Defesa de Marco Aurélio Buzzi afirma que provas afastam acusações em procedimento no CNJ

 A defesa do ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, afirmou que a instrução probatória realizada no procedimento disciplinar em curso no Conselho Nacional de Justiça reforça a inocência do magistrado em relação às acusações apresentadas contra ele


Em manifestação pública, os advogados sustentam que a prova oral colhida em audiência, somada a elementos técnicos produzidos no processo, afastaria as imputações feitas ao ministro. Segundo a defesa, os depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras, laudo pericial médico e perícia realizada no local indicariam que o episódio atribuído a Buzzi na Praia do Estaleiro, em Santa Catarina, “simplesmente não ocorreu”.

Ainda de acordo com a defesa, os elementos reunidos no procedimento também enfraqueceriam as alegações relacionadas ao ambiente de trabalho. Os advogados afirmam que a instrução teria demonstrado a inexistência de condições para que o ministro e a servidora se encontrassem a sós no gabinete nos horários e circunstâncias descritos.

A defesa também destacou que as testemunhas ouvidas no processo disseram não ter presenciado episódios de assédio ou comportamento inadequado, afirmando ter tomado conhecimento dos fatos apenas por relatos da própria servidora.

Na manifestação, os advogados afirmam respeitar a decisão das denunciantes de não prestarem depoimento em audiência, ressaltando que essa possibilidade é prevista nas diretrizes do próprio CNJ para casos dessa natureza. Ao mesmo tempo, sustentam que a ausência dos depoimentos teria limitado o esclarecimento completo dos fatos.

A defesa declarou confiar na isenção da Comissão Processante e afirmou aguardar a conclusão do procedimento com a expectativa de que os elementos probatórios levem ao reconhecimento da inocência do ministro Marco Aurélio Buzzi.

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