima de 80% para a segunda dose: 82,5%. Porém, só 54,4% dos adolescentes voltaram para receber o primeiro reforço. E a segunda dose de reforço foi aplicada em 37,5% desse público-alvo.

O foco da Secretaria de Saúde é levar os imunizantes para quem ainda não tomou nem a primeira dose e completar o ciclo vacinal de quem está atrasado. Para isso, são mais de 90 unidades básicas de saúde (UBS) com salas de vacina abastecidas com imunizantes contra a covid-19, além de ações extramuros, como o Carro da Vacina e a campanha montada nesse domingo (6) no Eixão Sul.

Mais atividades fora das unidades de saúde estão ocorrendo, com foco nas escolas. “Vamos conseguir diminuir a circulação porque nós vamos ter a população prevenida, protegida, imunizada”, defende Lucilene Florêncio.
“O GDF tem todo o interesse em baixar a faixa etária para vacinar. A questão, não só no DF, mas em todo o Brasil, é que a Política Nacional de Imunização é do Ministério da Saúde, que se baseia na Cetai”Divino Valero, subsecretário de Vigilância à Saúde

Ampliação da campanha
Hoje, conforme as orientações da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (Cetai), a primeira dose de reforço é indicada para quem tem mais de 12 anos, enquanto o segundo reforço é restrito para os de 40 anos ou mais.

No DF, a Secretaria de Saúde até chegou a reduzir, temporariamente, a faixa etária do segundo reforço para 35 anos, mas recuou porque depende do envio de doses pelo Ministério da Saúde. “Quando o ministério faz a recomendação que tecnicamente não seria viável para um público-alvo, ele automaticamente não manda essas doses”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde do DF, Divino Valero.

A Secretaria de Saúde também aguarda orientações federais a respeito da vacinação de crianças de 3 e 4 anos. “O GDF tem todo o interesse em baixar a faixa etária para vacinar. A questão, não só no DF, mas em todo o Brasil, é que a Política Nacional de Imunização é do Ministério da Saúde, que se baseia na Cetai”, esclarece o subsecretário.

Apenas 54,4% dos adolescentes voltaram para receber o primeiro reforço. E a segunda dose de reforço foi aplicada em 37,5% desse público-alvo | Foto: Tony Oliveira.

Atualmente, há cerca de 40 mil doses disponíveis, entre os estoques das unidades de saúde e da Rede de Frio Central. Novas remessas já foram solicitadas. “Tão logo essas doses cheguem ao DF, nós temos toda uma infraestrutura de logística para atender a população”, completa Divino Valero.

Segurança
O subsecretário lembra ainda que as notas técnicas da Cetai consideram vários aspectos, como o cenário epidemiológico e a segurança para a população. “É um conselho multidisciplinar e multi-institucional, onde também estão a Sociedade Brasileira de Pediatria, a Sociedade Brasileira de Infectologia, técnicos do Ministério da Saúde e da Fiocruz, que determina um estudo científico, de evidência científica, de segurança da vacina”, ressalta.

A Câmara Técnica, criada em agosto de 2021 pela Portaria GM/MS Nº 1.841, também conta com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde.

Testagem
Nesta quarta-feira (9), o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde mostrou que a taxa de transmissão, o chamado índice RT, está em 1,29. Isso significa que 100 pessoas com covid-19 contaminam outras 129. O número de novos casos ainda é pequeno: foram 223 registros entre os dias 8 e 9, porém os números indicam uma aceleração da doença.

De acordo com a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, a primeira medida a ser tomada para enfrentar esse aumento no número de casos é ressaltar a importância da testagem. O DF conta com 280 mil testes no estoque e as UBSs, unidades de pronto atendimento (UPA) e hospitais estão com equipes preparadas para testar pacientes sintomáticos. “A população que está com sintoma gripal deve procurar nossas unidades básicas de saúde para fazer o teste, e assim nós vamos ter a população protegida”, indica.

