A governadora do Distrito Federal e pré-candidata à reeleição, Celina Leão (PP), aparece à frente dos principais concorrentes em dois cenários testados pela pesquisa Exata OP, realizada entre os dias 1º e 3 de julho

Foto: Pedro Oliveira.
O levantamento mostra vantagem da chefe do Executivo local tanto na modalidade espontânea quanto na estimulada.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos pré-candidatos não são apresentados aos entrevistados, Celina lidera com 16,8% das intenções de voto. Em seguida aparece Leandro Grass (PT), com 8,4%. José Roberto Arruda (PSD) registra 5,6%, enquanto Ricardo Cappelli (PSB) tem 2,5% e Kiko Caputo (Novo), 1,2%.
O ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) também foi citado, com 1,1%, embora tenha desistido de disputar uma vaga ao Senado. Na sequência aparecem Izalci Lucas (PL), com 0,6%, Rafael Prudente (MDB), com 0,5%, e Samara Mineiro (UP), com 0,3%. Os indecisos somam 58,4%, enquanto 6,9% disseram que votariam em branco ou nulo.
No cenário estimulado, quando os nomes são apresentados aos eleitores, Celina também lidera, com 23,4%. Arruda aparece em segundo lugar, com 17,3%, seguido por Leandro Grass, que registra 15,8%. Ricardo Cappelli pontua com 6,4%, Izalci Lucas tem 5,1%, Reguffe (Solidariedade) aparece com 4,8%, Rafael Prudente soma 3,7% e Kiko Caputo, 2,4%. Paula Belmonte (PSDB) registra 1,9% e Samara Mineiro, 1%.
Nesse cenário, 8,1% dos entrevistados afirmaram estar indecisos, enquanto 10,2% declararam voto branco ou nulo.
Para o cientista político Paulo Melo, os números indicam que Celina entra na disputa com vantagem, mas ainda em um ambiente eleitoral em formação. “Celina aparece hoje como o nome mais competitivo dentro da corrida pelo GDF. Ela tem a visibilidade do cargo, a máquina administrativa e o recall de continuidade do governo Ibaneis. Mas a pesquisa também mostra um eleitorado ainda muito volátil, especialmente pelo alto percentual de indecisos na espontânea”, avaliou.
A desistência de Ibaneis Rocha de disputar o Senado também deve impactar a reorganização das forças políticas no Distrito Federal. O ex-governador confirmou a decisão na noite desta quarta-feira (8/7). “Quero descansar. Já cuidei de Brasília e agora quero cuidar de mim”, resumiu. Ibaneis viajou para a fazenda e informou que só deve retornar ao DF depois das convenções partidárias, que terminam em 5 de agosto.
Ibaneis comandou o GDF por dois mandatos, de 2019 até março de 2026, quando deixou o Palácio do Buriti dentro do prazo de desincompatibilização para disputar o Senado. Com a saída dele da disputa majoritária, aliados e partidos da base devem recalcular espaços na composição das chapas.
Segundo Paulo Melo, a decisão do ex-governador muda o peso das articulações internas e tende a aumentar a centralidade de Celina no campo governista. “A retirada de Ibaneis da disputa ao Senado abre uma nova etapa nas negociações. Ele continua sendo um ator político relevante, mas a ausência dele na urna muda a lógica da chapa e obriga os aliados a redesenhar o projeto eleitoral. Celina passa a concentrar ainda mais a responsabilidade de manter unida a base que governou Brasília nos últimos anos”, afirmou.
A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Em uma eventual disputa contra Leandro Grass, Celina venceria por 45,7% a 36%. Contra Arruda, a governadora também apareceria à frente, com 42,7% das intenções de voto, contra 34% do ex-governador.
No quesito rejeição, Arruda aparece com o maior índice: 39,3% dos entrevistados disseram que não votariam nele de maneira alguma. Celina registra 35,4% de rejeição.
Para Paulo Melo, a rejeição será um dos elementos decisivos na construção das estratégias eleitorais.
“A liderança de Celina é um dado importante, mas a rejeição também precisa ser observada com atenção. Em uma eleição competitiva, vencer não depende apenas de estar na frente, mas de conseguir ampliar apoios sem aumentar resistências. O desafio dela será transformar a vantagem inicial em maioria consolidada”, analisou.
O levantamento da Exata OP ouviu 1,5 mil eleitores e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código DF-02994/2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
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