O deputado distrital Rogério Morro da Cruz utilizou a tribuna da Câmara Legislativa, nesta quarta-feira (25), em um pronunciamento alinhado aos interesses da presidente do PL-DF, Bia Kicis, em um gesto interpretado como enfrentamento direto ao governador Ibaneis Rocha (MDB) na disputa por uma vaga no Senado.
Ao adotar um discurso convergente com o projeto político de Bia Kicis — que também colocou seu nome na corrida ao Senado —, Rogério passou a atuar como peça importante na estratégia da parlamentar, que busca tensionar a base de apoio do Palácio do Buriti.
A articulação teria contado com o incentivo de Thiago Manzone e da própria Bia, levando o distrital a assumir posição delicada, apesar de ser considerado um dos parlamentares com boa interlocução junto ao governador Ibaneis Rocha, acumulando indicações e participação em obras nas administrações regionais de São Sebastião e Jardim Botânico.
Ainda assim, o deputado optou por se posicionar de forma crítica ao governo que, nos últimos anos, direcionou investimentos relevantes à sua principal base eleitoral.
Nesse período, foram entregues escolas, unidades de saúde, pavimentação de vias, construção de calçadas, além de iniciativas voltadas à regularização fundiária, mobilidade urbana e ampliação habitacional.
No ambiente político, mudanças de posicionamento não são incomuns. Contudo, esse tipo de movimento costuma deixar marcas e pode influenciar a trajetória futura de quem o protagoniza.
Ao se alinhar a Bia Kicis, Rogério Morro da Cruz também se associa a um projeto político que, segundo críticos, não teria destinado recursos significativos para São Sebastião durante o mandato federal da parlamentar.
Em política, confiança é ativo essencial. Quando abalada, sua reconstrução se torna tarefa difícil e incerta.
Posturas vistas como desalinhadas ao grupo de origem podem levar ao enfraquecimento político e ao isolamento dentro do próprio campo de atuação.
Em síntese, Rogério Morro da Cruz, conhecido como “Porteirinho”, assume papel de destaque em uma estratégia eleitoral que pode redefinir seu espaço no cenário político local.
O episódio reforça que a política exige cálculo, estratégia e leitura precisa de cenário — não sendo terreno favorável para movimentos impensados.
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