A secretária de saúde destaca ainda a importância da testagem para a detecção de novas variantes do coronavírus no Distrito Federal. “Quanto mais pessoas nós testamos, nós podemos fazer o sequenciamento genômico, sendo possível o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) verificar se há a nova variante circulando”, detalha.


Novos equipamentos nas UBSs ajudarão a fortalecer cuidado com idosos
Mais de 12,5 mil itens, como caneleiras, halteres, arcos, camas elásticas, colchonetes e molas para fortalecer a saúde do idoso. Os equipamentos foram adquiridos pela Secretaria de Saúde e serão distribuídos por 60 unidades básicas de saúde (UBSs) até o final de janeiro. O material vai ser utilizado na implantação de circuitos para a promoção do envelhecimento ativo. Para essa aquisição, foram investidos R$ 421.044,00.
“Queremos promover um envelhecimento ativo e evitar quedas na população idosa com fortalecimento e ampliação dos vínculos sociais”Fernando Erick Damasceno, coordenador da Atenção Primária à Saúde

Serão oferecidas atividades para fortalecimento muscular, equilíbrio, estimulação cognitiva e a interação social. “É uma ação para amparar os idosos em situação de fragilidade e ainda para ampliar o rastreio desse grupo”, explica o coordenador da Atenção Primária à Saúde, Fernando Erick Damasceno. “Queremos promover um envelhecimento ativo e evitar quedas na população idosa com fortalecimento e ampliação dos vínculos sociais.”

O atendimento a idosos deverá ter início em fevereiro de 2023 e a meta é, em um ano, promover o atendimento de 4,8 mil idosos frágeis. O circuito é feito em grupo de 20 idosos com duração de três meses, frequência semanal e duração de 90 minutos.

Atividades fortalecem o vínculo entre os idosos, que se fortalecem garantindo qualidade de vida | Foto: Divulgação/SES

Para a gerente da Apoio à Saúde da Família, Ângela Sacramento, a população idosa se caracteriza com uma maior vulnerabilidade funcional. “Por ser a com maior risco para o covid-19, o isolamento prolongado interferiu na execução e em habilidades para realizar algumas atividades.”
“A nossa população está envelhecendo e o cuidado com idoso a cada dia é mais importante e necessário”Núbia dos Passos, fisioterapeuta da UBS 2 de Taguatinga

Capacitação
Para a implantação do projeto, será desenvolvido o curso de capacitação para os profissionais da Atenção Primária à Saúde. A previsão é fazer em dezembro o treinamento de 150 servidores do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, que reúne terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas, serviço social, psicólogos, fonoaudiólogos e farmacêuticos.

“É a instrumentalização das equipes dos NASF para a implantação do circuito e do desenvolvimento de materiais técnicos e pedagógicos para a educação em saúde”, orienta Sacramento.

A fisioterapeuta Núbia dos Passos, da UBS 2 de Taguatinga, é uma das inscritas para participar da turma. “A nossa população está envelhecendo e o cuidado com idoso a cada dia é mais importante e necessário”.

Serviço
Para participar, é necessária a indicação da equipe de saúde da família. Com o treinamento, os profissionais vão avaliar a situação do idoso que faz o acompanhamento na UBS para encaminhar a uma equipe NASF, que desenvolverá o projeto.

De janeiro a outubro deste ano foram 464.509 atendimentos individuais da população acima dos 40 anos nas unidades básicas de saúde.


Fake news e HPV são temas de debate com estudantes em Ceilândia
Já faz um bom tempo que a expressão fake news – notícias falsas – caiu na boca do povo e no inconsciente popular, impactando de forma direta milhares de pessoas. Infelizmente, de forma negativa. O assunto agora chegou nas salas de aula de uma escola em Ceilândia. Intitulado, “Conhecimento é vacina para a desinformação”, o projeto dos jornalistas Gracielly Bittencourt e Edgard Matsuki ensina estudantes do Centro de Ensino Médio (CEM) 2, em Ceilândia, a lidar com o tema tão em voga nas redes sociais e no cotidiano. A iniciativa nasceu após a repórter da TV Brasil fazer intercâmbio nos Estados Unidos sobre o assunto.

