O Banco de Brasília (BRB) recebeu nesta quinta-feira (21/5) a primeira parcela de R$ 1 bilhão referente ao acordo firmado com a Quadra Capital para negociação de ativos considerados saudáveis do Banco Master. A informação foi confirmada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), em entrevista ao portal Metrópoles.
Segundo a governadora, o recurso já contribuiu para aliviar a situação de liquidez enfrentada pelo banco, que passou a enfrentar dificuldades financeiras após adquirir R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master.
“Nós conseguimos concluir a venda desses ativos para a Quadra Capital, que realizou hoje o primeiro pagamento. Com isso, a questão da liquidez do BRB foi solucionada. Agora seguimos trabalhando para fortalecer o capital da instituição”, declarou Celina.
O acordo firmado com a gestora prevê a criação de um fundo de investimentos avaliado em cerca de R$ 15 bilhões. A operação já recebeu aval do Conselho de Administração do BRB.
A expectativa do governo é receber entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões adicionais até o final de maio, reforçando ainda mais a estrutura financeira do banco.
A situação do BRB passou a ser acompanhada de perto pelo Banco Central após a descoberta de créditos problemáticos e possíveis irregularidades envolvendo operações do Banco Master durante as negociações realizadas em 2025.
De acordo com Celina Leão, aproximadamente 70% do plano apresentado ao Banco Central para reorganização financeira da instituição já foi executado.
Além da recuperação da liquidez, o GDF também trabalha em estratégias para ampliar a capitalização do BRB. Entre as alternativas estudadas estão operações de crédito junto a um consórcio de bancos e ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dependendo de autorização do governo federal.
Durante a entrevista, Celina afirmou ainda que não participou das decisões relacionadas às operações envolvendo o Banco Master e declarou que, caso estivesse no comando do GDF à época, a situação teria sido diferente. Ela também disse que não tinha proximidade com o então presidente do BRB, Paulo Henrique.
Aumento de capital
Em abril, o BRB aprovou uma proposta para ampliar o capital social da instituição em até R$ 8,8 bilhões, medida considerada importante pelo Banco Central.
O aporte mínimo previsto é de R$ 536 milhões. Atualmente, o capital social do banco é de R$ 2,344 bilhões e poderá chegar a R$ 11,161 bilhões após a conclusão do processo.
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