Alterações persistentes podem indicar tumores cerebrais

Maio Cinza reforça importância do diagnóstico precoce e da investigação de alterações persistentes

Alterações na fala, na visão, no equilíbrio e na memória podem estar associadas a lesões que atingem o cérebro e comprometem funções importantes do organismo. Embora esse tipo de câncer não esteja entre os mais frequentes, alguns tumores apresentam crescimento agressivo e exigem tratamento rápido e acompanhamento especializado.

“Os casos variam muito em comportamento, localização e velocidade de crescimento. Em muitos pacientes, as alterações aparecem de forma gradual e acabam sendo negligenciadas, o que pode atrasar o diagnóstico”, explica o coordenador da Oncologia do Hospital Anchieta Ceilândia e médico do Anchieta Unique, Marcelo Uchôa.

Crises convulsivas, perda de força, dificuldades na fala, alterações visuais, mudanças de comportamento e dores persistentes fora do padrão habitual estão entre os principais sinais de atenção. A investigação se torna ainda mais importante quando essas manifestações pioram progressivamente ou aparecem associadas a vômitos e perda de equilíbrio.

A dor de cabeça, isoladamente, costuma estar relacionada a condições mais comuns. No entanto, merece investigação quando muda de padrão, piora progressivamente, desperta o paciente durante a noite ou surge acompanhada de outros sintomas neurológicos.

Coordenador da Oncologia do Hospital Anchieta Ceilândia e médico do Anchieta Unique, Marcelo Uchôa (Foto: Divulgação)

Diagnóstico e tratamento

As lesões podem ser benignas ou malignas. Algumas apresentam crescimento lento, enquanto outras evoluem de forma mais agressiva e exigem tratamento intensivo. Mesmo nos casos benignos, a localização pode provocar impactos importantes ao comprometer áreas responsáveis por funções essenciais do cérebro.

O diagnóstico geralmente envolve avaliação clínica, exames de imagem — principalmente a ressonância magnética do crânio — e, em muitos casos, cirurgia ou biópsia para confirmação do tipo da lesão.

O tratamento varia conforme o tamanho, a localização e as características do tumor, podendo incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias-alvo e acompanhamento multiprofissional.

“Hoje conseguimos oferecer tratamentos mais precisos e individualizados, com maior foco na preservação da qualidade de vida dos pacientes. Quanto mais cedo a investigação acontece, maiores também são as possibilidades de controle da doença e de definição do tratamento mais adequado”, afirma Marcelo Uchôa.

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