O jornalista Edgard Matsuki, parceiro no projeto com a colega Gracielly Bittencourt, diz que é muito importante ajudar as novas gerações a terem consciência em relação ao assunto que ele considera muito sério | Fotos: Lúcio Bernardo Jr.

“Desde 2017 venho estudando desinformação e, após esse intercâmbio, achei que precisava devolver à comunidade um pouco do que a gente aprendeu. Tive a ideia do projeto e resolvi tirar do papel, falar um pouco para os jovens”, conta Gracielly. “Resolvi como jornalista, que lida com informação o tempo inteiro e não podemos ignorar a desinformação que está acontecendo no mundo”, lamenta a jornalista, que fez a viagem aos EUA com outros quatro colegas de profissão.

Gracielly Bittencourt, que fez intercâmbio nos EUA e estuda “desinformação” desde 2017, diz que o objetivo da experiência é discutir e checar informações tendo como assunto a vacina contra o HPV

Piloto e inédita, a experiência tem como objetivo discutir e checar informações tendo como assunto a vacina contra o HPV. A meta do Ministério da Saúde é de que, pelo menos, 80% dos adolescentes sejam vacinados para prevenir o câncer do colo de útero, mas não tem atingido nem 40%. De acordo com a jornalista Gracielly Bittencourt, uma das barreiras para o aumento da cobertura vacinal é a desinformação. O projeto é financiado pelo Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Professora de Filosofia do CEM 2 de Ceilândia, Mayara Franca levou o tema fake news, que estudou em seu mestrado, para debater com os alunos do 2º ano

“A desinformação é um problema hoje em todas as democracias do mundo e, quando a gente fala de saúde, uma notícia falsa, distorcida, pode causar um prejuízo muito sério para a vida das pessoas”, chama atenção Gracielly, que resolveu unir forças com a professora de Filosofia do CEM 02 de Ceilândia, Mayara Franca. “Queria uma escola que já estivesse em sintonia com o tema, foi quando conheci a professora Mayara, que tinha um projeto de combate à desinformação dentro de sua disciplina”, conta.

São dois dias de palestras e aulas teóricas realizadas na sala de computação com quase 30 alunos do segundo ano do ensino médio. Na tarde desta terça-feira (8), o assunto fake news foi discutido com o fundador do site Boatos.org, Edgard Matsuki. Na quarta (9), também na parte da tarde, a biomédica e pesquisadora da Fiocruz Kathlen Rodrigues fala sobre a vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) e tira dúvidas dos alunos.

Vice-diretora do CEM 2, Sofia Cotrim considera a parceria importante: “São temas atuais que vão ajudar para que os meninos tenham mais habilidade em identificar essas situações, a escola é o ambiente ideal”

“O tema fake news foi abordado no meu mestrado, centrado nessa questão da imagem, da desinformação entre grupos extremistas com ideias mais radicais, tem tudo a ver com o que debatemos no 2º ano com os meninos, exemplifiquei as teorias filosóficas sobre o assunto”, comenta a professora de Filosofia Mayara Franca. “Considero essa parceria bastante importante, positiva, são temas atuais que vão ajudar para que os meninos tenham mais habilidade em identificar essas situações, a escola é o ambiente ideal”, agradece a vice-diretora do CEM 02, Sofia Cotrim.

Millene de Moraes, que pretende cursar psicologia, considera importante debater o tema da fake news sob a ótica da futura profissão

Aos 16 anos, Millene Alves de Moraes é estudante do 2º ano do ensino médio do CEM 02. Pensa em cursar psicologia na faculdade e acha importante debater o tema da fake news sob a ótica da futura profissão. Foi uma das primeiras alunas a participar com perguntas. “A idade em que estamos hoje é primordial para aprendermos coisas novas e a informação é algo que faz parte do nosso dia e é importante sabermos a fonte das notícias, como funciona todo esse processo que envolve a fake news”, avalia a estudante.

