Sessão solene na Câmara marca os 49 anos da Igreja Universal do Reino de Deus

 Parlamentares e lideranças religiosas relembraram trajetória da instituição, marcada por perseguições e expansão para mais de 150 países

Brasília (DF) – A Câmara dos Deputados realizou sessão solene em homenagem aos 49 anos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), nesta sexta-feira (10). No Plenário, lotado, reuniram-se parlamentares de diferentes estados, bispos, pastores e lideranças da instituição, em uma celebração marcada por discursos sobre a atuação social da igreja, o histórico de perseguições enfrentadas ao longo de quase cinco décadas e depoimentos pessoais de conversão e superação.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) destacou a coincidência entre a data da sessão solene e o cenário de conflitos armados no mundo. “Nós estamos vivendo grandes guerras, grandes conflitos”, afirmou, citando os confrontos na Ucrânia e no Congo. Diante desse cenário de conflitos, Damares afirmou que o Parlamento se tornava naquele momento um espaço para a paz.

A senadora elogiou ainda a atuação dos parlamentares ligados à Igreja Universal. “Vocês não estão vendo os nossos deputados em confusão, em briga. Vocês estão vendo entregando resultado”, afirmou, destacando a produção legislativa desses representantes como exemplo de contribuição concreta ao país.

A deputada Rosângela Gomes (Republicanos-RJ) relatou sua trajetória pessoal antes de conhecer a igreja, marcada por uma tentativa de suicídio na adolescência. Segundo ela, foi o acolhimento recebido na Igreja Universal, que possibilitou a reconstrução de sua vida. “Foi na igreja que alguém me deu um abraço sincero e verdadeiro, e já se passaram mais de 45 anos, e hoje estou aqui. Porque a Universal dá oportunidade e enxerga o cidadão quando ninguém enxerga”.

O deputado Márcio Marinho (Republicanos-BA), bispo da IURD, também compartilhou um testemunho de superação. Ele relatou ter enfrentado depressão e ter tentado suicídio por quatro vezes, em meio a uma família marcada pela separação dos pais e por irmãos com necessidades especiais. O convite recebido na porta de um templo, feito por quem viria a se tornar sua esposa, foi o ponto de virada em sua vida. “Aquela palavra mudou meu coração e mudou a minha mente. Essa palavra vem frutificando e está aqui o resultado, não só aqui, mas em mais de 150 países”, afirmou Marinho.

Representando a IURD, o bispo Alessandro Paschoall discorreu sobre a origem da instituição e o longo histórico de perseguições enfrentadas desde a fundação. Ele recordou que o bispo Edir Macedo iniciou o trabalho após ser rejeitado por lideranças religiosas da época. “Disseram que ele não tinha chamado, vocação missionária, e que na igreja ele não teria espaço para pregar o Evangelho”, relatou.

Pascoal detalhou episódios de repressão ao longo das décadas, incluindo prisões de pastores e o fechamento de templos durante a pandemia de Covid-19, quando decisões judiciais reverteram decretos que classificavam igrejas como atividade essencial. “Nós tivemos cidades no Brasil em que a Igreja Universal ficou fechada por oito, nove meses”, afirmou.

O bispo também destacou a conquista da liberdade religiosa consolidada na Constituição de 1988, com a eleição do primeiro representante da igreja no Congresso, e a atuação da instituição junto a presídios, asilos e hospitais, alcançando populações muitas vezes negligenciadas pelo poder público.

O bispo Sidnei Marques, representante da IURD no Distrito Federal, reforçou a trajetória de resistência da instituição ao longo de mais de 42 anos de atuação pessoal na igreja. Ele relacionou o sofrimento enfrentado ao longo da história ao fortalecimento do propósito espiritual da instituição. “As perseguições, as tribulações, as adversidades nunca conseguiram tirar o propósito, o ideal e a paixão que o bispo Macedo e cada integrante têm de ganhar almas”, declarou.

O deputado Jorge Braz (Republicanos-RJ) definiu a instituição a partir de uma dimensão espiritual, e não física. “A Igreja Universal é uma nação espiritual. Hoje, em mais de 150 países, todo local que a gente vai, o espírito é o mesmo”, afirmou. Ele relatou ainda sua trajetória pessoal, iniciada em 1978, e destacou o caráter de continuidade da obra iniciada pelo bispo Edir Macedo.

A deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), que integra a igreja há 47 anos, apresentou números da atuação social da instituição para reforçar o discurso de contribuição da IURD à sociedade. “Temos 142 milhões de pessoas atendidas pelas ações sociais da Igreja Universal. Só em 2025, as ações sociais da igreja alcançaram mais de 20 milhões de pessoas, em 130 países, por meio de mais de 425 mil ações”, afirmou. A parlamentar também citou a atuação de mais de 608 mil voluntários e a manutenção de 15 programas sociais permanentes, voltados a frentes como combate à fome, recuperação de dependentes químicos e assistência a famílias vulneráveis. “Contra fatos não há argumentos”, declarou.

O deputado Júlio César Ribeiro (Republicanos-DF) também relatou sua trajetória pessoal na instituição. “Foi na Igreja Universal do Reino de Deus que eu conheci o Senhor Jesus. Foi lá que aprendi valores que carrego para a vida: a importância da fé, da perseverança, da honestidade, do trabalho e da confiança em Deus”, disse.

O parlamentar destacou ainda o alcance social da igreja em espaços de vulnerabilidade. “A Igreja Universal não escolheu apenas apontar os problemas, mas escolheu agir”, afirmou, ao citar o trabalho de voluntários em hospitais, presídios, comunidades carentes e centros socioeducativos.

O líder do Republicanos na Câmara, deputado Augusto Coutinho (PE), por meio de mensagem enviada à sessão, destacou o papel histórico da instituição junto a populações vulneráveis. “Os membros da Igreja Universal levaram esperança a milhões de brasileiros, acolheram os que sofrem e reafirmaram com constância o valor da família, da dignidade humana e da solidariedade”, afirmou.

Já a deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA) ressaltou a dimensão internacional do trabalho da instituição, citando sua experiência pessoal em países africanos. “A Igreja Universal do Reino de Deus está presente em mais países do que a própria embaixada brasileira”, disse a parlamentar, que também destacou o caráter transformador da atuação social da igreja em diferentes regiões do mundo.

A cerimônia contou com apresentação da banda da Marinha, sob regência do suboficial Erick Coutinho de Oliveira Gomes.

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