Projeto desenvolvido pela Alfa Sense em parceria com CPQD é premiado pela Petrobras

 

Um sistema combinando o conceito de Internet das Coisas (IoT) e sensoriamento fotônico de efeitos quânticos, com múltiplos sensores passivos, capaz de identificar e monitorar concentrações de metano e outros gases em plataformas offshore, estações de processamento de gás e refinarias de petróleo – com aplicação em diversos setores, como mineração e aterros sanitários. Esse é o foco de um projeto inovador desenvolvido pela parceria entre a Deep Tech Alfa Sense em conjunto com os pesquisadores do LSMO (Laboratório de Sensoriamento e Monitoramento Óptico) do CPQD, selecionado pela Petrobras em seu programa “conexões para inovação”, que acaba de ser reconhecido com o Prêmio Inventor Petrobras 2024, anunciado durante evento realizado no dia 29 de abril, no Rio de Janeiro.

A invenção, que gerou um pedido de patente no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) com depósito internacional simultaneamente, consiste em um sistema e método para monitoração óptica passiva da concentração de diversos gases – especialmente o metano – de forma distribuída e com medições de vários outros parâmetros. O objetivo é identificar em tempo real emissões fugitivas de metano (ou outros gases) e localizar de forma precisa sua origem, evitando que possam comprometer a segurança, a preservação do meio ambiente e a eficiência energética dos processos. 

“A tecnologia desenvolvida é inédita no mundo, intrinsecamente segura e com grande impacto positivo em diversos setores produtivos, permitindo pela primeira vez a identificação precisa através da luz de moléculas de metano e outros gases, nos primeiros estágios de uma emissão fugitiva, mesmo em cenários ultra complexos e desafiadores como em plataformas offshore, permitindo o monitoramento de milhares de pontos de interesse de forma 100% automática e à prova de erros”, descreve Victor Diago, CTO da Alfa Sense.

“Emissões fugitivas são vazamentos em equipamentos que, em sistemas de transporte de gás natural, são compostas principalmente de metano, um dos gases que contribuem para o efeito estufa e a intensificação das mudanças climáticas”, explica Rivael Strobel Penze, pesquisador do CPQD que participou desse projeto. Além disso, o metano é explosivo – o que tem impacto na segurança de pessoas e instalações – e suas emissões representam um desperdício de gás natural, reduzindo a eficiência da produção.

O sistema desenvolvido consiste no uso de sensores, dispositivos e uma infraestrutura de rede óptica para coletar e transmitir dados de forma passiva (captados em forma de pulso de luz) que permitem medir a concentração dos gases, em vários pontos. “O medidor possibilita o envio para a nuvem dos dados mensurados, bem como informações de localização. Com isso, é possível visualizar a concentração de metano em tempo real, o que permite ações rápidas em caso de eventuais riscos de acidentes”, afirma Penze.

“A adoção desta tecnologia inovadora e 100% nacional contribuirá para que a PETROBRAS e o Brasil, estejam na vanguarda tecnológica em ESG como referências mundiais, atingindo seus objetivos ambientais em direção a um cenário de emissão zero de carbono.”, conclui Diago.

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