Editor do site Boatos.org e parceiro da repórter Gracielly Bittencourt no projeto, o jornalista Edgard Matsuki acredita que o projeto é importante porque ajuda as novas gerações a terem consciência em relação ao assunto que ele considera muito sério. “Sempre defendi que a educação é um dos principais caminhos para gente evitar a disseminação da informação na internet e acredito que muito disso está nas mãos das gerações futuras, crianças e adolescentes que logo irão para cargos de comando e também serão a maioria da população”, diz. “Trabalhar com adolescentes sobre a importância das fake news e ensinar métodos de checagem de informação é algo muito importante, uma ferramenta para lutar contra a desinformação”, completa.


Novembro Azul destaca cuidado com a saúde masculina
“Eu só venho se for para tomar vacina ou se estiver doente”. A frase do contador Tiago Cerbele revela uma falta de cuidado ainda presente na vida dos homens adultos. Aos 37 anos, ele nunca fez o acompanhamento necessário após uma cirurgia bariátrica, não se submete a um exame de sangue desde 2019 e vive na tentativa de driblar as dores das pedras nos rins. “Só vou ao hospital quando ataca”, relata.

O contador Tiago Cerbele admite: “Eu só venho [a uma unidade de saúde] se for para tomar vacina ou se estiver doente” | Foto: Divulgação/Agência Saúde

O morador da Asa Norte faz o relato dentro de uma unidade básica de saúde (UBS), enquanto aguarda uma consulta da esposa. A fala reflete os números da Secretaria de Saúde (SES): de 1,6 milhão de consultas realizadas entre janeiro e outubro nas 174 UBSs do Distrito Federal, só 33,5% foram para atender homens.

O índice cai para 27,5% quando se refere aos procedimentos de avaliação antropométrica (peso e altura) e aferição da pressão arterial. Os dados são relativos às pessoas com pelo menos 19 anos, o que reitera outra situação relatada por Tiago Cerbele: “Do meu filho, eu cuido. É de madrugada, é a hora que for preciso. Só não cuido de mim”.
“Os homens procuram menos a prevenção. Geralmente só buscam os hospitais quando as doenças já se instalaram”Álvaro Canuto, médico urologista, referência técnica distrital (RTD) da área na Secretaria de Saúde

É para alertar homens como Tiago que a campanha Novembro Azul foi criada. O objetivo agora vai além do cuidado com o câncer de próstata; alerta para a saúde masculina de maneira integral. “Os homens procuram menos a prevenção. Geralmente só buscam os hospitais quando as doenças já se instalaram”, afirma o médico urologista Álvaro Canuto, referência técnica distrital (RTD) da área na Secretaria de Saúde.

O médico explica que a campanha Novembro Azul tem sido bem-sucedida, registrando um aumento do número de homens em busca de prevenção contra o câncer de próstata, o mais comum no Brasil e o segundo em termos de letalidade, com 15.983 óbitos registrados no país em 2019, segundo o Ministério da Saúde.

O consultório do urologista, muitas vezes, acaba sendo o primeiro contato desse público com um profissional de saúde em muitos anos. “Torna possível ao urologista cuidar de toda a saúde do homem”, afirma Canuto.

Não é necessário, contudo, ir direto a esse profissional. O subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Maurício Fiorenza, explica que a rede de UBSs está preparada para oferecer diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos homens em várias áreas, como saúde reprodutiva e mental.

“Lá, o homem vai ser acolhido por um profissional de saúde que vai fazer uma avaliação”, acrescenta. Se necessário, o paciente é encaminhado a centros especializados de saúde, onde podem ser tratadas doenças também comuns entre o público masculino, como diabetes e hipertensão.

Tanto na zona urbana quanto nas rurais, o DF é dividido em áreas de responsabilidade de cada UBS. É possível saber qual a sua unidade de referência a partir do seu CEP, no site Busca Saúde DF.

Programação
Ao longo do mês, unidades de saúde das regiões oeste, sul e norte estarão decoradas e realizarão ações que vão de palestras a distribuição de preservativos. Entre as atividades, destacam-se ainda bate-papo, testagem de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), oferta de exames e palestras sobre vários temas relacionados à saúde. Práticas integrativas de saúde serão oferecidas nesta quinta (9) e nos dias 16, 23 e 30, ao longo do expediente das unidades.

