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| Foto: Magnific |
Dermatologista alerta que doença vai além
da pele e pode comprometer articulações, saúde mental e qualidade de vida
Manchas avermelhadas, descamação e lesões
visíveis costumam despertar olhares e preconceitos. Apesar disso, a psoríase
não é contagiosa. Embora seja conhecida pelas alterações na pele, a doença
também pode atingir unhas, articulações e aumentar o risco de outras condições
de saúde.
Em agosto, mês de conscientização sobre a
psoríase, a campanha busca ampliar o conhecimento sobre a doença e reduzir o
estigma enfrentado por quem convive com ela. Estima-se que cerca de 2% da
população seja afetada pela condição.
Para o dermatologista especialista em
queimaduras e cicatrizes do Hospital Anchieta, Jonatha Cocchiarale Diniz,
combater a desinformação é tão importante quanto controlar as lesões provocadas
pela doença.
"A psoríase não é contagiosa.
Abraçar, apertar a mão ou conviver com uma pessoa que tem a doença não oferece
qualquer risco de transmissão. Infelizmente, o preconceito ainda faz muitos
pacientes se isolarem, quando o que eles realmente precisam é de diagnóstico,
tratamento e acolhimento", alerta.
Muito além das lesões
Apesar de os sinais na pele serem os mais
conhecidos, a doença também pode comprometer as unhas em cerca de 80% dos casos
e atingir as articulações em aproximadamente 30% dos pacientes. Além disso,
está associada ao aumento do risco de hipertensão, diabetes, obesidade e outras
doenças cardiovasculares e metabólicas.
O impacto não se restringe aos aspectos
físicos. Ansiedade, depressão e isolamento social também fazem parte da
realidade de muitos pacientes, principalmente em razão do preconceito e das
limitações impostas pela doença.
Tratamento precoce ajuda a preservar a
qualidade de vida
Embora não exista cura definitiva, a
psoríase pode ser controlada de forma eficiente. O tratamento pode incluir
pomadas, medicamentos sistêmicos e terapias modernas, como imunobiológicos e
pequenas moléculas, conforme a gravidade e as manifestações da doença.
O especialista observa que iniciar o
acompanhamento o quanto antes reduz o impacto acumulado da doença e evita
consequências que podem comprometer a vida pessoal, profissional e até os
relacionamentos.
"Com o tratamento adequado,
conseguimos controlar a inflamação, aliviar os sintomas e prevenir
complicações. O diagnóstico precoce permite preservar a qualidade de vida e
evita que a doença limite atividades, relacionamentos e até projetos de vida",
pontua Jonatha Cocchiarale Diniz.

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