A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou nesta quinta-feira (21/5), durante entrevista ao programa Contexto Metrópoles, que Brasília terá a primeira unidade da Santa Casa de Misericórdia. A iniciativa busca fortalecer o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital federal.
De acordo com a governadora, o Governo do Distrito Federal pretende doar um terreno localizado entre Ceilândia e Samambaia para viabilizar a construção do hospital filantrópico.
Celina relembrou que a proposta já havia sido iniciada durante o período em que comandou o GDF interinamente, em 2023, mas acabou interrompida.
“Esse projeto começou ainda no meu governo temporário de 66 dias, porém ficou parado. Agora retomamos a iniciativa e vamos disponibilizar essa área. A Santa Casa será muito importante para ampliar o acolhimento e ajudar principalmente nas cirurgias eletivas”, afirmou.
A chefe do Executivo explicou ainda que o Distrito Federal é a única unidade da federação que ainda não possui uma Santa Casa, destacando a experiência dessas instituições no apoio à rede pública de saúde.
Apesar do anúncio, Celina informou que o processo de cessão do terreno ainda está em andamento e não apresentou uma previsão para conclusão.
Avanços na saúde pública
Durante a entrevista, a governadora também comentou sobre medidas adotadas para reduzir as filas de atendimento e cirurgias na rede pública do DF.
Segundo ela, desde o início de sua gestão, mais de 300 mil pessoas deixaram a fila de espera. Entre as ações implementadas está o projeto conhecido como “Tabela SUS Candanga”, aprovado pela Câmara Legislativa em 12 de maio, que amplia o incentivo à assistência complementar em saúde.
“Somente nos convênios assinados recentemente, cerca de 200 mil consultas serão realizadas. Para isso, foi necessário revisar as filas, que estavam sem atualização há anos. Encontramos casos de pessoas já atendidas e até de pacientes falecidos ainda cadastrados”, explicou.
Outro destaque apresentado pela governadora foi a criação de um sistema de acompanhamento em tempo real dos atendimentos de saúde do DF. Um espaço do Detran-DF foi destinado para equipes responsáveis por monitorar os dados ao vivo e garantir mais transparência.
A medida também permitirá acesso direto às informações por órgãos de controle, como o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que recentemente cobrou mais transparência nos gastos do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (PDPAS).
“Os dados estarão disponíveis em plataformas compartilhadas, sem necessidade de solicitações formais ao governo”, concluiu Celina.
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