Confira, abaixo, as demais atividades programadas para este mês.

Hoje 12 de novembro
Palestra sobre saúde do homem
Local: Fazenda Macaxeira (equipe da UBS 15 de Planaltina)
Endereço: Núcleo Rural Rio Preto
Horário: 8h às 12h

16, 23 e 30 de novembro
Práticas integrativas em Saúde
Local: UBS 3 Ceilândia
Endereço: QNM 15 – Área Especial
Horário: 8h às 12h

16 de novembro
Bate-papo, testagem IST e solicitação de exames
Local: UBS 2 Gama
Endereço: AE 11, St. Sul Quadra 11
Horário: 14h

17 de novembro
Aconselhamento, testes e solicitação de exames
Local: GSAP 1 Gama
Endereço:Q 6, A/E, Setor Sul
Horário: 9h às 11h e 15h às 17h

17 de novembro
Palestras e coleta de PSA
Local: Centro Eduacional Taquara – Planaltina
Endereço: Caixa Postal Comunitária rodovia DF-410, km 8, Núcleo Rural Taquara (acesso pela BR-020, a 10km de Planaltina)
Horário: 19h

18 de novembro
Aconselhamento, testes e solicitação de exames
Local:UBS 11 Gama
Endereço: EQ 12/16, AE, Setor Oeste
Horário: 8h às 18h

19 de novembro
Bate papo, acupuntura e bingo
Local: UBS 5 Sobradinho – Basevi
Endereço: Área Especial 01, Lote 01, Associação de Moradores, Vila Basevi
Horário: 8h às 12h

19 de novembro
Palestra sobre saúde do homem
Local: Fazenda Sabugi (equipe da UBS 15 de Planaltina)
Endereço: Núcleo Rural Rio Preto
Horário: 8h às 12h

21 de novembro
Palestra sobre diabetes
Local: UBS 7 Ceilândia
Endereço: QNO 10 Área Especial D, E
Hoário: 8h

23 de novembro
Palestra sobre autocuidado
Local: UBS 17 Ceilândia
Endereço: EQNP 16 /20 – Área Especial E, F
Horário: 9h

23 de novembro
Palestras e prevenção do câncer bucal
Local: UBS 1 Santa Maria
Endereço: QR 207/307 Conjunto T
Horário: 8h

23 de novembro
Bate-papo sobre autocuidado, solicitação de exames e testes de ISTs
Local: UBS 1 Ceilandia
Endereço: QNP 7/11 Área Especial.
Horário: 8h

24 de novembro
Palestra sobre câncer de próstata
Local: UBS 11 Ceilândia
Endereço: QNO 17/18 Área Especial 1
Horário: 14h

25 de novembro
Tai Chi Chuan, palestras, atendimento, testagem e auriculoterapia
Local: UBS 7 Santa Maria
Endereço: Av. Brigadeiro Pinto de Moura, S/N, Área Especial, Santos Dumont
Horário: 8h às 16h30

26 de novembro
Palestra sobre saúde do homem
Local: Vila Coperbrás (equipe da UBS 15 de Planaltina)
Endereço: Núcleo Rural Rio Preto
Horário: 8h às 12h

29 de novembro
Palestra sobre HIV, sífilis e hepatite
Local: UBS 15 Ceilândia
Endereço: QNR 2 – Área Especial 12
Horário: 9h


A segurança do paciente na Saúde Pública foi pauta de debate no HBDF
Nesta quinta-feira (10), o IgesDF realizou o simpósio “A Segurança do Paciente na Saúde Pública”. O objetivo foi promover a adaptação e inserir cada vez mais os colaboradores no contexto organizacional do instituto, com conhecimentos específicos sobre a temática do encontro.

O gerente geral de Assistência do IgesDF, Bruno Sarmento, ressaltou a necessidade de aprimoramento constante dos colaboradores, o que se reflete em melhorias para os pacientes e para o instituto. “Precisamos sempre avaliar se estamos oferecendo o nosso melhor, pensando no paciente e na credibilidade de nossa instituição”, afirmou.

Em seguida, a gerente da Qualidade, Marina Monteiro Rocha, destacou a importância do papel da gestão da Qualidade. “A Qualidade é o envolvimento pleno de toda a organização com ênfase na participação e comprometimento dos profissionais. Por meio da gestão da Qualidade, é possível utilizar os cuidados globais com a saúde, inclusive na área administrativa, visando planejar, organizar e desenvolver ações para tornar o ambiente hospitalar e clínico mais sustentável e também confiável”, detalhou.

Ao longo do encontro, as palestras abordaram quatro principais temas: Impacto da notificação de incidentes e segunda vítima; Inovação em saúde aplicada em segurança do paciente: teleconsultas de equipe multiprofissional em pneumologia; Desafios da segurança do paciente em tempos de pandemia; e Direito do paciente x judicialização.

O encontro foi organizado pela Gerência da Qualidade do IgesDF e reuniu dezenas de colaboradores no auditório do Hospital de Base. O simpósio teve transmissão ao vivo para todas as unidades do IgesDF.


Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez: HBDF é referência para exames audiológicos
Celebrado nesta quarta-feira, 10, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, tem como objetivo destacar a importância da conscientização e prevenção de possíveis problemas relacionados à perda auditiva.

O Hospital de Base é referência no assunto. “Desde a década de 70, somos referência para realização de exames audiológicos, que são fundamentais para auxiliar a equipe médica na indicação do melhor tratamento, na identificação precoce de perdas auditivas, no acompanhamento de pessoas que tiveram perda auditiva induzida por ruído, no pronto atendimento aos casos de surdez súbita, dentre outros”, explica a chefe do Serviço de Fonoaudiologia o HBDF, Bartira Donato Amaral Pedrazzi.

O HBDF conta com estrutura e profissionais necessários para vários tipos de exames, como audiometria, imitanciometria, Processamento Auditivo Central (PAC), Emissão Otoacústica e Bera.

“Em relação à periodicidade dos exames, irá depender da causa, do tipo de perda auditiva, dos sintomas apresentados pelo paciente e do tratamento estabelecido pela equipe médica”, acrescenta Bartira Pedrazzi.

De acordo com a fonoaudióloga Julianna Carvalho, também do Hospital de Base, existem três tipos principais de perda auditiva: neurossensorial, condutiva e mista. Quando a perda auditiva é congênita, é necessário realizar um diagnóstico precoce. “Atualmente contamos, já na maternidade, com o teste da orelhinha, que é muito importante para detectar a questão da presença ou ausência de som. A partir daí, conseguimos definir o tratamento do paciente, a utilização de próteses auditivas ou implantes cocleares, dependendo do grau da perda, e fazer com que o bebê tenha mais possibilidade de acesso à linguagem e melhora do desempenho global”, destaca Julianna.

Por fim, as especialistas ressaltam a importância de garantir a saúde auditiva, monitorando o volume dos sons, evitando fones de ouvido e exposição a ambientes ruidosos por longo período de tempo, fazendo a limpeza correta dos ouvidos e, diante de qualquer sintoma auditivo, buscar avaliação médica imediata.

Foto: Alessandro Praciano.

“Vamos investir na rede toda, reforçar o que precisa reformar e construir novas unidades onde precisar. Também vamos realizar mais concursos públicos para fortalecer o quadro de pessoal”, prevê o governador. A ídeia de Ibaneis é fortalecer a rede pública para descentralizar a oferta dos serviços.

“Não tenho dúvida de que nossos servidores oferecemos o que há de melhor no Brasil e no mundo do ponto de vista da saúde”, afirma Ibaneis. Segundo ele, seu governo vai seguir investindo no SUS para garantir atendimento de qualidade e gratuito a todos. “Não quero privatizar nada na saúde. Estamos buscando transformar os nossos hospitais em novas unidades para receber melhor a população”, afirma o governador.

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